Nas últimas semanas, vários utilizadores das redes sociais têm partilhado vídeos que alegam mostrar uma canção do cantor e compositor Ed Sheeran ao ativista político norte-americano Charlie Kirk, que foi assassinado a 10 de setembro.
O vídeo, amplamente partilhado no Facebook, no X e no Instagram, inclui muitas vezes como legenda: “Linda homenagem do Ed Sheeran para Charlie Kirk”.
No entanto, não há nenhuma evidência que indique que Sheeran tenha lançado uma música em homenagem a Kirk. Não há rasto de uma suposta nova canção nas redes sociais do cantor, nem na imprensa, onde um novo tema do artista seria seguramente reportado.
Até o momento da redação deste artigo, uma pesquisa por “Charlie Kirk” no canal do YouTube de Sheeran também não obtém nenhum resultado. A conta de Spotify do músico também não inclui nenhum novo tema.
Algumas das primeiras versões da suposta canção em homenagem de Sheeran remontam a 13 de setembro de 2025, apenas três dias depois da morte do ativista de direita radical. Os vídeo estavam no Youtube, mas foram entretanto apagados. Um desses vídeos, pese embora apagado, foi arquivado aqui. Ora, na própria descrição no Youtube estava sinalizado que o vídeo tinha “conteúdo alterado ou sintético” e que “som ou visuais foram significativamente editados ou digitalmente gerados”.
A desinformação em torno das homenagens a Charlie Kirk tem sido muita. Nos últimos dias, também foi disseminada a teoria de que Rihanna teria lançado uma música em seu tributo — algo que não é verdade, como esclarecemos aqui. Outros canais do YouTube também publicaram músicas tributo geradas por IA para Kirk atribuindo-as falsamente a músicos como Eminem ou Adele.
Conclusão
O cantor Ed Sheeran não prestou qualquer homenagem a Charlie Kirk. As imagens que estão a ser divulgadas online foram geradas a partir de inteligência artificial.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.