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Os Ensaios do Observador juntam artigos de análise sobre as áreas mais importantes da sociedade portuguesa. O objetivo é debater — com factos e com números e sem complexos — qual a melhor forma de resolver alguns dos problemas que ameaçam o nosso desenvolvimento.

Este texto foi escrito a pedido do “The Lisbon MBA Alumni Club

Sou dos que não acredita que a pandemia, pela sua profundidade e a sua transversalidade global, cria uma oportunidade única para criar um Homem Novo e, consequentemente, um “Mundo Novo”. Isso não existe. Nem mesmo quando o agressor exógeno, como este é, destruiu a infraestrutura económica e social que nos sustenta — isso aconteceu radicalmente no passado.

Acredito em algumas mudanças no comportamento. Motivadas por novos hábitos. Por medo. Por algumas mudanças de prioridades de vida. Mas não bruscamente. Nem impostas de forma orgânica e racional. Enumero, com risco, algumas: a busca pela simplicidade; a valorização de uma interacção cooperativa mais feliz e menos competitiva; o privilégio do contacto com a Natureza e o desfrutar das suas dádivas; o viver mais intensamente o curto prazo; a preferência pela convivência em pequenos grupos em detrimento das grandes manifestações colectivas ou comportamentos de massas. Repito: estas e outras não serão alterações rápidas nem radicais, sendo umas mais acentuadas do que outras.

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