Pequeno em dimensão, mas enorme culturalmente. Assim é Portugal. E a região do Médio Tejo não é exceção. Entre fortalezas, castelos, mosteiros e conventos, há estórias sem fim repletas de história, em que os Templários ganham, muitas vezes, protagonismo. Mas por entre a natureza, também há trilhos a percorrer e a contemplar que nos levam a lugares de paz, leveza e tranquilidade, como Fátima.
Prepare a mochila, calce os seus melhores ténis, e parta connosco à descoberta, no Médio Tejo, da Rota dos Templários e dos novos Caminhos de Fátima. Tudo a postos?
Por caminhos dos Templários
Uma boa maneira de conhecer o Centro de Portugal é através da Rota dos Templários do Médio Tejo. Abrantes, Ferreira do Zêzere, Ourém, Sertã, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha são os sete municípios que fazem parte desta rota, a qual permite conhecer a vivência dos Cavaleiros do Templo, ao mesmo tempo que se descobrem vestígios relevantes deixados pelos mesmos, aliando, ainda, paisagens naturais deslumbrantes e uma gastronomia que deixa qualquer um com “água na boca”. O nome de D. Gualdim Pais é uma constante ao longo da rota, ou não fosse ele uma figura emblemática da história dos Templários em Portugal, que ocupou o cargo de Mestre da Ordem do Templo no país durante 40 anos, sendo considerado o fundador de Tomar (a sede dos Templários).
Para o ajudar na descoberta desta Rota, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo disponibiliza vários conteúdos:
- Templar Portugal: Um site onde encontra toda a informação de que precisa sobre os recursos patrimoniais que fazem parte da rota. Descubra mais sobre as principais personagens históricas da Rota dos Templários no Médio Tejo, assim como curiosidades, hábitos e rituais destes cavaleiros. Aqui, pode também planear a sua viagem, indicando o local que pretende visitar e que tipo de itinerário que quer descobrir;
- Passaporte Rota dos Templários: Um autêntico guia, disponível na app Rota dos Templários ou em qualquer posto de turismo do Médio Tejo, para miúdos e graúdos, que incorpora não só os dados do viajante (afinal de contas, é, como o nome indica, uma espécie de passaporte), mas também informação sobre o que ver na Rota dos Templários e nos seus itinerários temáticos associados;
- Flyer Rota dos Templários: Devidamente estruturado por itinerários, com a indicação do que visitar em cada um deles, neste flyer tem ainda um mapa geral sobre os locais por onde passa a Rota Templária.
- APP Rota dos Templários: Numa versão digital, explore a Rota Templária num itinerário pré-definido de 3 dias, ou crie a sua própria rota. Tudo à distância de um scroll. Esta app está disponível para iOS e Android.
O que ver:
A Rota dos Templários encontra-se dividida por diferentes itinerários — militar, religioso, simbólico e arquitetónico. Dentro deles, são vários os recursos patrimoniais que podem ser vistos. Destacamos a Fortaleza e o Panteão dos Almeidas (em Abrantes), a Torre de Dornes (Ferreira do Zêzere), a Vila Medieval de Ourém, o incontornável Convento de Cristo e o Complexo Cultural da Levada (Tomar), as Grutas de Lapas (Torres Novas), o Castelo de Almourol (Vila Nova da Barquinha), bem como as igrejas e capelas que abundam por esta rota.
No Convento de Cristo aproveite ainda para ver a “Reconstituição do Cerco ao Castelo de Tomar”, através de videoprojeção em maquete 3D, e conheça também um espaço imersivo dedicado à região do Médio Tejo.
Em Vila Nova da Barquinha, dê um salto até ao Centro de Interpretação Templário de Almourol (CITA), composto por uma sala de exposição permanente, por um espaço de exposições temporárias e por uma sala de projeção de filmes sobre a temática dos templários. No CITA, é ainda possível fazer-se uma visita virtual ao Castelo de Almourol, num ecrã 180º.
Tome nota!
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A Comunidade Intermunicipal Médio Tejo, juntamente com o município de Ferreira do Zêzere, prevê lançar este ano uma experiência de video mapping na Torre Templária de Dornes, na qual serão retratadas as lendas da Torre e de Nossa Senhora do Pranto.
Tal como as restantes, esta experiência estará disponível em 4 idiomas: português, inglês, espanhol e francês.
O que provar no Médio Tejo:
A morcela de arroz e os pratos à base de enguias são típicos da região do Médio Tejo. Além destes, não deixe de provar outras receitas com diferentes peixes do rio, pratos de caça, cabrito assado ou as famosas couves com feijão. Para sobremesa, delicie-se com a doçaria conventual. E para beber, os vinhos do Tejo harmonizam, na perfeição, qualquer experiência gastronómica da região.
Aponte na agenda:
No Médio Tejo, a cultura e as tradições celebram-se através das festividades de cada concelho. Aproveite estes momentos para conhecer, in loco, os costumes e os rituais, ao mesmo tempo que descobre cada município.
- Entre fevereiro e março: Mês do Sável e da Lampreia | Vila Nova da Barquinha; Feira de S. Matias | Abrantes.
- Entre março e abril — Páscoa: Via Sacra (de 2 em 2 anos) | Ourém; Festival Gastronómico do Cabrito | Torres Novas; Nossa Senhora da Boa Viagem | Constância; Semana Santa | Sardoal.
- Abril: Festival Gastronómico do Lagostim e Peixe do Rio | Ferreira do Zêzere.
- Maio: Festival da Juventude | Abrantes; Mostra de Peixe do Rio (entre maio e junho) | Vila Nova da Barquinha; Alcanena Walking Festival | Alcanena; Festival da Fataça | Constância.
- Junho: Feira da Época | Torres Novas; Feira do Tejo | Vila Nova da Barquinha; Feirourém | Ourém; Wellness Weekend e Festa Templária (entre junho e julho) | Tomar; Pomonas Camonianas | Constância; Festival Literário FALA e Alcanena Green Week | Alcanena; Encontro Internacional de Piano (entre junho e julho) | Sardoal.
- Julho: Festa dos Tabuleiros (início de julho, de 4 em 4 anos) | Tomar; Festas do Almonda | Torres Novas; Feira Mostra | Mação.
- Agosto: Viver Ferreira do Zêzere | Ferreira do Zêzere; Bons Sons (de 2 em 2 anos) | Tomar.
- Setembro: Festival de Setembro | Ourém; Festival ao Alto | Abrantes; Art’in Rua Festival Internacional de Artes de Rua | Tomar; Festival Vapor | Entroncamento.
- Outubro: Festival Internacional de Folclore e Feira Nacional da Doçaria Tradicional (entre outubro e novembro) | Abrantes; Festival Gastronómico do Ovo | Ferreira do Zêzere; Feira Nova de Santa Iria | Ourém; Feira de Santa Iria | Tomar; Feira Nacional dos Frutos Secos | Torres Novas; Festival Materiais Diversos (2 em 2 anos) | Alcanena.
- Novembro: Festival Gastronómico das Couves com Feijão | Torres Novas; Festival de Filosofia | Abrantes; À Mesa com Azeite (entre novembro e dezembro) | Vila Nova da Barquinha; Feira dos Santos | Mação; Festival do Javali | Constância; Encontro Nacional de Colecionadores | Alcanena.
Por aqui também se chega a Fátima
Fátima é um lugar de silêncio, meditação e introspeção. Tal como os caminhos para lá se chegar, onde a natureza ganha destaque. Recentemente, Fátima “ganhou” um novo caminho, desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e certificado pelo CNC — Centro Nacional de Cultura (entidade titular dos Caminhos de Fátima e proprietária da respetiva marca): o do Médio Tejo. Com os rios Tejo, Nabão e Zêzere como parceiros de viagem, no novo caminho para Fátima, serras e planícies pintam a paisagem, da qual fazem ainda parte castelos e igrejas erigidos em tempos de templários. Tão rico em termos de biodiversidade como de cultura, o Caminho do Médio Tejo está organizado em três rotas, cada qual em sua área geográfica, mas todos com o mesmo destino — o Santuário de Fátima: Rota de Tomar, de 31 km; Rota da Sertã, de 98 km; e Rota de Abrantes, com 98 km.
Para que possa conhecer o Caminho do Médio Tejo, o CNC disponibiliza toda a informação reunida num só site — Caminhos de Fátima — e na aplicação com o mesmo nome, disponível em iOS e Android.
Ao redor de Fátima
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Em época pascal, entre março e abril, depois de uma visita ao Santuário de Fátima, aproveite as festividades no Médio Tejo:
– Nossa Senhora da Boa Viagem, em Constância;
– Via Sacra, em Ourém, que se realiza de 2 em 2 anos;
– Semana Santa, no Sardoal.
Venha conhecer o Médio Tejo
Na região do Médio Tejo, a oferta turística é diversificada. Para os amantes da natureza, além do novo Caminho de Fátima, existem vários trilhos pedestres, devidamente identificados, onde fauna e flora deixam qualquer um deslumbrado.
Nesta região, onde rios se cruzam, há espaço, também, para atividades náuticas: wakeboard, ski, passeios de barco, pesca, stand up paddle, remo, ou canoagem são algumas delas. Ou pode simplesmente aproveitar para relaxar numa das praias fluviais no lago de Castelo do Bode.
Entre natureza, cultura, tradição, espiritualidade e gastronomia, a região do Médio Tejo tem muito para oferecer e onde a História ganha vida.
Tudo a postos para descobrir o Médio Tejo, no Centro de Portugal?