Histórico de atualizações
  • Bom dia, termina aqui mais um liveblog. Pode continuar a acompanhar tudo sobre as autárquicas num novo liveblog.

    Costa insiste que Galp mostrou “total desprezo” pelas pessoas e que só é criticado por estarmos a “poucos dias das eleições”

  • Rui Moreira vai conseguir maioria absoluta no Porto, diz sondagem da RTP

    O atual autarca do Porto deverá ser reconduzido com maioria absoluta para um terceiro (e último) mandato na câmara, segundo uma sondagem feita pela Universidade Católica.

    Rui Moreira vai conseguir maioria absoluta no Porto, diz sondagem da Universidade Católica

  • Costa volta a atacar a Galp. "Era difícil imaginar tanto disparate, tanta asneira" como o que a Galp fez em Matosinhos

    Em artigo de opinião, após “repto lançado pelo diretor do Público”, o primeiro-ministro volta a criticar a Galp pelos “disparates” em Matosinhos e a garantir que não há incoerência nas suas posições.

    Costa volta a atacar a Galp. “Era difícil imaginar tanto disparate, tanta asneira” como o que a empresa fez em Matosinhos

  • PS está na "posição ingrata" em que "todos lhe batem", diz António Costa

    António Costa admite que na campanha eleitoral autárquica o PS está numa “posição ingrata” em que “todos lhe batem” “em vez de dizerem o que é que querem fazer pelo país”.

    PS está na “posição ingrata” em que “todos lhe batem”, diz António Costa

  • Em Alcácer do Sal, Costa recomendou camarões a Jerónimo de Sousa e passeou com candidata

    Em Alcácer do Sal, António Costa recomendou, entre sorrisos, camarões a Jerónimo de Sousa, apesar de o ter acusado de utilizar o aparelho do Estado para ganhar votos.

    Em Alcácer do Sal, Costa recomendou camarões a Jerónimo de Sousa e passeou com candidata

  • Livre critica Rui Moreira por "fazer ouvidos moucos" às ideias da população do Porto

    “Rui Moreira é consensualmente muito pouco próximo das pessoas, é alguém que toma as decisões sem ouvir as pessoas”, criticou o candidato do Livre, prometendo ser o oposto.

    Livre critica Rui Moreira por “fazer ouvidos moucos” às ideias da população do Porto

  • Campanha de Rui Moreira ganhou cânticos e pediu mais polícias na rua para controlar saídas noturnas

    A arruada de Rui Moreira no centro histórico do Porto começou no Café Piolho, passou pela Ribeira e terminou Miragaia. Foram alguns quilómetros percorridos na maior arruada da campanha até ao dia de hoje, a cinco dias das eleições autárquicas.

    À chegada à Ribeira, o auge da arruada. Muita gente estava nas janelas e varandas para ver o que se passava, enquanto a equipa de Moreira cantava: “Moreira, amigo, o povo está contigo.” Se a campanha tem dispensado os habituais gritos e cânticos, desta vez as gargantas afinaram-se e juntaram-se à música, às bandeiras, aos chapéus e pulseiras com que o movimento faz campanha.

    O autarca não se livrou das queixas aqui e ali, ou porque o piso está mau e leva a quedas (“Olhe, ando com o joelho assim. Não tem jeito nenhum. Arranjaram o passeio até ali e daqui para a frente querem lá saber. Andam aqui os velhotes a cair”) ou porque causa da habitação social e do desejo de mudar de local na cidade.

    A comitiva ouve várias histórias, muitas vezes as conversas passam de Rui Moreira para os vereadores responsáveis por cada área e as justificações ficam mais técnicas.

    Mas na arruada o passeio continuava animado, ainda passou pela Taberna Santo António onde o candidato garantiu que se “comem os melhores bolinhos de bacalhau” e, no final, nas palavras que dirige sempre a quem esteve consigo durante o percurso, ainda houve tempo para uma brincadeira: “Fiquei muito preocupado por virem tão poucos.”

    Durante a arruada, Moreira chamou ao centro histórico o “coração da cidade” e pediu atenção para os problemas que tem havido nesta zona da cidade durante a noite. Ao referir que na pandemia “os cidadãos do Porto aderiram às medidas restritivas no sentido de não permanecerem no exterior e de não beberem álcool”, o autarca vê um problema na permanência de pessoas nas saídas à noite.

    “A verdade é que estamos numa fase de desconfinamento e o facto de bares e discotecas permanecerem fechado tem aumentado a pressão na rua”, realçou, revelando que enviou uma carta ao ministro da Administração Interna para alertar para a “contradição” entre estabelecimentos fechados e pessoas nas ruas.

    “Compreendemos o que as autoridades de saúde decidem, a verdade é que a ser assim precisamos de mais elementos policiais. Ou se permite que esses espaços reabram ou precisamos de medidas do MAI e da PSP porque é uma competência que não podemos exercer e isso está a causar muita perturbação na população”, frisou.

    [Ouça aqui a reportagem da Rádio Observador]

    Com direito a cânticos, Rui Moreira visitou o centro histórico do Porto e pediu mais policiamento durante a noite

  • Medina em vila operária do Beato avisa que requalificação pode ficar em risco se não for reeleito

    A última ação de campanha do dia de Fernando Medina foi na Vila Dias, no Beato, uma antiga vila operária que o candidato foi visitar porque lhe deu “um dos melhores dias” da sua vida pública: quando a Câmara ficou como proprietária daqueles terrenos e prédios que agora quer requalificar. Dos moradores ouviu impaciência: “Desde sempre ouvimos que vai mudar e não muda”.

    Alexandrina tem 81 anos e, sentada num banco público junto ao microfone onde o candidato do PS vai falando, queixa-se dos anos e anos que já passaram desde a última vez que ouviu que a vila onde vive desde pequena vai ser reabilitada.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    A câmara fechou o negócio de aquisição em 2020, depois de um processo difícil que Medina classifica de “caso de violência” onde foi elevado “o nível de conflitualidade” entre os investidores privados e a CML. No fundo da rua da Vila Dias está, agora, um cartaz com os prédios novos que ali serão edificados. “Quando?”, pergunta uma moradora naquela que acabou por ser uma sessão de esclarecimento. Medina não soube responder em concreto.

    Começou por dizer que a intervenção já começou, porque já houve 17 famílias realojadas por falta de condições de habitabilidade. Quanto ao resto, não arrisca uma data e, aos jornalistas, admite que o projeto só deva estar concluído para lá do mandato que vem. E aos moradores prevê arrancar com construção de novas casas “em dois anos”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    A moradora insiste que, agora que o projeto já está aprovado, qualquer um pode avançar com ele. E aí o candidato aproveita logo para o proselitismo e avisa que não é bem assim: “O facto de haver projeto aprovado não quer dizer que outra equipa venha a fazer a mesma coisa. Só posso falar por mim”. Como quem diz que ou o voto é na sua coligação ou o cartaz que está no fundo da rua pode tornar-se impossível de concretizar.

  • Moedas embala para continuar acreditar na "surpresa": "Vamos ganhar Lisboa"

    As máquinas de PSD e CDS juntaram-se a Moedas e deram-lhe uma massa humana que até ver não tinha existido. Ao colo de apoiantes e com direito a porco no espeto, o social-democrata apontou à vitória.

    Moedas embala para continuar acreditar na “surpresa”: “Vamos ganhar Lisboa”

  • Líder do PAN realça que PRR "não pode ser oportunidade perdida" na área da saúde

    Inês Sousa Real, salientou, em Coimbra, que o PPR “não pode ser uma oportunidade perdida” para reforçar o setor da saúde e defendeu uma maior atenção à prevenção.

    Líder do PAN realça que PRR “não pode ser oportunidade perdida” na área da saúde

  • Fernando Medina na descida da Morais Soares ouve: "Para isto não precisa de se esforçar"

  • Rui Moreira deverá obter maioria absoluta no Porto, de acordo com sondagem da Universidade Católica

    Rui Moreira deverá conseguir obter uma maioria absoluta no próximo domingo, segundo uma sondagem elaborada pelo Centro de Sondagens da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) feito para o PÚBLICO e para a RTP.

    Segundo a sondagem, Rui Moreira deverá ter 45% dos votos, elegendo 7 a 8 vereadores, que lhe daria a maioria absoluta. Em segundo lugar, ficaria Tiago Barbosa Ribeiro do PS com 17% — com uma queda de dez pontos percentuais face há quatro pontos —, que elegeria entre 2 a 3 deputados. Em sentido inverso, estaria o PSD, que obtém 14% das preferências, subindo desde as autárquicas de 2017, e podendo eleger até 3 deputados.

    A CDU voltaria a eleger um deputado, estando com 7%. Segue-se o BE com 4% e o Chega e o PAN com 3%.

  • Pedro Filipe Soares critica António Costa: "Os dinheiros europeus não podem ser usados nem para amigos nem para jogos partidários"

    É mais uma voz a juntar-se ao coro de críticas contra a atuação de António Costa nestas autárquicas. “A bazuca europeia está a ser instrumento e arma de campanha eleitoral, o que não deveria acontecer”, aponta o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares. “Os dinheiros europeus não podem ser usados nem para amigos nem para jogos partidários. São necessários para o desenvolvimento do país”, acrescenta.

    O dirigente bloquista fez parte dos apoios de peso que marcaram presença na arruada da candidata Beatriz Gomes Dias, em Campolide. Em declarações aos jornalistas, Pedro Filipe Soares criticou a conduta do secretário-geral do PS, acusando António Costa de estar a prestar “um mau serviço ao país”.

    O líder parlamentar do Bloco de Esquerda acusa ainda o Governo de “misturar a política autárquica com a política nacional”. São declarações prestadas à margem da arruada desta tarde. Numa ação morna, mas com direito a banda, Beatriz Gomes Dias distribuiu sorrisos e ouviu as queixas dos moradores.

    Ouça aqui a reportagem.

    Beatriz Gomes Dias em arruada. “No debate, gostei de si”

  • Costa diz que críticas de partidos sobre Galp existem porque se está a "poucos dias das eleições" e volta a falar em "total desprezo"

    António Costa afirmou que as críticas que os partidos lhe têm feito sobre a Galp existem porque se está “a poucos dias das eleições” e reiterou que empresa teve “total desprezo” pela proteção social.

    Costa diz que críticas de partidos sobre Galp existem porque se está a “poucos dias das eleições” e volta a falar em “total desprezo”

  • Bloco quer continuar com pelouro dos Direitos Sociais na câmara de Lisboa

    Quem passar pelo portão verde da rua Jacinto Marto, em Arroios, e ler a placa que indica que está diante de “património do Estado”, talvez se lembre dos tempos — recentes — em que servia de quartel para a GNR. Mas a mudança arrancou na semana passada, quando começaram a chegar as 14 primeiras pessoas em situação de sem abrigo que se instalarão ali, no novo centro de acolhimento de Lisboa (com capacidade para 124 pessoas).

    O cenário é, agora, bem diferente: há camaratas para homens, mulheres e casais; um refeitório; uma sala de jogos, com matraquilhos, puzzles e dominó; uma sala de informática, com um computador dedicado à procura de emprego e a fazer currículos; e vai haver um cabelereiro e uma biblioteca, construída pelos utentes no espaço dedicado à carpintaria.

    Nas salas que a comitiva do BE visita, guiada pelos técnicos da associação VITAE, há folhas de papel com horários para as refeições, mas também com os períodos em que se pode ir buscar roupa limpa (muda completa três vezes por semana) e frequentar a sala dos computadores. Ainda assim, o espaço mais distintivo está algumas portas à frente, numa sala onde, num quadro de ardósia, se lê que “setembro é mês de recomeços”.

    Fica a cargo da diretora técnica da associação Ares do Pinhal, Elsa Belo, explicar porque é que este projeto é “inovador”: trata-se de um espaço para pessoas com “comportamentos aditivos”, com cacifos onde podem guardar o álcool, uma sala para consumo e uma equipa de técnicos com quem podem conversar “sem juízos de valor”. Objetivos? Serem encaminhados para consultas especializadas, mas também encontrarem “novas perspetivas de vida”. Com um complemento que a técnica diz ser crucial: um sistema, já experimentado quando esta resposta de emergência estava instalada no Casal Vistoso, em que os médicos preparam uma medicação alternativa para evitar a sensação de “privação” de quem quer combater o vício do álcool.

    A ideia é dar a quem está na rua uma abordagem “complementar” para que deixe de se sentir sozinho e consiga começar a integrar-se (uma transição que nem todas as pessoas conseguem fazer com o Housing First, que atribui casas a pessoas sem abrigo). Para a candidata, há palavras simpáticas: “Se estiver na câmara, e Deus queira que sim, sabe que digo isto de coração, lute por isto!”, pede Elsa Belo a Beatriz Gomes Dias.

    A ligação já vem de trás, como recorda o atual vereador do BE, Manuel Grilo, que tem tomado conta precisamente do pelouro dos Direitos Sociais (além da Educação). Aos jornalistas, a candidata a sucessora, Beatriz Gomes Dias, elogia este “conjunto de serviços que permite às pessoas reorganizar o seu projeto de vida”, frisando que esta é “uma marca do BE na passagem pela câmara de Lisboa. Mudámos o paradigma de resposta”.

    E para o próximo mandato? Será este um dos objetivos de um eventual novo acordo com o PS? “Queremos continuar esta resposta e alargar o projeto do Housing First. E neste mandato ficámos com os Direitos Sociais, é uma resposta nossa, e também queremos continuar”, revela, deixando antever que o BE estará interessado em voltar a assumir este pelouro.

  • Catarina Martins acusa Costa de prometer agora o que antes recusou fazer e ataca Rio

    Catarina Martins acusou Costa de usar esta campanha para prometer investimentos que sempre recusou fazer. Atacou ainda Rio: “Vejo[-o] aborrecido com a campanha, a discutir a sua derrota eleitoral”.

    Catarina Martins acusa Costa de prometer agora o que antes recusou fazer e ataca Rio

  • Catarina Martins num mercado vazio, mas cheio de lamentos dos vendedores

    Uma vendedora sentada numa caixa é a imagem de um mercado de Guimarães silencioso e praticamente vazio, mas cheio de lamentos. Catarina Martins diz que estes espaços antigos devem ser o futuro.

    Catarina Martins num mercado vazio, mas cheio de lamentos dos vendedores

  • Jerónimo de Sousa em Mora culpa PS e PSD pelo despovoamento do interior

    Jerónimo de Sousa afirmou que PS e PSD são os responsáveis pelo despovoamento no interior do país, apontado o adiamento de medidas estruturais como razão, bem como o “ataque aos serviços públicos”.

    Jerónimo de Sousa em Mora culpa PS e PSD pelo despovoamento do interior

  • Líder diz que CDS vai crescer de "certeza absoluta" e "não adianta colocar outros cenários" na mesa

    O presidente do CDS-PP disse ter “a certeza absoluta” de que o partido vai crescer nas autárquicas e recusou colocar “outros cenários”. Denuncia ainda a “asfixia democrática” que o PS impõe no país.

    Líder diz que CDS vai crescer de “certeza absoluta” e “não adianta colocar outros cenários” na mesa

  • Barbosa Ribeiro no Bairro do Leal para mostrar "Porto esquecido"

    Um aglomerado de casas em ruínas, outras já demolidas, vegetação e divisórias de metal. Podia ser a descrição dos arredores de qualquer cidade, mas o bairro do Leal é mesmo no centro da cidade. São poucos os portuenses que conhecem o local, mas há quem continue a viver ali sem água, sem luz ou acesso a qualquer tipo de apoio.

    Poucas horas antes da passagem da caravana de Barbosa Ribeiro um dos moradores em condições precárias, com 58 anos, foi retirado pelos serviços de ação social. Quem conta a história é Joaquim Costa de 50 anos que ajudou o amigo a sair daquele sítio esquecido. Joaquim também já pediu ajuda, mas frisa que a cadela que é a sua companhia jamais será abandonada. Por ser perto da hora de almoço cruza-se com a caravana de Barbosa Ribeiro já de saída, Joaquim estava a voltar com o almoço na mão. Por ali continuará até conseguir uma solução de realojamento, confidencia que ainda esta tarde irá “tratar dos documentos na segurança social”.

    Antes, Barbosa Ribeiro tinha ouvido o desabafo de uma moradora no bairro, com três filhos, que decidiu construir uma moradia naquela zona. Com o sonho de viver no centro da cidade, consultou os projetos existentes para o bairro do Leal e decidiu avançar. Agora, diz, está “exausta” e confessa que se nos próximos quatro anos a situação não melhorar desiste do sonho e transforma a casa em alojamento local “como toda a gente faz”.

    Na mesma zona já viveram “centenas de pessoas” lembra Barbosa Ribeiro que quer ver a área recuperada. “Precisamos de pessoas a morar no centro do Porto, poderiam estar aqui centenas de pessoas, é possível construir aqui habitação para arrendamento acessível. Os terrenos são da autarquia, é possível fazer por exemplo uma parceria com a Santa Casa da Misericórdia”, aponta o candidato socialista que tem focado grande parte das ações de campanha nas questões da habitação.

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