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Victor Machado

Victor Machado

Innovation Season: o palco da tecnologia e inovação

A Innovation Season, promovida anualmente pela Accenture, é a desculpa perfeita para parar e colocar o mercado tecnológico em perspetiva.

O sucesso de uma organização não se mede apenas pelas conquistas materiais que esta alcança. Da receita para se ser bem-sucedido faz parte uma boa dose de um ingrediente que nem sempre aparece em primeiro nas listas de objetivos: o foco nos colaboradores. Criar espaços de partilha, de descoberta, de fomento de capacidades, e oportunidades, é fundamental para que uma empresa avance rumo a um futuro mais promissor. E é precisamente a pensar nisto que a Accenture Portugal lança, anualmente, a Innovation Season.

Reconhecida por ser líder em soluções e serviços que ajudam as principais organizações mundiais a reinventarem-se, construindo o seu core digital e tirando o maior partido da Inteligência Artificial, a estratégia passa por ser o maior parceiro de reinvenção para os seus clientes, bem como o melhor local de trabalho para os seus colaboradores, mais client-focused e AI-enabled. E se quando se pensa em Inteligência Artificial se imagina um cenário com mais tecnologia e menos pessoas, a Accenture vem provar precisamente o contrário.

A Innovation Season é o evento que celebra pessoas, tecnologia e a inovação dos Advanced Technology Centers da Accenture Portugal – centros tecnológicos focados no desenvolvimento, implementação e operação de soluções digitais e tecnológicas para clientes, presentes em Lisboa, Braga e Coimbra, numa comunidade com mais de 1700 profissionais que trabalham em diversas áreas tecnológicas para clientes de diferentes nacionalidades e geografias. Ao longo de três semanas, as equipas dos três locais são convidadas a juntarem-se a um programa diverso, onde reina o coletivo, repleto de workshops, hackathons, keynotes e talks. “É um momento para parar, partilhar conhecimento e explorar novas ideias, em conjunto, como uma comunidade tecnológica única. É uma iniciativa estruturada, mas com uma alma muito humana. Queremos que as pessoas sintam que têm espaço para pensar, para errar, para propor e para aprender, fazendo. Não é um evento de showcasing de tecnologia. É, antes de tudo, um exercício de cultura, de partilha dos valores da empresa e dos centros em particular”, quem o explica é Aurélia Sousa, Administradora recentemente nomeada para liderar os Advanced Technology Centers da Accenture em Portugal.

“É um momento para parar, partilhar conhecimento e explorar novas ideias, em conjunto, como uma comunidade tecnológica única. É uma iniciativa estruturada, mas com uma alma muito humana".
Aurélia Sousa, Administradora responsável pelos Advanced Technology Centers.

O dia a dia de um colaborador é pautado por um ritmo acelerado e capaz de absorver toda a atenção para a entrega de resultados, para a satisfação do cliente e para o alcançar de um novo milestone. Neste sentido, a Innovation Season vem quebrar esse ciclo, criando algo raro: “tempo legitimado para pensar a longo prazo. O que notamos nas equipas é uma espécie de redescoberta da curiosidade, um sentido de pertença e de propósito comum que vai além das equipas individuais. As perguntas começam a multiplicar-se, refletindo uma maior sede de conhecimento e vontade de explorar sem receio de não ter respostas imediatas”. Aurélia Sousa acrescenta ainda que neste evento se sente um forte sentido de comunidade, cruzando profissionais que trabalham em projetos e geografias diferentes e permitindo-lhes trocar perspetivas e reconhecer-se num propósito comum. “É na diversidade que está a força, mas também o desafio. Com perfis tão diferentes, de engenheiros de dados a arquitetos de cloud, de especialistas em cibersegurança a consultores de negócio, e com clientes em geografias e setores distintos, a tentação seria deixar cada área inovar no seu silo. Nós fazemos diariamente a escolha oposta. A cultura não se decreta, constrói-se todos os dias, através de rituais, de reconhecimento e de exemplos concretos. Quando alguém de uma equipa de Lisboa resolve um problema com uma abordagem que veio de uma equipa de Coimbra ou de um cliente de outro país, isso é cultura de inovação a acontecer de verdade”, reforça.

Para além da promoção deste encontro, a Innovation Season traz consigo uma novidade. No dia 30 de maio, pelas 10h10, será transmitido, na rádio Observador, uma emissão especial do Programa Máquinas que Pensam, gravada nos escritórios da Accenture Portugal. O tema será o “Consultor do Futuro” e sobre ele Aurélia deixou já algumas previsões. Para a Administradora, o Consultor do Futuro não será aquele que mais sabe sobre uma tecnologia específica, mas antes quem conseguir “navegar a complexidade com inteligência, com curiosidade e com uma forte capacidade de gerar valor no ponto de encontro entre o tecnológico e o humano”. De acordo com a sua visão, este profissional deverá ter consigo três características fundamentais: capacidade de aprender de forma contínua, literacia em Inteligência Artificial e a capacidade de comunicar e influenciar, transformando complexidades técnicas em decisões de negócio simples e claras. “A IA vai automatizar muito do trabalho de execução. O que vai ser verdadeiramente difícil de replicar é o julgamento, a empatia e a visão. É aí que o Consultor do Futuro vai fazer a diferença”, remata.

De olhos postos no futuro, a vontade da organização é que os seus Advanced Technology Centers continuem a crescer, cimentando o seu papel como um motor de transformação para a Accenture, para as suas pessoas, os seus clientes, e para o próprio ecossistema tecnológico português. “Queremos ajudar a desenvolver uma geração de profissionais que não se limita a executar tecnologia, que a questiona, que a molda, que a usa para resolver problemas reais com base em métodos de entrega mais ágeis e alavancados em AI”, partilha Aurélia Sousa, acrescentando por fim: “Podemos ser um polo de atração e criação de talento, um acelerador de adoção de novas tecnologias e, acima de tudo, uma prova viva de que Portugal consegue competir ao mais alto nível no mercado tecnológico global”.

Num mundo onde a tecnologia e a inovação ganham cada vez mais força, sobrará sempre espaço para realçar algo fundamental: o trabalho humano. Numa parceria entre todos estes fatores, a missão será sempre a de coordenar esforços para que o mercado tecnológico prospere, de Portugal para o mundo!

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