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Ucrânia garante que ofensiva de verão russa está a "fracassar": "Avanços foram interrompidos" - como aconteceu

Comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia garante que o “avanço das tropas russas” em Sumy foi “interrompido” desde esta semana: “A linha da frente está estabilizada.”

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Anadolu via Getty Images

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Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, quinta-feira.

    Trump quer cortar orçamento para investigação de crimes de guerra, incluindo na Ucrânia

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • O comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi, anunciou que a ofensiva russa de verão está a “fracassar”, com o avanço das tropas russas em Sumy interrompido e as linhas da frente estabilizadas.
    • Durante a cimeira do Conselho Europeu, foi reafirmado o apoio da União Europeia à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia. No entanto, a Hungria não subscreveu este apoio e, juntamente com a Eslováquia, opôs-se à implementação de um 18.º pacote de sanções contra a Rússia, embora tenham acordado estender os 17 pacotes de sanções existentes por mais seis meses.
    • O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, destacou que a segurança e defesa foram tópicos fundamentais abordados na cimeira da NATO, sublinhando a necessidade de uma estratégia de defesa partilhada entre os Estados-membros. Montenegro também mencionou a importância de conciliar as regras orçamentais europeias com o crescimento económico e a defesa, com vista a garantir investimentos eficazes.
    • O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu aos líderes europeus durante uma reunião da NATO que a Rússia não atacaria a aliança enquanto estivesse no cargo. A cimeira foi descrita como a mais “unida e produtiva da história” por Trump, que destacou os acordos para aumentar a despesa com a defesa nos países aliados.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 6.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui]

  • Toda a Ucrânia está sob alerta por ataques de mísseis, diz Força Aérea

    Toda a Ucrânia está sob alerta por ataques de mísseis, informa a força aérea ucraniana no Telegram.

    Os militares afirmam que um avião que transporta mísseis tinha levantado voo vindo da Rússia, na região de Nizhny Novgorod.

  • Fotógrafo que divulgou bunkers soviéticos foi condenado por traição a 16 anos de prisão na Rússia

    O fotógrafo russo Grigory Skvortsov foi condenado a 16 anos de prisão por “traição” na Rússia por ter enviado parte de um livro russo sobre bunkers soviéticos a um jornalista norte-americano, noticia a Reuters.

    Skvortsov, citado pelo Moscow Times, alega que comprou os materiais suplementares do livro Os ‘bunkers secretos’ soviéticos: Fortificações especiais urbanas dos anos 1930-60, que consiste em cerca de mil páginas de documentos em bruto, tendo digitalizado-as e enviado-as para o jornalista.

  • Montenegro diz que falta de apoio da Hungria "não coloca em causa o apoio político da UE" à Ucrânia

    O primeiro-ministro, Luís Montenegro, recordou que praticamente todos os Estados-membros estão “de acordo” no apoio que é prestado à Ucrânia.

    Apenas a Hungria não subscreve esse apoio, mas o primeiro-ministro considera que “não coloca em causa o apoio político da União”.

    Sobre o apoio português à Ucrânia, o chefe do executivo adiantou que não está previsto um aumento do apoio financeiro a Kiev.

  • Montenegro: segurança e defesa foram os tópicos fundamentais da cimeira numa "altura de viragem estratégica económica"

    O primeiro-ministro, Luís Montenegro, está a dar uma conferência de imprensa depois da cimeira do Conselho Europeu. O líder social-democrata afirmou que o apoio à Ucrânia na “procura de um processo de paz e duradoura” mantém-se e foi algo discutido, assim como se abordou os conflitos no Médio Oriente.

    Ainda assim, o “ponto principal andou muito à volta” da Segurança e Defesa. “Como sabemos, 23 dos 27 Estados-membros são membros da NATO e têm responsabilidades nesta instância”, lembrou Luís Montenegro, que disse que houve uma “interação com a Comissão com vista a desenhar um processo tendente a assegurar procedimentos mais ágeis na Defesa”.

    Luís Montenegro defendeu, na área da Defesa, uma “estratégia partilhada do mecanismo de solidariedade e complementaridade” e a salvaguarda de “mecanismos financeiros que não ponham em causa as funções sociais”.

    “Precisamos de conciliar o cumprimentos das regras orçamentais com as regras da estabilidade e crescimento com este novo desafio”, salientou o primeiro-ministro, acrescentando que também são necessários “processos de aquisição com o objetivo de dinamizar o espaço de toda a União Europeia”.

    O chefe de executivo realçou que tem de haver a “garantia” que os “investimentos ficam salvaguardados”. Nos “processos concursais” para a compra de equipamento militar é “preciso que haja eixos conciliados e coerentes”.

    Luís Montenegro também pediu uma maior urgência na assinatura de acordos comerciais com outros países.

    Em conclusão, o primeiro-ministro frisou que esta cimeira ocorre numa “altura de viragem estratégica económica” em que a Defesa ocupa uma grande preponderância no contexto europeu.

  • Sem aval da Hungria, Conselho Europeu volta a manifestar apoio à Ucrânia, mas não avança com 18.º pacote de sanções

    Na cimeira do Conselho Europeu, ficou estabelecido novamente que a União Europeia (UE) vai continuar a “apoiar a independência, soberania e integridade territorial” da Ucrânia.

    Tal como aconteceu no passado, apenas 26 Estados-membros subscreveram o documento. A Hungria, liderada pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, decidiu não o fazer.

    No entanto, segundo o documento do Conselho Europeu, os Estados-membros não chegaram a acordo para a implementação do 18.º pacote de sanções.

    A Eslováquia terá mantido o veto e não terá concordado com mais sanções à Rússia. Ainda assim, os países europeus concordaram em estender os 17 pacotes de sanções já em vigor contra a Rússia nos próximos seis meses.

    De qualquer forma, os líderes europeus vão continuar a discutir um novo pacote de sanções à Rússia.

  • Ucrânia garante que ofensiva de verão russa está a "fracassar": "Avanços foram interrompidos"

    O comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi, escreveu hoje nas suas redes sociais que a ofensiva russa deste verão está a “fracassar”.

    “Tal como a do ano passado, em Kharkiv”, disse Oleksandr Syrskyi.

    O responsável militar assinalou que o “avanço das tropas russas” em Sumy foi “interrompido” desde esta semana. “A linha da frente está estabilizada.”

    “Nas áreas em combate, as nossas tropas implementaram com sucesso táticas de defesa e libertaram territórios ucranianos na fronteira com a região de Sumy”, enfatizou Oleksandr Syrskyi.

  • À porta fechada, Trump terá garantido a líderes europeus que a Rússia nunca atacaria a NATO

    À porta fechada, durante a reunião ao mais alto nível da cimeira da NATO esta quarta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, terá garantido aos homólogos europeus de que a Rússia nunca iria atacar a NATO enquanto estivesse na Casa Branca.

    O Washington Post avança a notícia e cita três fontes europeias familiarizadas com as discussões.

    Alguns líderes europeus terão elogiado os ataques norte-americanos ao Irão e terão também deixado elogios a Donald Trump por ter incentivado as capitais europeias a gastar mais em Defesa.

    Donald Trump ficou na reunião durante o tempo inteiro e ouviu todos os líderes, o que nem sempre acontece com os Presidentes norte-americanos.

  • "Europa deve armar-se com margem em relação à Rússia"

    Bruno Cardoso Reis afirma que o armamento da Europa é chave para não ser atacada. Garante que não houve hostilidade de Trump na cimeira da NATO, mas que falta compromisso com o artigo quinto.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    “Europa deve armar-se com margem em relação à Rússia”

  • Rússia e Ucrânia fazem nova troca de prisioneiros

    A Rússia e a Ucrânia acabam de anunciar uma nova troca de prisioneiros.

    A agência de notícias RIA, que cita uma fonte próxima do processo, indicou a troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia “acaba de ocorrer no âmbito dos acordos de Istambul”.

    Os militares russos estão na Bielorrússia e estão a receber assistência psicológica e médica necessária.

    Os militares que regressam do cativeiro, segundo a RIA, vão agora para a Rússia.

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também confirmou a troca de prisioneiros. No X, divulgou um vídeo do momento com a descrição “Casa”.

    “Hoje, os guerreiros das Forças Armadas, da Guarda Nacional e do Serviço da Fronteira estão a regressar a casa. Muitos deles estão presos desde 2022. Estamos a fazer tudo para encontrar todas as pessoas”, escreveu o líder ucraniano: “Devemos trazer todas as nossas para casa”.

  • "Foi um dia maravilhoso." Cimeira da NATO foi "INCRÍVEL", saúda Trump

    Donald Trump recorreu à Truth Social para comentar novamente a cimeira da NATO. O Presidente norte-americano diz ter sido “INCRÍVEL” — e foi mesmo a mais “unida e produtiva da história”.

    “Um dia maravilhosa com líderes incríveis e cuidados. Os 5% concordados dão à NATO um verdadeiro poder”, escreveu o Presidente norte-americano.

  • Papa critica a "falsa propaganda do rearmamento"

    O Papa Leão XIV criticou esta quinta-feira a “falsa propaganda” do rearmamento durante um discurso aos participantes da assembleia plenária da Reunião das Agências de Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO), na Cidade do Vaticano.

    O Papa afirmou que “a falsa propaganda de rearmamento cria a vã ilusão de que a supremacia resolve os problemas ao alimentar o ódio e a vingança”.

    “O meu coração sangra quando penso na Ucrânia, na situação trágica e desumana em Gaza e no Médio Oriente, devastado pela expansão da guerra”, disse o Papa, apontando que “a força do direito internacional e do direito humanitário já não parece vinculativa, substituída pelo suposto direito de obrigar os outros pela força”.

  • Líderes comprometem-se a financiar aumento dos gastos com defesa após nova meta da NATO

    Os líderes da União Europeia (UE), hoje reunidos em Bruxelas, comprometeram-se a financiar “adequadamente” o aumento dos gastos com defesa, coordenando tal investimento para o fazer “melhor em conjunto”, dada a nova meta da NATO acordada na quarta-feira.

    “O Conselho Europeu sublinha a necessidade de continuar a aumentar substancialmente a despesa com a defesa e a segurança da Europa e de investir melhor em conjunto, salientando também o compromisso assumido na Cimeira da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] de junho de 2025 pelos Estados-membros que são igualmente membros” da Aliança Atlântica, indicam as conclusões da cimeira europeia hoje acordadas em Bruxelas.

    “O Conselho Europeu convida os Estados-membros a coordenarem entre si a implementação dos compromissos relevantes. Recordando as suas conclusões de 20 de março de 2025 sobre a continuação dos trabalhos relativos às opções de financiamento adequadas, o Conselho Europeu analisou os progressos realizados”, acrescentam.

  • Metsola diz que programa nuclear do Irão é ameaça para o todo mundo

    Roberta Metsola disse que “nunca deverá ser permitido ao Irão desenvolver armas nucleares”, acrescentando que isso seria “não seria apenas uma ameaça para a região [Médio Oriente], mas para o mundo”.

    “Aquilo que estamos a testemunhar, especialmente entre Israel e Irão, é um teste para todos nós”, disse a Presidente do Parlamento Europeu, depois da reunião dos líderes de manhã.

    Sobre a situação na Faixa de Gaza, Metsola diz que é necessário “continuar a trabalhar para um cessar-fogo em Gaza, para a libertação imediata de todos os reféns e o fim do terror. E crucialmente, para que a ajuda humanitária chegue àqueles que precisam desesperadamente dela”.

  • Coreia do Norte deverá enviar mais soldados para a Rússia este verão

    A Coreia do Norte deverá enviar mais soldados para a Rússia para auxiliar Moscovo na guerra contra a Ucrânia, de acordo com os serviços de informação da Coreia do Sul. Estes militares podem estar no terreno já no próximo mês de julho, de acordo com a imprensa internacional.

    Pyongyang também terá a intenção de enviar 25 mil cidadãos para apoiar o esforço de produção de drones, em troca de formação para conduzir operações com este tipo de aeronaves.

  • 95% dos húngaros dizem ser contra adesão da Ucrânia à UE em referendo. Oposição fala em "campanha de propaganda governamental"

    O Governo húngaro anunciou hoje, antes da conferência de líderes do Conselho Europeu, que 95% dos participantes num referendo nacional são contra a adesão da Ucrânia à União Europeia.

    Apenas 5% apoiaram a entrada da Ucrânia no bloco europeu. O país ganhou o estatuto de candidato à adesão poucos meses após o início da guerra com a Rússia em 2022.

    A credibilidade do referendo está a ser contestado pela oposição húngara. A votação contou com 2.278.000 participantes, aproximadamente 29% do eleitorado que votou nas eleições europeias de 2024.

    O líder da oposição acusa o referendo de ser uma “campanha de propaganda governamental” e assinala que nunca houve um número tão reduzidos de participantes numa votação do género.

  • Líderes europeus já estão reunidos. Ao almoço discute-se Médio Oriente, à tarde há chamada com Zelensky

    Já terminou o momento das chegadas ao Conselho Europeu, que vai agora reunir-se com vários temas na agenda: a guerra na Ucrânia (sendo que mais tarde haverá uma reunião em videochamada com Volodymyr Zelensky), no Médio Oriente, a Defesa e segurança europeia, competitividade e migrações.

    Também se discutirá, nota o The Guardian, a situação na Moldávia e a política de alargamento da UE aos países balcânicos.

    Segundo o Euractiv, a agenda do dia comecará com uma conversa com a Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e uma sessão de trabalho sobre segurança e Defesa, que pode estender-se às migrações. Está previsto um “longo almoço” para discutir o Médio Oriente e um debate sobre a Ucrânia à tarde, incluindo a chamada com Zelensky. Ao jantar será discutido o papel geoeconómico da Europa e a sua competitividade.

  • Metsola: Europa tem de "fazer trabalho de casa" na Defesa e apostar em simplificação para empresas com "vida difícil"

    A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, falou aos jornalistas para dizer que acabou de voltar do Médio Oriente, que a situação é “crítica” e que é preciso travar a “escalada”.

    “Há muita clareza sobre o facto de o Irão não poder desenvolver capacidades nucleares. Temos de nos assegurar de que o cessar-fogo se mantém e de trabalhar para um cessar-fogo em Gaza” e para que a ajuda humanitária possa entrar, assim como para o regresso dos reféns.

    Sobre Defesa, diz que é “muito bom” ver a conclusão da cimeira da NATO em Haia. “Vamos ter um debate online com Zelensky neste Conselho Europeu, o que é excelente”, destaca, lembrando que é preciso “reforçar o compromisso” com a Ucrânia.

    “Nós temos de manter a nossa casa em ordem e fazer o nosso trabalho de casa”, sublinha depois.

    Reconhece ainda que as empresas europeias estão “a pedir ajuda”. “Tornamos a vida delas demasiado difícil”, diz, prometendo garantir que há uma “simplificação” dos processos burocráticos a nível europeu.

  • Eslováquia quer adiar decisão sobre novas sanções à Rússia e ameaça com poder de veto

    A Hungria e a Eslováquia podem vir a inviabilizar que seja alcançado hoje um acordo para impôr um novo pacote de sanções à Rússia.

    O primeiro-ministro da Eslováquia disse esta manhã que iria pedir um adiamento da adoção deste pacote, caso contrário admite vetar a sua aprovação. Robert Fico está à procura de concessões nas restrições da UE à importação de energia russa, de acordo com a imprensa internacional.

    De modo contrário, o primeiro-ministro húngaro disse hoje que recebeu propostas da UE, sobre potenciais áreas de compromisso, para contar com o voto favorável da Hungria.

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