O PCP considerou esta quinta-feira que a derrota do Partido Repúblicano nas eleições intercalares nos EUA é a expressão “do amplo descontentamento e repúdio” face à “política reaccionária e belicista” da administração Trump.
“Desde logo, o repúdio da sua política interna, com uma clara marca de classe e racista, com o agravamento das condições de vida, os cortes nos já diminutos serviços sociais em contraste com as grandes benesses ao grande capital e os colossais gastos com o armamento e a guerra, com a exploração a que estão sujeitos os trabalhadores, a violenta repressão sobre camadas populares cada vez mais empobrecidas e o obsceno enriquecimento da classe dominante multimilionária”, sustentou o PCP, em comunicado.
O PCP assinalou a “clara derrota do Partido Republicano” nas intercalares nos EUA, destacando a perda da maioria no Senado e na Câmara dos Representantes, considerando que representam o “amplo descontentamento e repúdio por parte de diversos setores da sociedade norte-americana face à política reacionária e belicista” de Trump.
“Dois anos de Presidência Trump, com o rasgar das promessa eleitorais que o conduziram à vitória, tornaram evidente que as esperanças de mudança que largos sectores da sociedade norte-americana haviam depositado em Trump não passavam de uma ilusão”, referiu o PCP.
Para o partido, que criticou em particular a “política belicista” de Donald Trump, a “crise profunda dos EUA irá previsivelmente agravar-se em múltiplos planos”, apelando a uma “forte mobilização e resistência popular de massas” para romper com a atual política e abrir a “perpetiva de um outro rumo que dê resposta aos direitos e aspirações do povo norte-americano”.
Os democratas conquistaram o controlo das duas câmaras do Congresso norte-americano nas eleições intercalares de terça-feira, retirando aos republicanos as maiorias parlamentares que sustentaram a agenda legislativa de Donald Trump durante os primeiros dois anos do segundo mandato presidencial.
A nova composição do Congresso, que entrará em funções em janeiro, permitirá aos democratas influenciar a política orçamental e a aprovação de legislação, além de reforçar a fiscalização da administração republicana.
Trump conservará, contudo, importantes competências em matéria de política externa, incluindo a condução dos esforços diplomáticos relacionados com a guerra na Ucrânia.