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  • Bom dia!

    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente neste novo artigo em direto que agora abrimos.

    Irão lança nova vaga de ataques contra Israel e países do Golfo

  • O que se passou até agora?

    • O conflito entre os EUA, Israel e Irão intensificou-se com uma série de ataques aéreos e marítimos. Israel e os EUA têm realizado operações conjuntas visando alvos militares estratégicos do Irão, enquanto os iranianos têm retaliado através de mísseis balísticos. Esta escalada levou à morte de mais de mil pessoas no Irão e foram afundadas várias embarcações iranianas no Oceano Índico.
    • O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que a marinha iraniana foi praticamente dizimada e que o espaço aéreo iraniano estará completamente sob controlo americano e israelita em breve. Este posicionamento militar assertivo visa neutralizar a capacidade de resistência do Irão e aniquilar as suas infraestruturas militares, conforme declarado em operações contínuas no terreno.
    • A situação no Médio Oriente levou à evacuação de diversas posições estratégicas e ao fecho de espaços aéreos em regiões vizinhas, como no Chipre e no Líbano. A comunidade internacional demonstra preocupação com a escalada do conflito, considerando possíveis violações ao direito internacional. A União Europeia reforça a sua solidariedade para com os Estados-membros, face às ameaças de represálias comerciais por parte dos EUA.
    • No cenário político, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, manifestou uma postura clara contra a guerra, criticando a administração de Donald Trump por usar o conflito para mascarar fracassos políticos internos. Espanha recusa-se a permitir o uso das suas bases militares por parte dos EUA para a ofensiva no Irão, mesmo à custa de possíveis retaliações económicas anunciadas por Trump.

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  • Bombardeios iranianos estiveram a "dois minutos" de atacar a base aérea dos EUA

    Dois bombardeiros iranianos estavam a “dois minutos” de atacar a maior base militar que abriga tropas dos EUA no Médio Oriente quando, na segunda-feira de manhã, foram abatidos por aviões do Qatar, avançou a CNN Internacional, que cita duas fontes.

    Os dois bombardeiros táticos Su-24 seguiam em direção à Base Aérea de al-Udeid, que normalmente abriga 10 mil militares norte-americanos, e Ras Laffan, uma instalação de processamento de gás natural e um dos pilares da economia do Qatar. Acabaram por cair nas águas territoriais do Qatar. As buscas pelas tripulações estão em andamento.

    Os aviões foram identificados visualmente e fotografados “transportando bombas e munições guiadas”. Devido a “restrições de tempo” e “com base nas evidências disponíveis”, as aeronaves foram “classificadas como hostis”, explicou uma das fontes à CNN. O Qatar enviou depois os seus caças, e um caça F-15 entrou em “combate aéreo” com os jatos iranianos antes de abatê-los.

  • Portugueses retidos no Qatar queixam-se de falta de soluções viáveis para repatriamento

    Um grupo de portugueses retido no Qatar devido ao conflito no Médio Oriente manifestou hoje à Lusa descontentamento com a falta de “soluções viáveis” para sair da região pelo Governo português.

    Em resposta à Lusa, fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros garantiu que há solução e que esta está “justamente a ser tratada e que não será divulgada publicamente para garantir a segurança dos cidadãos nacionais”.

    A Lusa procurou obter mais esclarecimentos sobre a situação dos portugueses retidos no Médio Oriente, incluindo no Qatar, mas não foi possível obter resposta.

    Três portugueses que chegaram ao Qatar dia 27 de fevereiro, mas que acabaram retidos devido ao início do ataque israelo-americano ao Irão, que resultou na resposta de Teerão contra vários países do Médio Oriente, incluindo o Qatar, manifestaram insatisfação com a proposta apresentada hoje pela Embaixada de Portugal em Doha.

  • Israel realiza ataques contra Beirute

    A Al Jazeera está a relatar três grandes explosões na capital libanesa, visando os subúrbios do sul da cidade. O exército israelita reivindicou os ataques, afirmando que começou a atacar “infraestruturas do Hezbollah”.

  • Irão acusa União Europeia de "hipocrisia e dualidade de critérios"

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão acusou a União Europeia de “hipocrisia e uma dualidade de critérios flagrante” após comentários da vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, sobre as ações de Teerão na região.

    Numa publicação no X, Esmaeil Baqaei criticou a chefe da política externa da UE afirmando que o bloco tinha “perdido a sua bússola moral e política” ao não condenar os ataques contra o Irão.

    Baqaei escreve ainda que o Irão estava “sob ataque de agressores brutais” e tinha o direito, ao abrigo do direito internacional, de se defender.

  • Arábia Saudita intercetou três mísseis

    O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou que três mísseis de cruzeiro foram intercetados e destruídos nos arredores da cidade de Al-Kharj, avança a Al Jazeera.

  • IDF emite alerta de evacuação para edifício em Beirute identificado como local do Hezbollah

    As IDF emitiram um alerta de evacuação para um edifício em Beirute, antes de um ataque aéreo contra um local do Hezbollah.

    “Para sua segurança e a segurança dos seus familiares, deve evacuar este edifício e os edifícios adjacentes imediatamente e afastar-se pelo menos 300 metros deles”, avançou o porta-voz Coronel Avichay Adraee, anexando um mapa que mostra a localização de um edifício nos subúrbios ao sul de Beirute, um reduto do Hezbollah.

  • Senado dos EUA não aprova resolução sobre poderes de guerra contra o Irão

    O Senado rejeitou esta quarta-feira uma resolução sobre poderes de guerra contra o Irão, liderada pelos democratas, que exigia a aprovação do Congresso para uma ação militar contra o Irão, avançou o ABC.

    A votação, que determinava a retirada das forças armadas dos EUA de hostilidades dentro ou contra o Irão que não tivessem sido autorizadas pelo Congresso, foi rejeitada por 47 votos contra 53.

    “Hoje, todos os senadores, sem exceção, escolherão um lado: vocês estão do lado do povo americano, que está exausto das guerras intermináveis no Médio Oriente? Ou estão do lado de Donald Trump e Pete Hegseth, que nos empurram de cabeça para outra guerra?”, disse o líder da minoria Chuck Schumer num discurso no plenário do Senado na manhã de quarta-feira.

    “Não podemos darmo-nos ao luxo de nos esconder debaixo de uma secretária e deixar que qualquer presidente, democrata ou republicano, envie os nossos melhores e mais brilhantes, os nossos próprios filhos, para a guerra para arriscar as suas vidas, a menos que tenhamos debatido isso, tenhamos determinado que é do interesse nacional, tenhamos votado e, assim, colocado a nossa assinatura e a nossa impressão digital na noção de que vale a pena enviar os nossos melhores e mais brilhantes para arriscar as suas vidas”, acrescentou senador democrata Kaine Tim, que co-patrocinou o projeto de lei, e que defende que atos de guerra precisam da aprovação do Congresso norte-americano.

  • Irão ameaça atacar a central nuclear de Dimona se Israel e os EUA tentarem derrubar a República Islâmica

    Um militar iraniano afirmou que o Irão vai atacar a central nuclear israelita de Dimona se Israel e os EUA tentarem uma mudança de regime na República Islâmica, avançou o Times of Israel.

  • Trump diz que Estados Unidos estão em “posição de força” na guerra contra o Irão

    Os Estados Unidos estão numa “posição de força” na guerra contra o Irão, afirmou hoje o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    “Estamos em posição de força agora, e os seus responsáveis desaparecem rapidamente. Todos aqueles que querem tornar-se chefes acabam mortos”, afirmou o Presidente norte-americano perante um grupo de empresários da área tecnológica, na Casa Branca.

    “Estamos a sair muito bem na frente da guerra, e a palavra é pouca. Alguém me perguntou: “numa escala até 10, quanto dão a isto?”. Respondi mais ou menos 15″, afirmou o chefe de Estado norte-americano.

  • Há sinais crescentes de que uma ofensiva curdo-iraniana começou

    De acordo com a Al Jazeera, Abbas Araghchi, conversou esta noite com Bafel Talabani, líder da União Patriótica do Curdistão e Araghchi alertou para a existência de “movimentos terroristas” ao longo da fronteira com o Iraque.

    No X, o repórter da Axios, Barak Ravid, afirmou que um funcionário norte-americano lhe disse que “milícias curdo-iranianas iniciaram uma ofensiva terrestre no noroeste do Irão”.

  • Três mortos e seis feridos em ataques israelitas contra o Líbano

    Três pessoas morreram e outras seis ficaram feridas em dois ataques israelitas separados na noite desta quarta-feira, informou o Ministério da Saúde do Líbano, citado na Al Jazeera. Os ataques tiveram lugar na estrada do aeroporto perto de Beirute.

  • Já chegou a Lisboa o primeiro voo de repatriamento de portugueses

    O primeiro voo de repatriamento de cidadãos portugueses vindo do Dubai aterrou hoje no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, pelas 19h37. A bordo do avião seguiam 122 portugueses.

  • Durão Barroso orgulhoso da posição de Portugal: "Vamos perder o capital de sermos aliados confiáveis?"

    Durão Barroso, antigo primeiro-ministro e antigo presidente da Comissão Europeia, está “orgulhoso” da posição de Portugal relativamente ao conflito entre EUA e Israel contra o Irão.

    “Tenho algum orgulho pela posição que Portugal está a tomar, é uma posição de equilíbrio, séria, sensata”, afirma, recordando que há uma história e compromissos.

    “Somos vistos como um país confiável, somos fundadores da NATO, somos um país de vocação atlântica, isto com os diferentes partidos de governo, não estou a querer fazer observações de política interna. Vamos perder esse capital de sermos aliados confiáveis, previsíveis, sérios, por causa de algumas declarações? Acho que devemos manter essa posição, que é clara, reafirmando o nosso interesse no direito internacional e ao mesmo tempo reconhecendo, de maneira realista, que perante este conflito que não decidimos”, explica o antigo primeiro-ministro.

    O ex-presidente da Comissão Europeia realça ainda que “Portugal não violou nenhuma norma do direito internacional” e que “os aviões norte-americanos podem estar nas Lajes, não há nenhuma norma internacional que proíba Portugal de deixar aviões americanos levantar voo”.

  • Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão

    As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram o início de uma nova vaga de ataques aéreos contra a capital iraniana, Teerão.

    No quinto dia da guerra no Médio Oriente desencadeada pela ofensiva israelo-americana contra o Irão, as FDI afirmam em comunicado que “lançaram uma nova vaga de ataques em toda a Teerão contra a infraestrutura militar pertencente ao regime iraniano”.

    As forças israelitas e norte-americanas reivindicaram nas últimas horas sucesso na destruição das capacidades militares iranianas, em particular lançadores de mísseis balísticos e drones, com que Teerão tem visado os países vizinhos, em retaliação pelos ataques sofridos.

  • Irão. "Europeus devem estar cada vez mais preocupados"

    No dia em que um míssil foi intercetado a caminho da Turquia, especialista Rui Vilar deixa o alerta: “Os mísseis iranianos que podem atingmaior alcance já estavam a ser preparados” pelo Irão.
    Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Irão. “Europeus devem estar cada vez mais preocupados”

  • ONU estima que 100 mil pessoas fugiram de Teerão após início da guerra

    Cerca de 100 mil pessoas abandonaram Teerão nos dois primeiros dias da guerra no Irão, lançada no sábado por Israel e pelos Estados Unidos, afirmou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

    “Estima-se que 100 mil pessoas tenham deixado Teerão nos dois dias seguintes aos ataques israelitas e norte-americanos”, indicou o ACNUR numa breve atualização sobre a situação humanitária.

    A agência das Nações Unidas acrescentou que deverá divulgar em breve novos dados atualizados sobre os deslocamentos populacionais no país.

  • Reator nuclear apoiado por Bill Gates obtém aprovação federal para iniciar construção

    Um novo tipo de reator nuclear em Wyoming, nos EUA, apoiado por Bill Gates, recebeu uma importante licença federal esta quarta-feira, tornando-se no primeiro novo reator comercial dos EUA em quase uma década a receber autorização para iniciar a construção, avançou o New York Times.

    A Comissão Reguladora Nuclear, órgão federal que supervisiona a segurança dos reatores, votou por unanimidade a concessão de uma licença de construção à TerraPower, uma start-up fundada por Gates.

    “Hoje é um dia histórico para a indústria nuclear dos Estados Unidos”, disse Chris Levesque, diretor executivo da TerraPower, em comunicado. “Esta é a primeira central nuclear avançada em escala comercial a receber essa licença.”

    Prevê-se que o projeto entre em operação em 2031.

  • Senado norte-americano vai votar resolução para impedir guerra de Trump contra o Irão

    O Senado dos EUA deverá reunir e votar uma resolução apresentada pelo democrata Tim Kaine e pelo republicano Rand Paul que visa restringir a capacidade do presidente Donald Trump de declarar guerra ao Irão, avançou a Al Jazeera.

    “Entre os republicanos, há um apoio praticamente irrefutável à administração para lançar estes ataques contra o Irão, com exceção de Rand Paul”, relatou a jornalita da Al Jazeera Heidi Zhou-Castro, a partir do Capitólio, acrescentando que era improvável que a resolução encontrasse apoio suficiente no Congresso para ser aprovada.

    “Mas ouvimos algumas palavras bastante fortes do líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, no início do dia”, acrescentou. “Ele teme que, eventualmente, Trump possa ordenar o envio de tropas para o Irão.”

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