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(Artigo de 15 de novembro de 2017 que é republicado e atualizado a 6 de setembro de 2019 a propósito da morte do ex-Presidente do Zimbabué)

Robert Mugabe, um dos líderes pós-independência mais célebres de toda a África e também um dos que governo com maior brutalidade, morreu esta sexta-feira aos 95 anos. Para a História, fica um homem que chegou a estar na vanguarda dos movimentos de libertação da África colonial e do nacionalismo africano, conseguindo nessa fase inicial a atenção de muitos dentro e fora do mundo ocidental. Porém, já com os olhos do mundo em cima, Mugabe passou invariavelmente outra imagem ao longo das décadas em que governou: para ele, tudo valia para ter poder.

Nasceu a 21 de fevereiro de 1924, na aldeia de Kutama, então na Rodésia, filho de um carpinteiro e uma doméstica. Ali, a pouco mais de 90 quilómetros da capital Harare, Mugabe teve uma educação católica, numa escola de jesuítas. “Era um daqueles trabalhadores silenciosos que são infalíveis, usava cada minuto do seu tempo. Já na altura, não era muito dado a risotas”, disse ao The Guardian, num perfil do ditador em 2001, um dos padres responsáveis por aquela escola.

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