Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • As forças israelitas realizaram uma operação de duas horas em solo sírio na região de Kiswa, onde desembarcaram dezenas de soldados usando helicópteros. Este é o segundo ataque de Israel à Síria em menos de 24 horas, seguindo bombardeamentos direcionados a um antigo quartel militar. Não foram reportados confrontos durante a incursão terrestre.
    • A situação humanitária em Gaza continua a deteriorar-se, com mortes atribuídas à fome e à desnutrição. Desde o início da ofensiva israelita em outubro de 2023, pelo menos 313 pessoas, incluindo 119 crianças, perderam a vida devido a estas condições. Israel enfrenta críticas por rejeitar entre 30 e 40% da ajuda humanitária enviada pelo Egito diariamente.
    • A reunião na Casa Branca, liderada por Donald Trump com a participação de Tony Blair e Jared Kushner, abordou a situação em Gaza e discutiu temas como o aumento da ajuda humanitária e estratégias para o pós-guerra. A administração Trump descreveu o encontro como um “encontro político simples”, apesar das críticas recebidas.
    • O Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita reuniu-se com o Secretário de Estado americano, discutindo a posição de Israel em relação à Palestina. A reunião foi considerada positiva, embora o ministro tenha afirmado que não há planos para um Estado palestiniano. Este contexto ocorre enquanto o Conselho de Segurança da ONU, à exceção dos EUA, atribui a crise humanitária em Gaza a ações humanas.
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  • Bom dia,

    Fica por aqui a cobertura do conflito israelo-palestiniano e do que se passou no Médio Oriente esta quarta-feira.

    Seguimos agora, a acompanhar todas as as novas atualizações, neste novo liveblog.

  • Forças israelitas conduziram operação de duas horas em solo na Síria

    As forças militares israelitas conduziu uma operação em solo na região de Kiswa, na Síria, que durou duas horas, avança a Al Jazeera. De acordo com fontes militares sírias, Israel pousou quatro helicópteros na área onde ficava um antigo quartel militar sírio, dos quais desceram dezenas de soldados com equipamentos de busca não especificados. Não terá havido confronto entre os israelitas e os sírios durante a operação em solo.

    Mais cedo canais de televisão sírios já tinham confirmado o bombardeio da região, o segundo ataque israelita ao país em menos de 24 horas.

  • Reunião entre Trump, Blair e Kushner foi "encontro político simples", diz fonte da Casa Branca

    Donald Trump presidiu um encontro político com intervenções de Tony Blair e Jared Kushner esta quarta-feira, confirmou uma fonte da Casa Branca à Reuters. O antigo primeiro-ministro britânico esteve envolvido em planos anteriores para Gaza, enquanto o genro do Presidente já trabalhou como conselheiro para o Médio Oriente. A reunião decorreu por mais de uma hora na Sala Oval e teve a participação de outros conselheiros da administração Trump.

    De acordo com a fonte, Blair e Kushner discutiram todos os aspetos da situação em Gaza, incluindo o aumento das entregas de ajuda humanitária, a crise de reféns, os planos para o pós-guerra e outros temas. O oficial da Casa Branca descreveu a reunião como um “encontro político simples”, do tipo que é Trump e a sua equipa costumam fazer com frequência.

    Anteriormente o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, afirmou na Fox News que a reunião iria abordar um “plano muito compreensivo” e que “muitas pessoas poderão ver o quão bem intencionado e robusto” é o projeto, que “reflete os motivos humanitários do Presidente Trump”. Witkoff também participou no encontro desta quarta-feira em Washington.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita diz que reunião com Marco Rubio foi "muito boa"

    O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa’ar, disse que a reunião com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, foi “muito boa”, avança a CNN. Os representantes de Israel e dos EUA reuniram-se esta quarta-feira à tarde durante cerca de uma hora. Questionado sobre os planos para um Estado da Palestina, Sa’ar respondeu que “não haverá nenhum plano”.

    Esta quarta-feira também é esperada uma reunião em Washington sobre o futuro de Gaza no pós-guerra e estratégias para atingir um cessar-fogo. O Axios avançou mais cedo que Tony Blair e Jared Kushner estariam entre os convidados para o encontro.

  • Israel ataca Síria pela segunda vez em 24 horas

    Israel bombardeou Kiswa, ao sul de Damasco, este quarta-feira, no segundo ataque à Síria em menos de 24 horas, avança o canal de televisão sírio Al-Ikhbariya.

    O ataque terá consistido em vários bombardeios em série que tiveram como alvo um antigo quartel do exército. A mesma localidade foi atacada na terça-feira, matando seis soldados sírios.

  • Todos os países do Conselho de Segurança da ONU acreditam que fome em Gaza foi "criada pelo homem", exceto os EUA

    Todos os países membros do Conselho de Segurança da ONU determinaram esta quarta-feira que a fome em Gaza foi “criada pelo homem”, com a exceção dos Estados Unidos da América. Num comunicado comum, 14 membros dizem que a usar a fome como arma de guerra constitui uma violação do direito internacional humanitário, pedem um cessar-fogo imediato e permanente sem pré-condições, a libertação de todos os reféns e o aumento substancial de entrada de ajuda humanitária em Gaza, abolindo todas as restrições impostas por Israel.

    “Expressamos o nosso mais profundo alarme e stress diante dos dados do IPC sobre Gaza publicados sexta-feira”, disse Trishala Persaud, o representante da Guiana na ONU. “É a primeira vez que a fome foi oficialmente confirmada na região do Médio Oriente. Todos os dias mais pessoas morrem como resultado da má nutrição. Muitos crianças”.

    No palco estavam ainda representantes da Eslovênia, Algéria, China, Dinamarca, França, Grécia, Paquistão, Panamá, Coréia do Sul, Rússia, Serra Leoa, Somália e Reino Unido.

    “Esta é uma crise criada pelo homem”, disse Persaud. “O uso da fome como arma de guerra é proibido pela lei internacional humanitária”, rematou.

  • Houthis reivindicam autoria de ataque com míssil intercetado por Israel esta madrugada

    Os Houthis reivindicaram a autoria do ataque com um míssil intercetado por Israel esta madrugada. Os rebeldes afirmaram, através do Telegram, que dispararam em direção ao aeroporto Ben-Gourion, em Tel-Aviv. “A operação alcançou o objetivo e provocou a fuga de milhões de sionistas usurpadores para abrigos bem como a suspensão do tráfego aéreo”.

    O ataque com mísseis fez soar não só as sirenes em Jerusalém e nas comunidades circundantes, bem como nos colonatos da Cisjordânia e nas cidades do centro de Israel.

    No domingo, a força aérea israelita lançou ataques contra alvos dos Houthis na capital iemenita que causaram seis mortos e 86 feridos, informaram os rebeldes pró-iranianos.

  • Tony Blair e Jared Kushner participam em reunião sobre Gaza na Casa Branca

    O antigo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e o antigo consultor da Casa Branca e genro de Donald Trump, Jared Kushner, participam esta quarta-feira de uma reunião sobre Gaza em Washington, avança o Axios. Ambos devem apresentar a Donald Trump ideias para um plano para Gaza no pós-guerra, dizem duas fontes ao órgão de comunicação social, que diz ainda que a reunião deve incluir formas de permitir a entrada de ajuda humanitária no enclave palestiniano.

    Kushner trabalhou por meses como conselheiro de Steve Witkoff, enviado especial norte-americano, que tem servido como um porta-voz do Governo americano nos conflitos em Gaza e na Ucrânia. Já Blair esteve envolvido num rascunho de um plano para Gaza coordenado com os Emirados Árabes Unidos ainda durante a administração Biden. A equipa do antigo primeiro-ministro britânico também terá estado envolvida nos planos sobre a “riviera” de Gaza, escreveu na altura o Financial Times.

  • Operação militar israelita revista casas e lojas na cidade de Nablus, em West Bank. 1 detido e 27 feridos

    Uma operação militar israelita iniciada esta madrugada na cidade de Nablus, em West Bank, terá revistado casas e lojas, escreve a agência France Press, citada pelo The Guardian. Dezenas de soldados e tanques de guerra foram fotografados na fronteira de Gaza. As IDF confirmaram a operação, mas não informaram o propósito. À Al Jazeera, as IDF também não prestaram declarações, afirmando que só vão divulgar detalhes quando a operação estiver finalizada.

    Ao longo de mais de 10 horas de operação, um residente foi preso e 27 palestinianos ficaram feridos, dois com balas de borracha e 25 por inalação de fumaça, diz a Palestinian Red Crescent, citada pelo Haaretz.

    De acordo com os relatos de residentes à AFP (a cidade tem uma população de cerca de 30 mil pessoas), os militares israelitas começaram a ocupar os bairros no meio da madrugada. Uma pessoa alega que viu os soldados a expulsar idosos de casa, enquanto outros moradores dizem que viram buscas a casas e lojas e edifícios a serem transformados em bases militares.

    “O ataque a Nablus é uma demonstração de força sem justificação”, disse o autarca, Ghassan Daghlas, à AFP.

  • Embaixador israelita na ONU diz que Israel vai divulgar mais informações sobre ataque em hospital que matou 5 jornalistas

    O embaixador israelita na ONU, Danny Danon, disse que novas informações sobre o ataque a um hospital em Gaza que matou 21 pessoas, entre as quais cinco jornalistas, “nos próximos dias”, avança a Al Jazeera.

    “Estamos a investigar os detalhes do incidente, portanto, nos próximos dias, teremos mais informações”, disse, aos jornalistas. “A nossa meta é lutar contra os terroristas, não os jornalistas nem qualquer outra pessoa que não esteja envolvida com o terrorismo”, afirmou ainda.

  • Governo israelita exige retratação de organismo da ONU que classifica estado de fome em Gaza

    O Governo israelita exigiu a retratação do relatório do Integrated Food Security Phase Classification (IPC), órgão apoiado pela ONU, que declarou que a Faixa de Gaza está oficialmente em situação de fome.

    De acordo com o Le Monde, o diretor geral do ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, Eden Bar Tal, em declarações à imprensa, pediu que o órgão “retire imediatamente o seu relatório fabricado”, chamando o IPC de “instituto de pesquisa politizado”.

  • Meloni: Guerra em Gaza “ultrapassou o princípio da proporcionalidade”

    A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considera que a guerra em Gaza já “ultrapassou o princípio da proporcionalidade”, considerando “injustificável” o ataque israelita a um hospital em Khan Yunis que matou cinco jornalistas.

    “Condenamos a morte injustificável de jornalistas, um ataque inaceitável à liberdade de imprensa e a todos aqueles que arriscam a vida para relatar a tragédia da guerra”, disse Meloni durante um discurso no festival católico de Rimini.

    epa12063000 Italian Prime Minister Giorgia Meloni speaks at a joint press conference with Turkish President Recep Tayyip Erdogan, during the IV Italy-Turkiye Summit at Villa Doria Pamphilj in Rome, Italy, 29 April 2025.  EPA/ANGELO CARCONI ANGELO CARCONI/EPA

    A líder conservadora recordou que Roma apoiou de imediato o direito de Israel a defender-se após os ataques de 7 de outubro, mas frisou que “não podemos permanecer em silêncio perante uma reação que ultrapassou a proporcionalidade, causando demasiadas vítimas inocentes e até atingindo comunidades cristãs”.

    Meloni destacou ainda o papel de Itália em Gaza, nomeadamente nas evacuações médicas de crianças e feridos, dizendo sentir-se orgulhosa de estar “entre os que salvam vidas e não entre os que fazem apenas declarações”.

  • Enviado dos EUA cancela visitas no sul do Líbano após protestos por ter dito que jornalistas eram "animalescos"

    Meios de comunicação libaneses, citados pelo Times of Israel, avançam que o enviado regional dos EUA, Tom Barrack, cancelou várias visitas que tinha previsto efetuar hoje na região de Tiro, no sul do Líbano.

    O cancelamento surge na sequência de protestos de populares indignados com os comentários que Barack fez ontem durante uma conferência de imprensa, quando repreendeu os jornalistas presentes e disse que se o seu comportamento se tornasse “animalesco” e eles não “agissem civilizadamente”, ele iria embora.

    Alguns manifestantes agitaram bandeiras do Hezbollah, enquanto outros seguraram cartazes onde se lia “EUA – Mãe do Terror”.

  • Exército israelita considera que evacuação da cidade de Gaza é inevitável

    Israel considerou hoje inevitável a evacuação da cidade de Gaza no âmbito da continuação das operações militares no território palestiniano, face a críticas internacionais sobre a deslocação forçada da população.

    “A evacuação da cidade de Gaza é inevitável (…), cada família que se mudar para o sul receberá a ajuda humanitária mais generosa possível”, afirmou o porta-voz árabe do exército, Avichay Adraee, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

    A ONU calcula em cerca de um milhão de pessoas a população atual da província de Gaza, que inclui a cidade de Gaza e arredores, no norte do território palestiniano devastado por quase dois anos de guerra.

  • Dez pessoas morreram de fome em Gaza nas últimas 24 horas, incluindo duas crianças

    Pelo menos 10 pessoas morreram na terça-feira devido à fome e à desnutrição, incluindo duas crianças pequenas, na Faixa de Gaza, segundo as informações publicadas hoje no relatório diário do Ministério da Saúde do enclave palestiniano.

    De acordo com Zaher al-Waheidi, responsável pelo balanço de mortes no ministério, as duas crianças tinham 01 ano.

    O Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo grupo islamita Hamas, elevou para 313 o número total de mortos, dos quais 119 crianças, por fome ou desnutrição no território palestiniano desde o início da ofensiva israelita em 07 de outubro de 2023.

  • Papa renova apelo para o fim da guerra na Faixa de Gaza

    O papa Leão XIV pediu hoje o respeito pleno do direito humanitário em Gaza, em particular relativo ao “uso indiscriminado da força e deslocamento forçado de populações”, num novo apelo para o fim da guerra.

    O pontífice norte-americano fez o apelo no final da audiência geral na Cidade do Vaticano, ao pedir que as partes e a comunidade internacional se comprometam “a pôr fim ao conflito na Terra Santa, que causou tanto terror e morte”.

    O chefe da Igreja Católica pediu “que todos os reféns [israelitas] sejam libertados, que se alcance um cessar-fogo permanente, que se facilite a entrada segura da ajuda humanitária e que se respeite plenamente o direito humanitário”.

    Referiu “a obrigação de proteger os civis e a proibição do castigo coletivo, do uso indiscriminado da força e do deslocamento forçado de populações”, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

  • Israel rejeita entre 30 e 40% da ajuda humanitária diária enviada pelo Egito para Gaza

    Hoje, cerca de 60 camiões carregados com ajuda humanitária saíram de armazéns no Sinai egípcio com destino a Kerem Shalom, onde Israel inspeciona a carga e, segundo as fontes do Crescente Vermelho Egípcio, devolve “entre 30 e 40% de uma média de 150 camiões com ajuda que saem diariamente da zona egípcia de Rafah”.

    “Devolvem os camiões diariamente sob vários pretextos, como problemas com a carga, com o tipo de produtos ou devido a intimidação e atrasos por parte de Israel. Nós reabastecemos e enviamos no dia seguinte”, disse à agência de notícias EFE uma fonte de um dos armazéns do Crescente Vermelho egípcio em Al-Arish.

    “Em alguns dias, devolvem 20 camiões, e noutros, o número chega aos 80”, acrescentou.

  • Festival de Cinema de Veneza começa hoje sob possibilidade de protestos contra Israel

    O 82.º Festival de Cinema de Veneza, que começa hoje em Itália, com o filme “La Grazia”, de Paolo Sorrentino, poderá ficar marcado por protestos contra Israel, pela situação humanitária e de guerra em Gaza.

    De acordo com a agência noticiosa Efe, estão a ser organizadas várias iniciativas de protesto durante o festival, onde são esperadas dezenas de figuras públicas, nomeadamente uma manifestação no sábado, a cargo do coletivo “Venice4Palestine”.

    Este grupo, formado por ativistas, profissionais e jornalistas italianos, já tinha lançado uma carta aberta apelando ao festival para que condenasse “a agonia de um genocídio perpetrado em direto pelo Estado de Israel”.

  • Dois adolescentes muçulmanos de ascendência árabe planeavam ataque à Torre Eiffel e sinagogas em França

    Dois adolescentes, com 15 e 17 anos, foram detidos com suspeitas de estarem a preparar ataques terroristas que poderiam ter como alvo a Torre Eiffel ou algumas sinagogas em França.

    Dois adolescentes muçulmanos de ascendência árabe planeavam ataque à Torre Eiffel e sinagogas em França

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