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Nos 13 minutos de discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, a que se somaram os 17 de Lucília Gago, Presidente da República e nova Procuradora-Geral quase pareceram ter a mensagem combinada. Foram muitos os temas comuns, sobretudo os que traçaram as linhas principais daquilo que ambos quiseram dizer: uma sociedade em mudança “vertiginosa” exige uma justiça atenta e capaz, mas para isso são precisos os meios que o Ministério Público está cansado de pedir e que nunca chegam. Sobretudo para combater a criminalidade económico-financeira, com destaque para a corrupção, que deve merecer “um combate sem medos, hesitações ou ambiguidades” até porque já é um “desígnio nacional”. Pelo meio, sobraram os elogios ao trabalho dos procuradores, com o exemplo da “qualidade” da Operação Marquês, uma espécie de lista de prioridades para o futuro, os cumprimentos a Joana Marques Vidal, que abandona o cargo, e uma mensagem enigmática — mas muito assertiva — da nova PGR sobre as notícias falsas nas redes sociais.

Teorias da conspiração e fake news

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