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Um parecer do conselho consultivo da Procuradoria-Geral da República considerou a greve cirúrgica dos enfermeiros ilegal por não corresponder ao pré-aviso que foi entregue e porque o fundo usado para compensar a perda de salário — através de crowdfunding — não foi constituído nem gerido pelos sindicatos que decretaram a paralisação. O Governo, depois de ter publicado o documento em Diário da República, já deu ordens aos hospitais para que marquem faltas injustificadas a quem não compareça ao serviço esta quarta-feira.

Apesar da pressão, só um dos sindicatos (o ASPE) decidiu suspender a greve. O Sindepor, que representa mais enfermeiros, anunciou que vai manter a paralisação argumentando que só os tribunais podem tomar tal decisão. E enquanto o seu advogado, Garcia Pereira, avançava para a impugnação judicial, o presidente, Carlos Ramalho, anunciava uma medida extrema:fazer greve de fome em frente ao Palácio de Belém até que as negociações sejam retomadas.

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