“Sou uma espécie de ninfomaníaco da moda que nunca teve um orgasmo”. As frases mais marcantes (e polémicas) de Karl Lagerfeld /premium

19 Fevereiro 2019309

Do uso de peles ao movimento #MeToo, sem esquecer a anorexia, recorde algumas das frases mais marcantes do designer alemão e histórico diretor criativo da Chanel, que morreu aos 85 anos.

"Sou como um vampiro, que bebe sangue de outras pessoas"
Sobre as suas práticas no trabalho, em 1975.
"Sou uma espécie de ninfomaníaco da moda que nunca teve um orgasmo"
Sobre o que sentia depois de um desfile, em 1984.
"Perdi 90 quilos para poder usar fatos do Hedi Slimane"
Admitiu sobre a perda de peso, em 2004.
“O que desenhei foi moda para pessoas magras”
Disse, frustrado com o facto de a companhia sueca H&M ter produzido roupa em tamanhos maiores do que o que ele teria desejado, em 2004.
"A vaidade é a coisa mais saudável da vida"
Confidenciou sobre manter uma vida saudável, em 2006.
"Se atirarem dinheiro pela janela, atirem com alegria. Não digam: 'não devemos fazer isso', isso é burguês"
Disse sobre ser rotulado de excêntrico, em 2007.
"Sou a favor da prostituição. Admiro as pessoas que o fazem. Não pode ser muito divertido. As pessoas precisam de relaxar, senão tornam-se assassinas"
Sobre a profissão mais antiga do mundo, em 2007.
"Crescem tão rápido e ter filhos adultos faz com que pareça que tens 100 anos. Não quero isso"
Respondeu a propósito de não ter filhos, em 2007.
"Toda a gente disse, 'não toques nisso, está morto, nunca vai voltar.' Mas pensei que pudesse ser um desafio"
Sobre ter aceite o trabalho na Chanel. The New Yorker, 2007
"Existem mães gordas, com pacotes de batatas fritas nas mãos, sentadas à frente da televisão, a dizer que as modelos magras são feias"
Disse, em resposta às acusações de que a indústria da moda só utilizava modelos magras. Revista Focus, 2009
"Queres criar tédio? Sê politicamente correto numa conversa."
2010
"Quando era criança queria ser adulto. Queria saber tudo -- não que goste de falar disso. Odeio conversas intelectuais com intelectuais porque apenas me preocupo com a minha opinião"
Sobre conversas de intelectuais, em 2010.
"A Coco ia odiar o que faço. A marca tem uma imagem e compete-me atualizá-la. Faço o que ela nunca fez. Tive de encontrar a minha marca. Tive que ir do que a [marca] Chanel foi para o que devia ser, do que podia ter sido para algo diferente"
Sobre Coco Chanel, a fundadora da marca, em 2011.
"Porque haveria de parar de trabalhar? Se o fizer, morro e acaba tudo. Tenho sorte por trabalhar em condições perfeitas. Posso fazer o que quero nas mais diversas áreas. Os custos não são custos. Seria estúpido se terminasse isso."
Sobre trabalho e a reforma, em 2012.
"Não me recomendo para vestidos de casamento -- terminam todos em divórcio"
Sobre a sua maldição com vestidos de casamentos, em 2012.
"Foi em 1976. Tenho o rabo de cavalo há 35 ou 36 anos! Não é mau, certo? É o penteado mais fácil. Não tenho muito talento para penteados. Não gosto de gel, nem de todos esses produtos. Está perfeito com este pó branco, porque o meu cabelo não é assim tão branco"
Sobre o seu icónico rabo de cavalo, em 2012
"Não penso que seja assim tão famoso. A Choupette é mesmo famosa. Tornou-se a gata mais famosa do mundo. Até tive propostas de empresas de alimento para gatos e coisas assim, mas está fora de questão. Sou comercial. Ela não. Ela não é mimada até à morte. Obviamente"
Sobre a sua gata, Choupette, em 2012.
"Isso é masturbação eletrónica"
Disse sobre selfies, em 2014.
"Um talho é uma coisa muito pior. É como visitar uma morgue"
A moda de Lagerfeld sempre foi sinónimo de peles e o criativo nunca o escondeu. 2015
"Gosto de ler biografias, algo histórico ou filosófico. Mas é para o meu uso privado e não para que as pessoas digam 'que inteligente é este homem estúpido'. Não tenho conversas intelectuais. Sou muito superficial. Sou apenas um designer de moda. Os designers de moda olham para revistas de moda, certo?"
Sobre livros e hábitos de leitura, em 2015.
"Uma atriz genial, mas um bocado forreta, não?"
, sobre Meryl Streep e o vestido para os Óscares de 2017. A atriz recusou o vestido feito por Lagerfeld e optou por outro, pelo qual seria paga para usar.
"Se não querem que vos baixem as calças, não sejam modelos!"
Na sequência da gigantesca vaga de denúncias de assédio sexual na indústria do cinema e da moda nos Estados Unidos da América e que originou o movimento #MeToo, em 2018.
“Estou farto disso. O que me choca mais são as vedetas que demoraram 20 anos a lembrar-se do que aconteceu. Isto para não falar do facto de não haver testemunhas das acusações”
Também sobre o #MeToo, em 2018.
"Sou como uma caricatura de mim mesmo e gosto disso. É como uma máscara e, para mim, o Carnaval de Veneza dura o ano inteiro”
The Guardian
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