O impacte que as alterações climáticas têm no planeta estão cada vez mais visíveis e a Nestlé não lhes é indiferente. Nos últimos anos, a empresa tem vindo a assumir um conjunto de compromissos globais com a intenção de reduzir a pegada ecológica e contribuir para beneficiar as comunidades como parte de uma transição justa.
Uma das formas de o fazer consiste na transição progressiva para sistemas alimentares regenerativos. “O objetivo é garantir que, até 2030, 50% dos principais ingredientes utilizados pela Nestlé nos seus produtos sejam provenientes de práticas agrícolas regenerativas, bem como alcançar, até 2050, zero emissões líquidas de gases com efeito de estufa (GEE). Para atingir estas metas, são necessárias diversas transformações, que já estão a ser implementadas.”, afirma Beatriz Guimarães, Sustainability Delivery Manager na Nestlé Portugal.
O que é a agricultura regenerativa?
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A agricultura regenerativa é um conjunto de práticas agrícolas que visa melhorar a qualidade e saúde do solo, promover a biodiversidade e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. Ao contrário da agricultura convencional, este modelo permite, como o próprio nome indica, que a terra se regenere, conserve melhor a água, armazene carbono de forma natural e mantenha a sua fertilidade e resiliência a longo prazo.
Estima-se que um terço dos solos do planeta estão atualmente degradados e empobrecidos, e milhões de hectares possam vir a perder a sua fertilidade, devido a décadas de práticas agrícolas intensivas e sem preocupações regenerativas. Além disso, grande parte da água doce disponível no planeta é destinada à agricultura, levantando sérias dúvidas acerca da manutenção dos ecossistemas e da própria vida na terra.
Para ajudar a contrariar esta tendência, e ciente das vantagens da agricultura regenerativa, a Nestlé tem vindo a apoiar a introdução de diversas práticas agrícolas de menor impacte no Alentejo.
O compromisso da Nestlé com o ambiente
Estas práticas permitiram:
- Reduzir cerca de 40% as emissões de CO₂ associadas a estes cultivos (vs emissões calculadas com base nas práticas anteriores).
- Melhorar a resiliência do solo, a sua capacidade de retenção de água e fertilidade a longo prazo.
Proteger os solos, o ecossistema e o planeta
Ao perceber que o cultivo dos ingredientes necessários para os seus produtos era a maior causa de emissão de GEE (71,4% em 2018), a Nestlé decidiu tomar medidas e alterar formas de produção exatamente onde tudo começa, ou seja, nos solos. Só em 2025, ao abrigo deste projeto foram produzidas 2.800 toneladas de grão de trigo necessário para a produção de papas infantis na fábrica de Avanca, o que representa cerca de 25% do volume de grão comprado para os produtos de nutrição. Beatriz Guimarães, Sustainability Delivery Manager na Nestlé Portugal refere que “a agricultura regenerativa assume um papel central na concretização dos objetivos ambientais da empresa.”
Hoje, esta forma de cultivar e cuidar da terra e dos ecossistemas está presente em diversos países onde a Nestlé tem operações, como é o caso de Portugal. Através da colaboração direta com agricultores de Évora, Elvas e Castro Verde, a empresa fornece-lhes apoio técnico e financeiro para levar a cabo técnicas de agricultura regenerativa.
Como a Nestlé está a apoiar a agricultura regenerativa em Portugal?
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- Investimento de 750 mil euros desde 2022
- Previsão de investir 300 mil euros/ano até 2027
- 11 agricultores locais no Alentejo, nas localidades de Évora, Elvas e Castro Verde
- O projeto engloba mais de 1500 hectares
- Produção de 2800 toneladas de grão de trigo em 2025, necessário para a produção de papas CERELAC na Fábrica de Avanca: representa 25% do volume de grão comprado para os produtos de nutrição
As práticas agrícolas que estão a fazer a diferença
As principais técnicas de agricultura regenerativa aplicadas nestes campos incluem:
- Rotação de culturas, alternando cereais com legumes para fixar nitrogénio no solo e enriquecer naturalmente o solo.
- Sementeira direta (semear diretamente no solo sem o revolver ou arar previamente), preservando a sua estrutura e biodiversidade subterrânea.
- Culturas de cobertura para proteger e melhorar o solo: ajudam na retenção de água, controlo de ervas daninhas e pragas, promovem a biodiversidade.
- Fertilizantes orgânicos e bio estimulantes em substituição dos químicos e aplicação precisa de nutrientes com agricultura de precisão.
- Colocação de estações meteorológicas para definir o momento ótimo para tratamento de doenças e infeções com base nas condições meteorológicas.
- Aplicação de agricultura de precisão que ajuda os agricultores a determinar a necessidade real de nitrogénio no solo em cada parcela de terreno através da teledeteção.
- Conservação de habitats seminaturais (como sebes, zonas húmidas) dentro das explorações, promovendo a biodiversidade local.
Menos emissões, melhor qualidade do solo, ecossistema mais resiliente
Através destas práticas de agricultura regenerativa, o projeto no Alentejo já permitiu reduzir cerca de 40% das emissões de dióxido de carbono associadas a estes cultivos, em comparação com as práticas agrícolas anteriores. A nível global, a Nestlé espera atingir a redução de GEE para metade das emissões até 2030.
Para tal, a Nestlé conta com o trabalho conjunto desenvolvido com os agricultores, com os parceiros Carneiro e Campos Moagens e a organização não governamental Fundación Global Nature. Os resultados já começam a ser visíveis, a começar pela maior resiliência dos solos e aumento da capacidade de retenção de água e, a longo prazo, a melhoria da fertilidade dos solos – tudo para que a terra seja respeitada e o carinho continue a chegar a nossas casas na forma de alimentos cuidadosamente produzidos.