Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O movimento palestiniano Hamas anunciou estar pronto para negociar a implementação de um cessar-fogo na Faixa de Gaza, tendo aceitado a proposta de mediadores do Qatar. Entre os pedidos do Hamas está a saída da Fundação Humanitária para Gaza do enclave e que as Forças de Defesa de Israel (IDF) retornem às posições estabelecidas no cessar-fogo anterior, quebrado em março.
    • Nos últimos dois meses, mais de 600 palestinianos foram mortos ao procurar ajuda humanitária em Gaza nos pontos de distribuição autorizados por Israel, locais que têm sido descritos como “armadilhas mortais” devido aos frequentes bombardeamentos e disparos pelas forças israelitas.
    • As forças armadas de Israel afirmam ter controlo de 65% do território da Faixa de Gaza, e o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, considera que Israel obteve um “sucesso notável” na recente guerra contra o Irão, prejudicando o programa nuclear iraniano e sua capacidade de produção de mísseis.
    • O Irão aceitou regressar às negociações nucleares com os Estados Unidos, tendo a primeira ronda de negociações prevista para o final da próxima semana. Paralelamente, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) retirou os seus agentes do Irão devido à cessação de cooperação anunciada por Teerão e às preocupações de segurança após intensificação dos ataques israelitas.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 7.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui, o quinto aqui e o sexto aqui]

  • Uma das "pequenas" mudanças pedidas pelo Hamas é a saída da Fundação Humanitária para Gaza do enclave

    Uma das “pequenas alterações” que o Hamas pediu para aceitar a proposta dos mediadores de acordo de cessar-fogo é a saída da Fundação Humanitária para Gaza do enclave palestiniano, noticia o órgão israelita Ynet, que cita uma fonte próxima do movimento.

    Outra das propostas, informa o site, é que as IDF voltem às posições acordadas no cessar-fogo anterior, que foi quebrado em março.

  • Hamas confirma "resposta positiva" à proposta dos mediadores e diz estar pronto para negociar implementação

    O movimento palestiniano Hamas confirmou que deu uma “resposta positiva” à proposta feita pelos mediadores do Qatar para um cessar-fogo e quer agora negociar a entrada em vigor do acordo.

    “O movimento está pronto a empenhar-se imediata e seriamente num ciclo de negociações sobre o mecanismo a implementar”, lê-se num comunicado oficial citado pelo Times of Israel.

  • "Vieram para ver o espetáculo, não foi?" À beira de Gaza, onde se ouvem as explosões e se veem os escombros

    Desde o início da guerra que ninguém consegue sair ou entrar na Faixa de Gaza, nem mesmo os jornalistas. O Observador esteve o mais próximo possível da fronteira. Este é o relato dessa experiência.

    “Vieram para ver o espetáculo, não foi?” À beira de Gaza, onde se ouvem as explosões e se veem os escombros

  • 138 pessoas foram mortas em Gaza nas últimas 24 horas, diz ministério do enclave

    138 pessoas foram mortas pelos ataques israelitas nas últimas 24 horas na Faixa de Gaza, informou no Telegram o ministério da Saúde do enclave palestiniano, governado pelo Hamas.

    Segundo o comunicado, 452 pessoas ficaram feridas em ataques no último dia. O total de mortos desde o ataque do 7 de outubro chega agora aos 57.268.

  • Hamas terá aceitado a proposta de acordo apresentada pelos mediadores, avança o canal Al-Araby

    O Hamas terá dado uma “resposta positiva” à proposta de acordo de cessar-fogo apresentado pelos mediadores, informa o canal pan-árabe Al Araby.

    O canal, que cita uma fonte no movimento palestiniano, diz que o Hamas terá mesmo aceitado “com um pedido para alterações menores e formais”.

    O ministro dos assuntos estratégicos israelita, Ron Dermer, já tinha aprovado o acordo, segundo o Haaretz.

  • Plano do Qatar para cessar-fogo implica libertação de oito reféns no primeiro dia, informa o Haaretz

    O plano do Qatar para um cessar-fogo na Faixa de Gaza implica a libertação de oito reféns no primeiro dia da trégua, de acordo com um rascunho obtido pelo jornal israelita Haaretz.

    No projeto, feito com base no plano do enviado norte-americano Steve Witkoff, lê-se que outros dois serão libertados no 50.º dia do cessar-fogo.

    Os corpos dos reféns mortos também serão devolvidos gradualmente. No sétimo dia, cinco corpos serão devolvidos, cinco no dia 30 e oito no 60.º dia.

    Caso seja atingido um acordo, o anúncio será feito “pessoalmente” pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, acrescenta o Haaretz.

  • IDF dizem ter o controlo de 65% da Faixa de Gaza

    As forças armadas de Israel (IDF, na sigla inglesa) afirmaram ter o controlo de 65% do território da Faixa de Gaza, noticia o Haaretz.

  • Trump partilha imagens do encontro com o refém israelita Edan Alexander

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, partilhou imagens do encontro com o refém israelita libertado Edan Alexander, numa publicação na rede social Truth Social.

    “Tive a grande honra de dar as boas-vindas a Edan Alexander, mantido como refém pelo Hamas durante 584 dias, à Sala Oval com os seus entes queridos. Continuamos empenhados em trazer todos os reféns para casa!”, escreveu Trump nas redes sociais.

  • UBS e Goldman Sachs recusaram criar conta bancária da Fundação Humanitária para Gaza na Suíça

    Os bancos UBS e Goldman Sachs recusaram criar uma conta bancária para a Fundação Humanitária para Gaza, instituição de ajuda apoiada pelos EUA e por Israel, informa a agência Reuters.

    Segundo a agência, que cita fonte próxima dos planos, a fundação pretendia criar uma conta na Suíça para poder receber donativos de fora dos Estados Unidos mais facilmente.

    Nem os bancos, nem a fundação esclareceram sobre os motivos para a rejeição da criação de contas.

  • Irão terá aceitado voltar às negociações nucleares com os EUA

    O Irão terá aceitado regressar às negociações nucleares com os Estados Unidos, de acordo com o que disseram fontes de Teerão ao portal Amwaj media.

    A primeira ronda de negociações deverá ocorrer no final da próxima semana, segundo disse uma fonte iraniana àquele portal.

  • Presidente turco acusa primeiro-ministro israelita de transformar região num banho de sangue

    O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de ter transformado o Médio Oriente num “banho de sangue” com os seus ataques a Gaza, Síria, Líbano e Irão.

    “Não podemos abandonar a causa palestiniana e nem permanecer em silêncio enquanto Netanyahu e o seu Governo transformam a nossa região num banho de sangue”, afirmou o Presidente turco sobre o primeiro-ministro israelita.

  • Agência Internacional de Energia Atómica retira inspetores do Irão por razões de segurança

    A Agência Internacional de Energia Atómica retirou os seus agentes de Teerão por questões de segurança, noticia esta sexta-feira o Wall Street Journal, explicando que a decisão corta as ligações entre a agência e o Irão, que esta semana já tinha anunciado que deixaria de cooperar com a AIEA.

    De acordo com aquele jornal, os inspetores da AIEA em Teerão foram retirados do país por via rodoviária. Hospedados num hotel em Teerão, os agentes foram impedidos de visitar os lugares de desenvolvimento nuclear do Irão desde o primeiro ataque israelita, a 13 de junho.

    Entretanto, a AIEA já confirmou a retirada dos agentes do território iraniano. Numa nota, o líder da agência da ONU para as questões nucleares, Rafael Grossi, lembrou a “importância crucial” de existirem discussões entre a AIEA e o Irão no sentido de ser retomada o mais rapidamente possível o trabalho de monitorização das estruturas nucleares naquele país.

    Os inspetores vão regressar a Viena, onde está a sede da organização.

  • Hezbollah pondera redução da vertente militar do grupo

    O Hezbollah, grupo xiita libanês alinhado com o Irão, está a ponderar uma transformação estratégica que poderá incluir uma redução significativa da sua ação militar — embora não um desarmamento completo.

    A notícia é avançada pela Reuters, que revela que está a haver discussões internas entre os altos responsáveis do Hezbollah com vista à definição do futuro do grupo, que continua a ser fortemente combatido pelas forças israelitas.

    Como explica a Reuters, o Hezbollah saiu profundmente fragilizado dos desenvolvimentos do último ano: Israel matou os seus principais líderes, destruiu grande parte do seu arsenal e matou milhares de combatentes. Ao mesmo tempo, a queda do regime de Bashar al-Assad, na Síria, acabou com um dos principais aliados do grupo — e com uma importante rota de entrada de armas no Líbano

  • ONU contou 613 mortes em pontos de distribuição ajuda alimentar em Gaza

    Mais de 600 pessoas morreram em Gaza perto de comboios humanitários e em pontos de distribuição de ajuda administrados por uma organização norte-americana apoiada por Israel

    Segundo Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), a organização não tem sido capaz de atribuir a responsabilidade pelo que considera ser assassínios no conflito que opõe Israel ao movimento de resistência islâmico Hamas.

    No entanto, Shamdasani considerou que grande parte das 613 mortes registadas são da responsabilidade do exército israelita, “que bombardeia e dispara sobre palestinianos que tentam chegar aos pontos de distribuição” operados pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF).

  • Arábia Saudita diz que prioridade é cessar-fogo permanente em Gaza

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, o príncipe Faisal bin Farhan Al-Saud, disse esta sexta-feira que a prioridade do país é a garantia de um cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza.

    Em declarações em Moscovo, onde se encontrou com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov, o chefe da diplomacia saudita foi questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de normalização das relações diplomáticas com Israel, diz a Reuters.

    Horas antes, Donald Trump tinha dito que uma resposta final do Hamas à proposta de cessar-fogo em Gaza estaria para breve — e que esperava também um alargamento dos Acordos de Abraão, em torno da normalização das relações diplomáticas entre Israel e vários países do Golfo.

  • Hospital em Khan Younis transformado em "gigante ala de trauma" devido a feridos dos postos de distribuição de ajuda humanitária

    O hospital de Nasser, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, está transformado “numa gigante ala de trauma” devido à quantidade de pacientes que chegam feridos dos postos de distribuição de ajuda humanitária que são geridos pela fundação autorizada por Israel — e não pelas Nações Unidas.

    A afirmação é da Organização Mundial da Saúde, que diz que esta realidade já se observa “há semanas” e lamenta a existência de “ferimentos diários”, a maioria dos quais “oriundos dos centros de distribuição de comida que não são da ONU, ditos seguros”.

  • Postos de distribuição de ajuda humanitária são "armadilhas mortais". Israel já matou 600 palestinianos que procuravam apoio

    Pelo menos 600 palestinianos foram mortos pelas forças israelitas nos últimos dois meses enquanto procuravam obter ajuda humanitária nos postos de distribuição autorizados por Israel.

    De acordo com a Al Jazeera, que entrevistou a mãe de um dos palestinianos mortos, os postos de distribuição de ajuda estão transformados em autênticas “armadilhas mortais”.

    “Somos obrigados a ir lá em desespero por comida. Vamos lá por fome. Ficámos sem farinha e sem tudo o resto. Em vez de voltarem com um saco de farinha, voltam como corpos”, disse Islam Alzanin, cujo filho foi morto pelas forças israelitas enquanto procurava obter alimentos.

    “Ele foi morto e eu fiquei sem nada”, acrescentou a mulher. “Perdi-o e, ao mesmo tempo, perdi tudo o que tinha. Ele era o pilar e o alicerce da nossa vida. Sem ele, não há vida, não há nada.”

  • Retomadas as aterragens no aeroporto de Teerão após guerra de 12 dias com Israel

    Um avião da companhia aérea FlyDubai aterrou esta sexta-feira no aeroporto Imã Khomeini, em Teerão — o primeiro avião a aterrar na capital iraniana desde o encerramento do espaço aéreo do país na sequência da guerra de 12 dias contra Israel.

    Segundo o The Times of Israel, a aterragem do voo FZ1930 da FlyDubai foi classificada pelas autoridades iranianas como um sinal de que a estabilidade e a normalidade foram restabelecidas no Irão após o conflito, que obrigou ao encerramento do espaço aéreo.

    A FlyDubai é uma companhia low-cost do grupo da Emirates.

  • Ministro da Defesa diz que Israel alcançou "sucesso notável" contra o Irão

    O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, considerou esta sexta-feira que as forças israelitas alcançaram um “sucesso notável” na guerra contra o Irão, provocando danos tanto no programa nuclear iraniano como na sua capacidade de produção de mísseis.

    Estas são, diz Katz, “as duas ameaças que representavam maior perigo para Israel”.

    Segundo o ministro, as forças israelitas “têm de se preparar, tanto a nível dos serviços de informações como operacionalmente para assegurar a superioridade aérea sobre Teerão e evitar que o Irão reconstrua as suas capacidades”.

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