Pelo menos desde abril, circulam nas redes sociais reproduções de uma alegada publicação que Elon Musk, então CEO da Tesla e da SpaceX, teria feito no Twitter, a dizer que ia comprar o TikTok para o apagar a seguir, acompanhada de vários emojis a rir.

A forma e o tom provocatório da mensagem não são propriamente estranhos ao multimilionário, que em outubro comprou o Twitter por cerca de 43,6 mil milhões de euros e a primeira coisa que fez foi despedir a direção. Mas será que a publicação é real?

Uma análise ao perfil de Musk naquela rede social não devolve qualquer resultado. Não há registos de tal post, nem a 29 de abril, nem a 31 de outubro, datas que aparecem nos tweets que, determinaram também vários verificadores de factos internacionais, são falsos e foram digitalmente alterados.

Se dúvidas restassem  — o empresário sul-africano podia ter-se arrependido e apagado o post depois de o ter escrito —, o site Politi Tweet, que regista as mensagens que figuras públicas eliminam naquela rede, acabaria com elas. Não existe, na página reservada a Elon Musk, o tweet que tem sido partilhado em todo o mundo ao longo dos últimos meses.

Também não há qualquer notícia que dê conta da intenção de Musk de comprar o TikTok, rede social criada na China em 2016 e que em julho deste ano alcançou o patamar dos mil milhões de utilizadores ativos por mês em todo o mundo, nem comunicados emitidos pela empresa neste sentido.

Conclusão

Não é verdade que Elon Musk tenha partilhado no Twitter a intenção de comprar o TikTok para o apagar a seguir. O agora proprietário da rede social dos 280 caracteres nunca anunciou qualquer intenção de adquirir aquela rede social, criada na China. A publicação que tem sido partilhada em todo o mundo é falsa.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook este conteúdo é:

FALSO: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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