Esta semana ficou marcada pela aprovação da primeira fase do acordo de cessar-fogo em Gaza, o primeiro passo para alcançar a paz naquele território.
O processo de aprovação do cessar-fogo em Gaza foi resultado de uma intensa coordenação internacional, mas a primeira confirmação de que algo iria mesmo acontecer deu-se quando o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio entrou, sem aviso prévio, numa reunião sobre o movimento antifascista Antifa e comunicou pessoalmente a Donald Trump que o acordo estava muito perto de ser finalizado.
Rubio entregou a Trump um bilhete, escrito à mão segundos antes, a pedir aprovação imediata para que fosse feita uma publicação exclusiva através das redes oficiais do Presidente. A proposta foi desenhada com apoio direto dos EUA e envolveu a mediação do Egipto, do Qatar e da Turquia.
Após os entendimentos iniciais, todos os representantes das partes envolvidas — Israel, Hamas e os países mediadores — assinaram o acordo. O documento prevê, numa primeira fase, que o Hamas liberte todos os reféns ainda vivos e entregue os corpos dos mortos. Já Israel retira parcialmente as suas forças militares e liberta centenas de prisioneiros palestinianos. Netanyahu reuniu-se com enviados especiais americanos, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner (genro de Trump), para discutir os detalhes finais e dar garantias de execução do acordo. A aprovação formal decorreu numa reunião do Conselho de Ministros israelita, liderada por Netanyahu, que votou favoravelmente o acordo em simultâneo com o anúncio público feito por Trump.
Este acordo foi tornou-se o maior avanço diplomático das negociações desde o início da guerra, a 7 de outubro de 2023, permitindo ativar a primeira fase do cessar-fogo, a libertação dos reféns e a entrada de ajuda humanitária para a população que está em Gaza.
Após o anúncio de Trump, várias pessoas saíram às ruas para celebrar o cessar-fogo. Em Gaza, foram vários os palestinianos, incluindo crianças, que se reuniram no campo de refugiados de Nuseirat para celebrar com bandeiras, tambores e panelas. Também em Tel Aviv várias pessoas saíram de casa para comemorar — entre música, balões em formato de coração, bandeiras de Israel e dos Estados Unidos da América, houve quem levasse máscaras de Donald Trump.
Em Portugal, a campanha para as eleições autárquicas está na reta final e os líderes dos principais partidos nacionais desdobram-se por várias cidades do país para apoiar os seus candidatos. Em Lisboa e no Porto, as duas maiores cidades do país, as últimas sondagens apresentam empates técnicos entre os candidatos do PS e PSD.
Sem fazer pausa na campanha, o Governo entregou a proposta do Orçamento de Estado para 2026, um dia antes do prazo legal. Joaquim Miranda Sarmento, ministro de Estado e das Finanças, entregou a pasta e a pen ao Presidente da Assembleia da República na quinta-feira. O Observador acompanhou todo o processo dos bastidores da entrega do OE2026.
Nesta fotogaleria pode ver resumo da última semana em imagens.