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Os Ensaios do Observador juntam artigos de análise sobre as áreas mais importantes da sociedade portuguesa. O objetivo é debater — com factos e com números e sem complexos — qual a melhor forma de resolver alguns dos problemas que ameaçam o nosso desenvolvimento.

Para combater a crise pandémica, a União Monetária da zona Euro está a adotar um conjunto de medidas de uma dimensão não só histórica como bastante acima dos grandes países a nível mundial. O BCE, com o anúncio de 4 de junho, avança com um programa de compra de títulos da dívida que vai para além do acréscimo de dívida até finais de 2021 da totalidade dos países membros, desafiando o acórdão do Tribunal Constitucional alemão. Como o conjunto de medidas do Eurogrupo tinha sido mal recebido, a Comissão Europeia, respaldada numa proposta do eixo franco-alemão, avança com um pacote denominado “New Generation EU”, de cerca de €750 mil milhões, concentrado nos próximos quatro anos, para estimular a recuperação económica. Financiado através de emissão de obrigações pela Comissão Europeia, consubstancia um tipo de mutualização da dívida, que já tinha sido criado aquando da criação do Mecanismo Europeu de Estabilização. A novidade é que combina dois terços de subsídios com um terço de empréstimos. Parecem boas notícias? Sim, mas a má noticia é que apenas é para implementar a partir de 2021, pelo que a cobertura da maior parte dos enormes défices orçamentais de 2020 fica à exclusiva responsabilidade dos países-membros, que estão relutantes em utilizar o Mecanismo Monetário Europeu (MME).

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