Circula nas redes sociais a teoria de que Michael Jordan cortou relações com a Nike, pondo fim a uma parceria com décadas. Jordan, um dos basquetebolistas mais emblemáticos da história, assinou pela empresa desportiva em 1984.

A justificação para o fim do contrato, alegam muitos utilizadores nas redes sociais, seria o lançamento de um novo modelo, uma edição especial dos Air Jordan dedicada ao Mês do Orgulho LGBT. Jordan, citam várias publicações no Facebook e Instagram, “deixou claro que não permitiria que o seu nome continuasse a ser utilizado para aquilo que descreveu como wokeness no mundo dos negócios”.

Sem citar fontes para suportar a afirmação do ex-atleta de 62 anos, muitos utilizadores repetiram a teoria. Mas uma pesquisa online não obteve resultados em sites fidedignos. Não há notícias em nenhum meio de comunicação social sobre o tema e Jordan não se pronunciou através dos canais oficiais sobre o assunto.

Além disso, a primeira menção sobre a matéria provém de um site de conteúdos satírico, o Esspots, que reportou a história a 2 de janeiro. Mesmo assumindo que tudo o que consta no portal é no âmbito da paródia — é o que está explicitado no próprio site —, isso não impediu que a teoria proliferasse online, somando gostos e partilhas, dois meses depois.

Para somar ao facto de não haver qualquer declaração oficial dos envolvidos sobre o assunto, a Nike nem sequer lançou qualquer par de Air Jordan no âmbito das suas coleções dedicadas ao Mês do Orgulho LGBT (Pride, em inglês). Se é um facto que a marca reconhece que “sem a comunidade LGBTQIA+, o desporto está incompleto”, como consta no site, também é um facto que a marca já produziu vários modelos com os motivos festivos, mas não aquele que homenageia o antigo basquetebolista.

Conclusão

Falso. A alegação partiu de um site que publica conteúdo satírico e não há qualquer fonte fidedigna que a confirme.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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