Resultados finais de Freguesia de Silva e Águas Vivas
Resultados das eleições Silva e Águas Vivas em 2025
A União das Freguesias de Silva e Águas Vivas registou uma vitória expressiva do PPD/PSD nas eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025, conquistando a totalidade dos mandatos da assembleia de freguesia. Segundo os resultados oficiais para a Freguesia de Silva e Águas Vivas Interativo de Resultados do Observador, o partido social-democrata obteve 176 votos, correspondendo a 67,95% dos votos válidos.
Composição da assembleia de freguesia:
- PPD/PSD: 7 mandatos (67,95%)
- PS: 0 mandatos (não concorreu ou não obteve votos)
A taxa de participação eleitoral situou-se nos 52,22%, com 259 votantes num universo de 496 eleitores inscritos, representando uma descida significativa face aos 63,65% registados em 2021. Destaca-se o elevado número de votos brancos (61), que representaram 23,55% do total de votos expressos.
Diferenças face à situação anterior: O PPD/PSD reforçou a sua posição dominante, passando de 5 para 7 mandatos e aumentando a percentagem de votos de 60,36% para 67,95%. Esta foi a primeira vez desde 2013 que um partido conquistou a unanimidade na assembleia de freguesia, contrastando com a anterior coligação PPD/PSD.CDS-PP que partilhava os mandatos com o PS.
Para consultar todos os resultados, aceda à cobertura completa das Eleições Autárquicas 2025 do Observador.
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Liderança atual da União das Freguesias de Silva e Águas Vivas
A União das Freguesias de Silva e Águas Vivas é atualmente presidida por Silvino Francisco Preto da Silva, eleito pela coligação PPD/PSD-CDS/PP. O executivo da junta conta ainda com Ivan Javier Raposo como representante de Águas Vivas e Bela de Fátima Pino como representante da Granja, segundo informação oficial da Câmara Municipal de Miranda do Douro.
A estrutura organizativa reflete a natureza da união de freguesias, que integra não apenas as localidades de Silva e Águas Vivas, mas também as aldeias de Fonte Ladrão e Granja da antiga freguesia de Silva. Esta organização permite uma representação territorial equilibrada no seio do executivo da junta de freguesia.
Evolução eleitoral na freguesia de Silva e Águas Vivas desde 2013
Em 2013, primeiro ano após a criação da união de freguesias, registaram-se 601 eleitores inscritos e uma participação de 59,73%, com 359 votantes.Os resultados mostraram um cenário muito equilibrado, com o PS a obter 48,19% dos votos (173 votos) e 4 mandatos, enquanto a coligação PPD/PSD conseguiu 46,52% (167 votos) e 3 mandatos. A diferença foi de apenas 6 votos, demonstrando a competitividade eleitoral na freguesia.
Em 2017, manteve-se a tendência de participação elevada com 59,8% de votantes (351 de 587 inscritos). O PPD/PSD.CDS-PP obteve 51,28% (180 votos), tendo 4 mandatos, enquanto o PS obteve 42,74% (150 votos) e 3 mandatos.
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As eleições de 2021 registaram o maior nível de participação do período analisado, com 63,65% de votantes (338 de 531 inscritos). A coligação PPD/PSD-CDS/PP obteve 60,36% dos votos (204 votos) e 5 mandatos, enquanto o PS conseguiu 34,32% (116 votos) e 2 mandatos.
Candidatos à presidência da junta de freguesia 2025 em Silva e Águas Vivas
Sem resposta
Demografia e território da União das Freguesias de Silva e Águas Vivas
A União das Freguesias de Silva e Águas Vivas é uma das freguesias menos povoadas do concelho de Miranda do Douro. Segundo os Censos 2021, a freguesia tem 330 habitantes numa área de 40,61 km², o que resulta numa densidade populacional de apenas 8,1 habitantes por km², segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
Esta baixa densidade populacional é característica das freguesias rurais do interior transmontano, refletindo os desafios demográficos que afetam toda a região. Em 2011, a população era de 400 habitantes, o que indica uma diminuição de 70 residentes na última década, uma tendência comum nas freguesias rurais do distrito de Bragança.
A freguesia foi criada em 2013 pela agregação das antigas freguesias de Silva e Águas Vivas, no âmbito da reorganização administrativa territorial implementada pela Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro. Esta reforma visou aumentar a eficiência da administração local através da criação de unidades territoriais com maior dimensão.
Participação cívica e proximidade local em Silva e Águas Vivas
A participação eleitoral na União das Freguesias de Silva e Águas Vivas tem-se mantido consistentemente acima da média nacional para as eleições autárquicas. A taxa de participação de 63,65% em 2021 compara favoravelmente com a média nacional, demonstrando um elevado envolvimento cívico da população local. Esta elevada participação reflete as características das comunidades rurais, onde a proximidade entre eleitos e eleitores é maior e os temas locais têm um impacto direto no quotidiano dos residentes.
A evolução da abstenção mostra uma tendência positiva: de 40,27% em 2013 para 36,35% em 2021, indicando um crescente interesse da população pelos assuntos autárquicos. Esta tendência contrasta com o padrão nacional de crescimento da abstenção eleitoral.
Localidades e lugares da União das Freguesias de Silva e Águas Vivas
A União das Freguesias de Silva e Águas Vivas integra várias localidades distribuídas pelo seu território de 40,61 km². Para além das localidades que dão nome à freguesia, Silva e Águas Vivas, a união integra também Fonte Ladrão e Granja, antigas aldeias da extinta freguesia de Silva.
Silva, também conhecida como São Pedro da Silva, é uma povoação portuguesa que foi sede da antiga freguesia antes da reorganização administrativa. Em mirandês, a freguesia é conhecida como “Silba i Augas Bibas”, refletindo a importância da língua mirandesa na região.
Estas localidades mantêm as características típicas das aldeias transmontanas, com arquitetura tradicional em pedra e uma economia baseada na agricultura e pecuária. A dispersão populacional pelo território exige uma gestão autárquica que tenha em conta as especificidades de cada núcleo populacional, garantindo que todos os residentes têm acesso aos serviços básicos da junta de freguesia.
A preservação da identidade cultural e linguística destas comunidades, incluindo a manutenção das tradições locais e do património construído, constitui um dos principais desafios para os futuros eleitos, num contexto de envelhecimento populacional e êxodo rural que afeta toda a região de Trás-os-Montes.