“Não puxem por mim  que eu fico aqui a noite”. Carlos Moedas está esfuziante. Ao oitavo dia oficial de campanha, o candidato social-democrata teve uma demonstração de força nas ruas como nunca tivera nos dias anteriores. Contadas as cabeças (exercício sempre arriscado) não foram menos de 200 as pessoas que acompanharam Moedas desde a Praça Paiva Couceiro até ao Jardim da Alameda, em Lisboa. E não fez as coisas por menos: “Vamos ganhar Lisboa, vamos ganhar Lisboa”, prometeu o social-democrata

Depois de descer a Rua Morais Soares, deixando para trás mais de uma hora de passeio, Moedas chegou ao púlpito montado na Alameda levado ao colo por dois dos apoiantes que desfilaram com o social-democrata.

É verdade que a experiência durou poucos metros, não fosse a coisa correr mal, mas serviu para Moedas sentir o gostinho a campanha eleitoral: a máquina que tem andado desaparecida nos últimos dias, afinal, é mobilizável. Tal como são mobilizáveis o porco no espeto e as imperiais, que deram o ar da sua graça para fechar o dia de campanha.

Era dia de festa: há 15 anos que uma candidatura de direita não fazia aquele percurso e Moedas cumpriu o objetivo uma hora depois de Fernando Medina ter desbravado o mesmíssimo caminho, sem diferenças gritantes na capacidade de mobilização.

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