Foi um vídeo que se tornou viral nas redes sociais este mês. Uma alegada aluna da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) estaria a discutir com uma suposta professora, porque esta não teria aceitado a justificação de uma falta da estudante, que teria o filho doente. “Não posso ter um filho quando estou na universidade?”, questionou a suposta estudante.
Segundo se ouve no vídeo, a aluna insistiu que a professora “tinha de aceitar a justificação”, ao passo que a professora garantia que não. A suposta estudante abandonou depois a aula e recebeu aplausos dos restantes alunos na sala.
“Foi o limite. A aluna reagiu com raiva, dor, indignação, e mandou a professora para o sítio que muitos pensaram, mas poucos teriam coragem de dizer”, lê-se numa das publicações que partilham o vídeo, que aludem aos impropérios que a alegada estudante dedicou à professora.
No entanto, apesar de o vídeo parecer verosímil, não mostra verdadeiramente uma aluna numa discussão acalorada com a professora. Foi antes uma “aula fantasma” — uma “simulação de aula” — realizada durante uma iniciativa da praxe académica de Medicina Veterinária da UTAD, esclarece, ao Observador, Fernando Gonçalves, presidente da Associação Académica de Estudantes da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Apesar de o vídeo ter-se tornado viral recentemente, o mesmo já tem “cerca de dez anos”, diz Fernando Gonçalves. O presidente da Associação Académica de Estudantes da UTAD refere também que as “atividades praxistas foram abolidas em 2019 dentro de salas de aulas”.
Conclusão
Não é verdade que o vídeo mostre realmente uma estudante a discutir com uma professora por esta não aceitar uma justificação de falta. Trata-se antes de um vídeo gravado há cerca de dez anos que mostra uma “simulação de uma aula”, numa iniciativa da praxe de Medicina Veterinária da UTAD. Nesta universidade, as atividades praxistas dentro de salas de aulas estão proibidas desde 2019.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.