Dia 5 – O último dia da BiG Investor Week

13h30

Último dia da BiG Investor Week! Depois de uma semana recheada de conteúdos dedicados ao mundo financeiro, as despedidas foram feitas com duas sessões. A primeira, dedicou-se ao tema “Pensar na Reforma além da idade”. Saiba quais foram as principais conclusões:

  • Razões para pensar na reforma: Acautelar futuro financeiro; aumento da longevidade; inflação; incerteza do sistema público;
  • É urgente que cada um de nós mude, de alguma forma, a mentalidade em relação à reforma. Não devemos encará-la como algo que ainda está longe, que podemos adiar, mas sim como um projeto de vida que vamos construindo ao longo do tempo. Cada fase em que estamos, em termos de idade ativa, representa uma oportunidade para começar a agir sobre o futuro e sobre a evolução do nosso património;
  • Encarar a reforma como um projeto de vida pode traduzir-se em: independência, confiança, segurança, menor ansiedade e incerteza, concretização de sonhos, flexibilidade e tranquilidade face a imprevistos, qualidade de vida;
  • Erros ou ideias falsas sobre a reforma: Adiar a decisão de agir não tem custo; esperar pelo melhor momento de entrada. Adiar decisões significa perder oportunidades e rendimento;
  • Investir para a reforma não é um evento, mas sim um processo que implica: disciplina, consistência, contribuições regulares – pequenas ou grandes -, diversificação e perspetiva de longo prazo;
  • Fatores a ter em consideração para começar: fase da vida, objetivo, horizonte temporal, tolerância ao risco, alocação entre classes de ativos. Quanto mais tempo até à Reforma, maior é a tolerância ao risco;
  • Soluções de Reforma BiG: 8 fundos PPR disponíveis, com várias estratégias e perfis de risco direcionados para diferentes tipos de investidor.
  • O BiG tem uma equipa de profissionais e uma gama de soluções de reforma pronta para ajudar os investidores de todas as idades na preparação desse projeto de vida.

Dia 4 – Da Autonomia Estratégia Europeia à Análise Técnica

17h

Já na sessão da tarde, Afonso Português, Sales Trader na Corretora do BiG, dedicou-se a explicar o tema “Introdução à Análise Técnica”. Aqui ficam alguns dos termos partilhados:

Como definir uma tendência? Várias escolas de análise técnica defendem que o principal indicador é o preço em si. Analisando os máximos e os mínimos que um preço de um ativo faz, relativamente aos máximos e mínimos anteriores, conseguimos definir a tendência do preço;

Existem três tipos de tendências:

  • Ascendente: máximos relativos superiores aos anteriores com mínimos relativos superiores aos anteriores;
  • Descendente: mínimos relativos inferiores aos anteriores com máximos relativos inferiores aos anteriores;
  • Lateral: máximos e mínimos relativos +/- iguais aos anteriores;

As médias móveis simples consistem num indicador que calcula a média do preço (normalmente de fecho) dos últimos x dias de um determinado ativo. As médias móveis mais utilizadas são: 200 dias – representa a tendência de longo prazo; 50 dias – representa a tendência do médio prazo; 20 dias – representa a tendência de curto prazo;

Suportes: um nível de suporte consiste num nível onde o mercado tende a reagir de forma compradora. Um nível de suporte é confirmado se o preço tocar 2 a 3 vezes no nível;

Resistências: um nível de resistência consiste num nível onde o mercado tende a reagir de forma vendedora. Um nível de resistência é confirmado se o preço tocar 2 a 3 vezes no nível;

13h30

No quarto dia de uma semana dedicada à literacia financeira, a primeira sessão dedicou-se ao tema “Autonomia Estratégica Europeia”. Numa reflexão sobre como a Europa pode reforçar a sua autonomia estratégica e posicionar-se como protagonista num cenário global em constante transformação, estes foram alguns dos tópicos abordados por Cristina Carvalho, Amundi Iberia Head of Institutional, com moderação de Rui Broega, Diretor Coordenador de Gestão de Ativos do BiG:

  • A Europa está a viver um momento marcado por grandes desafios, cruciais para a autonomia estratégica e para o futuro;
  • Alguns dos maiores desafios que enfrenta são: saúde, alimentação, cadeias de valor industrial e cibersegurança;
  • Independência energética: não estamos só a falar de fontes de energia, estamos também a falar nas cadeias de fornecimento de minerais. Quem dominar agora, vai liderar a próxima década. Acelerar a transição para energias mais limpas é urgente;
  • É preciso uma grande mobilização para criar uma Europa autónoma;
  • Defesa: outro passo decisivo relaciona-se com este tema. A Europa sofre uma redução massiva de investimento na defesa, cerca de 1800 biliões de euros de défice, desde a Guerra Fria.
  • Vivemos um período de instabilidade geopolítica com pressões económicas, mas também com mudanças tecnológicas a acontecer muito rápido. O que é certo é que está a ser feito um trabalho para garantir segurança e autonomia europeia nos próximos anos, para que seja possível existir uma Europa capaz de enfrentar futuras crises;
  • Como é que podemos tirar partido desta situação, enquanto investidores? Há três pontos que apresentam uma oportunidade: apoio político e financeiro sem precedentes, todas as iniciativas regulatórias que têm vindo a ser tomadas pela UE e setores estratégicos com potencial de crescimento enorme – energias renováveis, tecnologia e digitalização, defesa, saúde e biotecnologia, matérias-primas.
  • Este é o momento da Europa, uma vez que oferece um panorama de investimento bastante atrativo e um crescimento setorial muito direcional;
  • Para melhorar o nosso futuro, temos de reduzir as nossas dependências. Investir hoje, na Europa, é antecipar-se à Europa do futuro.

Dia 3 – Aprenda a construir a sua carteira de investidor

18h40

A última sessão do dia terminou com a sessão “Megatendências: posicionar investimentos para o futuro”. Diogo Perneta, Analista de Mercados BiG, ajudou-nos a identificar as principais megatendências para o futuro.

Estes foram os principais tópicos abordados:

  • O investimento temático é uma forma de investimento que permite ao investidor materializar ideias, valores e convicções pessoais que podem ter impacto estrutural a longo prazo na economia e na sociedade.
  • O investimento temático pode ser uma ferramenta eficaz para alinhar a carteira com tendências de longo prazo, mas é fundamental que o investidor se mantenha informado, reavalie periodicamente as suas escolhas e integre os temas em uma abordagem equilibrada, que combine convicção com gestão de risco.

Exemplos de megatendências:

  • A IA é uma megatendência estrutural, com curvas de adoção rápidas e que presente em várias áreas como: Infraestruturas & Tecnologia; Saúde & Ciência da Vida; e Consumo & Serviços.
  • Outra megatendência estrutural é a alteração demográfica vivida nas últimas décadas. Como? Através do aumento da esperança médica de vida e envelhecimento populacional. Estes dados revelam que os gastos em cuidados de saúde irão aumentar significativamente, resultando em oportunidades crescentes nas áreas da tecnologia, fármacos e cuidados.

Mas que riscos existem com o investimento temático? A concentração é um deles, uma vez que estamos a focar-nos apenas num tema. Porém, se juntar o investimento temáticos a outros ativos, vai conseguir diversificar a sua carteira, tornando-a mais sólida.

Dia 2 – Desdolarização e Rendimento Passivo em destaque

17h

Da parte da tarde, a sessão conduzida por Steven Santos, Diretor BiG Plataformas, teve como foco o “Rendimento Passivo: Ações e ETFs de dividendos”. Aqui ficam algumas das principais conclusões:

  • Um dividendo é uma parte dos resultados líquidos que a empresa decide distribuir aos acionistas. É uma forma de obter rendimento passivo, ao creditar dividendos na conta de investimento.
  • Há dois conceitos-chave: dividend yield – dividendo anual por ação/preço da ação; e yield on cost – dividendo anual por ação/preço de aquisição;
  • Receber periodicamente dividendos permite libertar liquidez dos investimentos sem ter de os vender; os dividendos podem ser usados para despesas correntes ou ser reinvestidos em mais ações ou ETFs;
  • Os dividendos são uma componente significativa da rentabilidade total.
  • Os dividendos crescentes garantem que o seu rendimento acompanha a inflação, protegendo o poder de compra. Historicamente, dividendos crescentes colocam pressão ascendente sobre o preço da ação;
  • Ao limitar os investimentos, a empresa tem de escolher os projetos mais rentáveis;
  • Enquanto os dividendos crescem a um ritmo menor do que a valorização do preço das ações, os investidores podem confiar no poder dos dividendos crescentes para aumentar a rentabilidade ao longo do tempo;
  • Ativos focados em dividendos crescentes podem ser a base ou o complemento de uma carteira: reduzem a volatilidade e geram rendimento mesmo quando o mercado cai. Em períodos de elevada volatilidade, as empresas que aumentam os dividendos têm melhor desempenho face às empresas que não distribuem dividendos;
  • Alguns dos setores que privilegiam o pagamento de dividendos são: imobiliário, consumo de bens essenciais, utilities, financeiro e energia.

13h

No segundo dia da BiG Investor Week, a primeira sessão foi dedicada ao tema “Desdolarização: Perspetivas e Oportunidades de Investimento”. Moderada por Rui Broega, Diretor Coordenador de Gestão de Ativos do BiG, e com a participação de João Robalo Martins, Account Manager Iberia da Pimco, a conversa explorou as principais tendências macroeconómicas que estão a moldar o futuro da economia global. Eis alguns dos tópicos abordados:

  • Os três maiores desafios atualmente enfrentados são: fragmentação, desdolarização e défice.
  • Apesar de a função do dólar como reserva de valor estar a ser cada vez mais questionada, a moeda continua a ser predominante nos mercados, representando 88% das transações cambiais (FX Transactions).
  • A fragmentação é uma das questões mais relevantes do século. Representa a antítese da globalização, com impacto nos eixos da segurança, do comércio e das finanças.
  • Algumas classes de ativos, como as obrigações, continuam a apresentar elevado valor. Com a normalização da inflação, o cenário para a evolução das taxas de juro é positivo — quando as taxas descem, os preços das obrigações tendem a subir.
  • Tal como não queremos concentrar todo o risco num único investimento, também devemos evitar depender de uma única fonte de rentabilidade. É essencial gerar retorno a partir de diferentes componentes da carteira.
  • Vivemos numa era marcada pela fragmentação dos sistemas financeiro e político, o que representa riscos adicionais para os investidores. A boa notícia é que existem alternativas de investimento capazes de mitigar esses riscos.

Dia 1 – BiG Investor Week, o arranque

17h

Na sessão da tarde, sob o comando de Ana Mendonça, Sub-Diretora, BiG Institutional Wealth Management, e Eduardo Nunes, Sub-Diretor BiG Corretagem, o tempo foi dedicado ao investimento em ações, ETFs e Fundos. Eis alguns dos tópicos abordados:

  • Investir no mercado acionista é uma das formas mais populares de investimento, sendo uma forma de investimento direto no capital das empresas. O investidor fica exposto ao desempenho corporativo das empresas em que investe e à evolução do preço das suas ações no mercado;
  • Formas de investir no mercado acionista: ações individuais, fundos de investimento, fundos transacionáveis em Bolsa (ETFs);
  • Investir via ETPs (Exchange Traded Products) democratizou e facilitou o acesso a todos aos mercados financeiros. Um ETP é um produto que negoceia em bolsa, dentro deste grupo, os ETFs (Exchange Traded Funds – Fundos que negoceiam em bolsa) são o segmento mais popular;
  • Os ETFs trouxeram diversos benefícios aos investidores. Tais como: diversificação, eficiência de custos, acessibilidade, transparência, exposição global;
  • Fundos de Investimento: é um veículo financeiro que agrega o capital de vários investidores de forma única. Trata-se de património autónomo gerido por profissionais financeiros. Os lucros e prejuízos são distribuídos entre os investidores de forma proporcional às suas participações no fundo;
  • Fundos de ações, obrigações e mistos: há fundos que investem exclusivamente em ações, outros focados em obrigações, e fundos mistos que combinam ambos os ativos — além de outros instrumentos financeiros.

13h30

É dia 6 de outubro e arrancou, oficialmente, a BiG InvestorWeek. A primeira sessão dedicou-se ao tema “Porque devo investir” e estas foram as principais conclusões:

  • A inflação é o inimigo do nosso dinheiro. Reduz continuamente o poder de compra; Reduz continuamente o valor real das poupança;
  • Por sermos conservadores na forma como interagimos com o nosso dinheiro pensamos que, ao investir, existe o risco de o dinheiro desvalorizar. Pelo contrário, ao deixar o dinheiro parado, abdicamos de potenciais benefícios, como fazer a riqueza crescer.
  • A passagem do tempo tende a ajudar o investidor a alcançar melhor os seus resultados. Se o investidor estiver focado no longo prazo, evita uma postura emocional e maximiza retornos, reduzindo riscos;
  • O juro composto é um fator-chave para a acumulação de riqueza ao longo do tempo. Quanto mais cedo o investidor começar a investir, maior é o potencial de crescimento do dinheiro investido;
  • Investir com base em objetivos é fundamental para uma abordagem mais personalizada dos nossos investimentos, focar naquilo que realmente importa e alinhar a nossa estratégia com metas específicas. No fundo, permitirá ter uma jornada de investimento alinhada com as nossas expectativas;
  • Dado o impacto da inflação e o poder do tempo no investimento, no longo prazo, é um risco não estar investido.