“Ai, balha-me uma Santa qualquer… Santo, não, porque seria machismo”, ironiza um utilizador no Instagram, como reação a uma alegada declaração de Carolina Deslandes. Segundo esta publicação partilhada nas redes sociais a 26 de dezembro, a cantora portuguesa teria criticado o facto de um dos doces típicos do Natal se chamar “bolo-rei” em vez de “bolo-rainha”.
“O machismo começa quando no Natal o bolo se chama de rei e não de rainha”, lê-se na publicação, que inclui o logótipo da SIC Notícias e uma fotografia de uma jovem com semelhanças com a cantora. Publicações idênticas proliferam pelas redes sociais nos últimos dias, mas são, na verdade, notícias falsas.
Uma pesquisa no site da SIC Notícias não permite encontrar qualquer notícia a respeito deste tema. Ou seja, o logótipo da estação de televisão do grupo Impresa está a ser usado apenas para simular credibilidade junto dos utilizadores.
Pesquisar no motor de busca pela suposta citação e Carolina Deslandes também não oferece quaisquer resultados que permitam concluir que a cantora alguma vez proferiu tal ideia. A declaração não consta em nenhum órgão de comunicação social fidedigno, nem foi partilhada nas páginas oficiais da artista.
Tal como a frase, a pesquisa pela suposta imagem da cantora a comer bolo-rei também não nos conduziu a quaisquer resultados fiáveis. Ademais, submetendo a imagem na plataforma Image Whisperer, rapidamente se conclui, com um grau de “alta confiança”, que a imagem foi gerada com inteligência artificial (IA).
Finalmente, contactada pelo Observador, a assessoria da cantora confirma que o conteúdo “é falso”.
Conclusão
Não é verdade que a cantora Carolina Deslandes tenha afirmado que “o machismo começa no Natal quando o bolo se chama rei e não rainha”, como confirma a assessoria da cantora ao Observador.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.