“Rihanna presta tributo ao Charlie Kirk”, “Tributo a Charkie Kirk por Rihanna”, lê-se em múltiplas publicações no Facebook e Instagram nos últimos dias. Isto porque vários canais do YouTube partilharam canções que alegam ser da cantora Rihanna em homenagem a Charkie Kirk, o ativista político da direita radical norte-americana que foi morto a tiro num evento público a 10 de setembro.
Os vídeos foram amplamente partilhados no Facebook somando gostos e partilhas.
No entanto, não há nenhuma evidência de que a cantora dos Barbados tenha lançado uma música em homenagem a Kirk. Rihanna não fez qualquer anúncio sobre uma nova canção nas suas contas nas redes sociais. Na sua conta oficial do Spotify também não figura qualquer nova canção.
Além disso, há anos que a cantora de sucessos como Umbrella (2007) ou Diamonds (2012) não lança um tema, pelo que uma nova criação seria seguramente alvo de cobertura noticiosa. E, no entanto, não há qualquer notícia de um órgão de comunicação social fidedigno sobre o assunto.
Por fim, os vídeos partilhados com a suposta canção estão apenas publicados em canais de Youtube dedicados a divulgar músicas geradas por Inteligência Artificial (IA). É o caso do canal Lil R3Vi, que à data de publicações deste artigo soma cerca de 800 mil visualizações do vídeo da “música tributo de Rihanna para Charlie Kirk”.
Aliás, na própria descrição no Youtube está sinalizado que o vídeo tem “conteúdo alterado ou sintético” e que “som ou visuais foram significativamente editados ou digitalmente gerados”.
Conclusão
A informação é falsa. Rihanna não lançou qualquer canção de homenagem a Charlie Kirk. As que estão a ser divulgadas online foram geradas a partir de inteligência artificial.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.