Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A Ucrânia está a colaborar com a União Europeia para implementar um vigésimo pacote de sanções contra a Rússia, focando-se principalmente no setor petrolífero, que é crucial para a economia russa. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, indicou que as sanções já estão a ter um impacto tangível, com potenciais perdas para a Rússia que poderão atingir os 43 mil milhões de euros no próximo ano.
    • A força aérea ucraniana informou que conseguiu intercetar 623 drones e mísseis russos dos 705 lançados durante a noite de 30 de outubro, evidenciando a intensidade dos ataques contínuos e a eficácia das defesas aéreas ucranianas.
    • Donald Trump ordenou o início de testes de sistemas de lançamento nuclear, numa medida que parece responder aos testes conduzidos pela Rússia. Embora referidos como “testes nucleares”, especialistas esclarecem que se tratam apenas de testes dos sistemas de lançamento e não de ogivas nucleares propriamente ditas.
    • A Ucrânia está a enfrentar desafios significativos nas suas infraestruturas de energia devido a ataques russos a várias centrais térmicas. A empresa DTEK comunicou danos graves em suas instalações, sendo este o terceiro ataque apenas em outubro, o que reflete a intensidade e persistência da ofensiva russa contra a infraestrutura energética ucraniana.

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  • Este liveblog fica por aqui. A partir de agora, pode acompanhar as notícias relativas à guerra na Ucrânia neste link.

  • Regresso à Guerra Fria? EUA e Rússia fazem testes nucleares

    Orlando Samões, especialista em relações internacionais, considera que “Trump está a voltar a uma mentalidade de Guerra Fria”, mas nota que neste caso pode ter alguma razão. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra.

    Regresso à Guerra Fria? EUA e Rússia fazem testes nucleares

  • Ucrânia está a trabalhar com a UE sobre um 20.º pacote de sanções contra a Rússia

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que Kiev estava a trabalhar com a União Europeia para lançar um 20.º pacote de sanções, estando já a apresentar as suas propostas.

    No seu discurso diário, o líder aproveitou para notar que o impacto inicial das sanções dos EUA e da Ucrânia está a ser “tangível”.

    “As exportações de petróleo são a base da arrogância da Rússia e, se as sanções forem mantidas e reforçadas, a Rússia sofrerá perdas significativas. Elas poderão chegar a pelo menos 43 mil milhões de euros no próximo ano, o que é um forte argumento para que a Rússia desenvolva um motivo para acabar com esta guerra. Continuaremos a criar mais argumentos como este”, continuou, dizendo que os contactos continuam com os EUA.

    “Contamos com os principais países para manter esta linha de ação. Já vemos que haverá uma redução nas importações de petróleo russo pela Índia e pela China, e é importante garantir que não haja brechas nas sanções por meio de países terceiros”, sublinhou.

  • Unidade do exército ucraniano dedicada à incursão em Kursk garante que ainda controla "posições" dentro da Rússia

    O do Exército ucraniano dedicada à incursão na região russa de Kursk, o Grupo de Forças de Kursk, disse que tem tropas que ainda controlam posições dentro do território da Rússia.

    Falando na televisão ucraniana citada pelo órgão noticioso Ukrinform, o porta-voz Oleksandr Nevidomyi disse que os seus militares estavam a estragar os planos da Rússia de criar uma zona tampão naquela zona.

    “Algumas das nossas unidades continuam a manter posições no território da Federação Russa. Por outras palavras, o Grupo de Forças de Kursk continua a cumprir as tarefas de combate que lhe foram atribuídas”, disse.

  • Tráfego aéreo no aeroporto de Vilnius encerrado devido a "balão ou balões" a voar perto da infraestrutura

    O tráfego aéreo no aeroporto de Vilnius, capital da Lituânial, foi “temporariamente suspenso”, anunciou o aeroporto no Facebook.

    “De acordo com informações preliminares, a decisão de restringir o espaço aéreo foi tomada devido a um balão (ou balões) a voar na direção do Aeroporto de Vilnius”, indicam as autoridades.

    No comunicado lê-se ainda o espaço aéreo foi suspenso pelas 18:10 desta quinta-feira e vai durar até às 21h10.

    No passado, explica a televisão pública LRT, a Lituânia tem acusado a Bielorrússia não estar a parar os balões enviados poer contrabandistas ou mesmo que são um “ataque híbrido” de Minsk.

  • Dois soldados ucranianos feridos em disparos num centro de recrutamento

    Dois soldados ucranianos ficaram feridos na perna em disparos num centro de recrutamento em Kremenchuk, na região de Poltava. Segundo o centro de recrutamento, citado pelo Kyiv Independent, um homem que estava a ser mobilizado para a guerra disparou contra os militares.

    Convocado para a guerra no âmbito da mobilização forçada, o homem estava a ser levado por funcionários para o centro quando, no momento em que ia ser revistado para verificar se tinha algum objeto ilegal, o homem tirou a sua pistola da era soviética e atingiu os militares.

  • Região ocupada de Luhansk ficou sem energia após incêndio na central térmica da zona

    A região ocupada de Luhansk ficou sem energia devido a um incêndio na central energética na região, noticiou o Kyiv Independent. Segundo o governador pró-russo da região, Leonid Pasechnik, o corte deveu-se a “uma avaria nas redes elétricas”, lê-se no Telegram.

    O órgão noticioso russo independente Astra, diz que “uma emergência na central térmica local” foi relatada por habitantes da cidade de Schastye, onde fica a central.

    Ainda não é clara a origem do incêndio mas, de acordo com o governador, “foi convocada uma reunião de emergência do gabinete responsável pela segurança do abastecimento de energia elétrica na região”.

  • Dois mortos num ataque à central térmica de Sloviansk, diz Zelensky

    Duas pessoas foram mortas num ataque russo à à central térmica de Sloviansk “há algumas horas”, avançou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no Telegram.

    “Há feridos. E isto é puro terrorismo. Pessoas normais não fazem a guerra assim, e o mundo deve reagir adequadamente a esta guerra russa”, apontou Zelensky, sublinhando a importância de ” acordos concretos com a Noruega precisamente no domínio da energia, e isso significa apoio às nossas compras de gás”.

    “Temos acordos com a Alemanha, Itália e Países Baixos, e estamos a trabalhar com eles no que diz respeito a equipamentos para a produção de eletricidade. Contamos com o apoio da Comissão Europeia”, acrescentou.

  • Integração energética da Ucrânia será crucial para a segurança da Europa, conclui estudo

    A integração do setor energético da Ucrânia na União Europeia (UE) será crucial para a segurança e estabilidade da Europa, conclui um novo estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e da norte-americana Brookings Institution.

    Intitulado “O papel do setor energético na guerra da Ucrânia”, o documento analisa como a energia se tornou um elemento central no conflito com a Rússia e defende que a reconstrução e modernização do sistema ucraniano, em articulação com a UE, serão determinantes para a ordem energética e geopolítica europeia.

    Da autoria de Maciej Zaniewicz e Danylo Moiseienko, investigadores do Forum Energii — um ‘think tank’ polaco, ou seja, uma organização independente dedicada à investigação e análise de políticas públicas nas áreas da energia e do clima —, o estudo destaca que a Ucrânia pode tornar-se um pilar estratégico da transição energética europeia, com benefícios mútuos para Kiev e Bruxelas.

    O estudo identifica três áreas principais de cooperação futura: armazenamento de gás natural, produção de biometano e fornecimento de matérias-primas críticas.

  • Ministro da Defesa da Polónia reage a novo incidente com avião russo no mar Báltico

    O ministro da Defesa polaco anunciou hoje um novo incidente entre caças polacos e uma aeronave de reconhecimento russa sobre o mar Báltico.

    Durante uma conferência de imprensa em Kartuzy, no norte do país, Wladyslaw Kosiniak-Kamyszo afirmou que caças polacos “intercetaram uma aeronave de reconhecimento russa sobre o mar Báltico, tal como aconteceu na quarta-feira”.

    “Agradecemos à NATO, bem como às forças aéreas de Noruega, Espanha e Turquia pelo apoio operacional prestado, e à Bundeswehr [forças armadas unificadas alemãs] pelo empenho e reforço da defesa polaca com aeronaves e sistemas Patriot”, lê-se na mensagem publicada pelas Forças Armadas polacas.

    Kosiniak-Kamysz alertou ainda para o perigo de discursos internos que exploram divisões políticas.

    “Aqueles que utilizam retórica contra a Alemanha ou contra a Ucrânia estão a agir contra os interesses do Estado polaco”, advertiu.

  • Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano recomenda que nenhum jornalista "confie" no cessar-fogo ordenado por Putin

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Heorhii Tykhyi, escreveu na rede social X que não recomenda que “nenhum repórter confie nas propostas de Putin para a criação de ‘corredores’ na zona de guerra”.

    Na publicação, Tykhyi disse fundamentar a sua posição face à sua experiência “em primeira mão” na Batalha de Ilovaisk, em 2014, na qual um corredor para a retirada de tropas ucranianas foi rejeitado por Kiev por obrigar a que os soldados deixassem as armas.

    “O único objetivo de Putin é prolongar a guerra. E ele nunca cumpriu nenhuma das suas promessas de cessar-fogo. Não o ajudem a justificar os seus crimes através de provocações russas contra jornalistas”, continuou, dizendo ainda “a todos os meios de comunicação que quaisquer visitas ao território ocupado pela Rússia sem a permissão da Ucrânia são uma violação da nossa legislação e do direito internacional” e terão “consequências legais”.

  • Alemanha diz que venda de caças Eurofighter à Turquia reforça segurança da NATO

    O chanceler alemão, Friedrich Merz, defendeu hoje em Ancara que a entrega de 20 caças Eurofighter Typhoon à Turquia “vai reforçar a segurança coletiva da NATO”.

    “Todos concordamos que estas aeronaves servirão a segurança coletiva da Aliança”, declarou Merz numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, referindo-se ao acordo de compra assinado na segunda-feira entre a Turquia e o Reino Unido.

    A Alemanha, que inicialmente vetou o acordo de venda devido ao apoio de Ancara ao grupo palestiniano Hamas, levantou a sua objeção em julho, permitindo o avanço do contrato.

    Os Eurofighter são construídos por um consórcio que integra o Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha, todos com poder de veto sobre fornecimentos a países terceiros.

    A Turquia assinou na segunda-feira um contrato com o Reino Unido para a aquisição de 20 caças Eurofighter Typhoon, num negócio avaliado em cerca de 5,4 mil milhões de libras (6,1 mil milhões de euros, ao câmbio atual), considerado estratégico para a modernização da Força Aérea turca e para o fortalecimento das capacidades da NATO.

    Na mesma conferência de imprensa, o chanceler alemão afirmou querer “preparar o terreno para a adesão da Turquia à União Europeia (UE)”, mas sublinhou que este país “ainda não cumpre os padrões do Estado de Direito e da democracia”.

  • NATO vai realizar operação de desminagem e verificar infraestruturas no Báltico

    A NATO vai realizar em novembro operações de desminagem e de inspeção de infraestruturas críticas submarinas nas costas finlandesas do mar Báltico, anunciou hoje a Marinha da Finlândia.

    As operações serão feitas pelo Grupo Permanente de Contramedidas Antiminas da NATO 1 (SNMCMG1, na sigla em inglês), segundo um comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.

    O grupo da NATO efetuará as operações de deteção e remoção de artefactos explosivos antigos entre 03 e 14 de novembro, em frente às costas de Hanko e da península de Porkkala, a oeste de Helsínquia.

    O SNMCMG1 vai contar com o apoio do navio draga-minas finlandês “Katanpaa”, disse a Marinha do país nórdico.

    Ainda existe “um número considerável” de minas marítimas das duas guerras mundiais (1914-1918 e 1939-1945) no fundo do mar junto à costa do país, embora não constituam risco para o tráfego marítimo, segundo a Marinha finlandesa.

    Além da desminagem, o grupo da NATO será responsável pela inspeção e monitorização do estado das infraestruturas submarinas críticas da região, como cabos de alta tensão e de telecomunicações, no âmbito da operação “Baltic Sentry” da Aliança.

  • "Cessar-fogo é uma iniciativa de propaganda russa"

    Bruno Cardoso Reis diz que o cessar-fogo temporário ordenado por Putin é apenas “propaganda”. O historiador considera ainda “um péssimo sinal” a intenção de Trump de avançar com ensaios nucleares. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “Cessar-fogo é uma iniciativa de propaganda russa”

  • Erdogan confronta Merz e pergunta se a Alemanha não vê "fome e genocídio" em Gaza

    Na primeira visita à Turquia enquanto chanceler, Friedrich Merz foi confrontado pelo Presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, que o acusou de não “ver” a “fome e genocídio” na Faixa de Gaza, noticiou a Reuters.

    Antes, Merz tinha reafirmado o apoio alemão a Israel e à sua auto-defesa desde o ataque de 7 de outubro de 2023. “Bastaria uma única decisão para evitar inúmeras baixas desnecessárias : o Hamas deveria ter libertado os reféns mais cedo e deposto as armas”, disse.

    Erdogan, crítico das ações israelitas em Gaza, discordou abertamente do alemão, apontando que “o Hamas não tem bombas ou armas nucleares. Porém, Israel tem-nas todas e usa-as para atingir Gaza, por exemplo com todas aquelas bombas ontem”.

    “Vocês, como Alemanha, não vêem isso? Vocês, como Alemanha, não acompanham isso? Além de atacar Gaza, Israel sempre procurou suprimir a região através da fome e do genocídio”, acrescentou.

  • Governo russo ordena cessar-fogo de até seis horas na Ucrânia para jornalistas acederem a "áreas bloqueadas"

    O Ministério da Defesa da Federação Russa informa no Telegram que recebeu uma ordem do Comandante Supremo Chefe da Federação Russa “para garantir a livre circulação de jornalistas estrangeiros, incluindo ucranianos, mediante pedido ao comando das Forças Armadas da Ucrânia, para visitar as áreas bloqueadas pelas tropas ucranianas em Krasnoarmeysk, Dimitrov e Kupyansk”.

    “O comando russo está preparado para cessar as hostilidades durante 5 a 6 horas nestas áreas, bem como para fornecer corredores de entrada e saída irrestritas para grupos de representantes dos meios de comunicação social estrangeiros”, declara ainda o ministério russo.

  • Petrolífera russa vende ativos estrangeiros a empresa fundada por aliado de Putin

    A empresa petrolífera russa Lukoil irá vender os seus ativos estrangeiros à empresa de comércio de energia Gunvor, fundada por um aliado do Presidente russo, o empresário Gennady Timchenko.

    A venda acontece na sequência das novas sanções norte-americanas às empresas petrolíferas russas Lukoil e Rosneft. A Lukoil tinha desde logo anunciado que iria vender todos os seus ativos internacionais como resposta.

    O negócio tem ainda de ser aprovado pelo Escritório de Controlo de Ativos Estrangeiros norte-americano, escreve o The Kyiv Independent.

  • "O objetivo da Rússia é mergulhar a Ucrânia na escuridão. O nosso é preservar a luz", diz a primeira-ministra ucraniana

    A primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, manifestou-se após os ataques russos noturnos a várias centrais de energia ucranianas.

    Numa mensagem deixada no Telegram, a primeira-ministra apela a mais sistemas de defesa aérea, ao aumento das sanções e a mais pressão “sobre o agressor”.

    “A Ucrânia está a fazer de tudo para proteger o seu povo. O mundo deve fazer de tudo para parar a Rússia”, escreveu.

  • Rússia ataca carro de evacuação da missão humanitária Proliska

    As forças russas atacaram um carro de evacuação voluntário blindado da missão humanitária Proliska, na região de Donetsk, que transportava civis da área de Kostiantynivka para “um sítio mais seguro”, escreve a Ukrinform.

    “Todos no carro felizmente sobreviveram. O automóvel foi danificado, mas foi retido. O sistema eletromagnético com o qual estava equipado desviou o drone para o lado — ele explodiu a poucos metros de distância”, explicaram os voluntários que iam no automóvel, apelando à proteção dos voluntários que “não devem ser vistos como alvos”.

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