Momentos-chave
- O que se passou até agora
- NATO prevê que Portugal e todos os aliados cumpram ou superem meta de 2% do PIB em Defesa
- Zelensky confirma encontro de oficiais ucranianos com representantes dos EUA na sexta-feira
- Rússia retoma entrega de crude à Hungria pelo oleoduto atacado por Kiev
- Marcelo acusa Trump de ser um "ativo russo"
- Russia reivindica controlo de comunidade de Pervoye Maya, em Donetsk
- Oficiais ucranianos estão a caminho dos EUA para discutir garantias de segurança
- Forte explosão interrompe oleoduto que abastece Moscovo, afirma fonte ucraniana à imprensa do país
- Chanceler alemão diz que "Rússia é e continuará a ser" a maior ameaça à Europa
- Kiev diz que saída de Moscovo tratado contra a tortura é "admissão de culpa"
- China rejeita participar em negociações de desarmamento nuclear com EUA e Rússia
- Zelensky diz que Rússia está a enviar "sinais negativos" relativamente às negociações de paz
- Ataques russos deixam mais de 100 mil sem eletricidade no nordeste da Ucrânia
- Kremlin aplaude esforços dos EUA mas rejeita soldados da NATO na Ucrânia
- Ataques russos matam duas pessoas e fazem 28 feridos nas últimas 24 horas
- Número de soldados russos com HIV e hepatite está a aumentar
- Ataques russos com "drones" atingem empresa do setor elétrico na Ucrânia
- Ucrânia garante ter repelido ofensiva russa em Dnipropetrovsk
- Zelensky ilegítimo? São "tretas" da Rússia, diz Donald Trump
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- Volodymyr Zelensky confirmou que oficiais ucranianos se reunirão com representantes dos Estados Unidos em Nova Iorque na próxima sexta-feira. A reunião visa discutir esforços para pôr fim à guerra na Ucrânia e explorar garantias de segurança que poderiam ser oferecidas pelos países aliados. Estes encontros são parte de um esforço diplomático mais amplo, com outras reuniões já ocorridas no Qatar e na Arábia Saudita.
- A NATO prevê que todos os 32 membros da Aliança Atlântica cumprirão ou excederão a meta de gastar 2% do PIB em Defesa este ano, incluindo Portugal, que historicamente tem gasto menos. Este aumento nos gastos ocorre num contexto de intensificação das tensões internacionais e da necessidade de reforçar as capacidades defensivas dos países aliados.
- A Hungria anunciou que a Rússia irá retomar o fornecimento de petróleo através do gasoduto Druzhba, que foi recentemente alvo de ataques ucranianos. Esta ação agravou as relações já tensas entre Budapeste e Kiev, e as críticas húngaras à Ucrânia e à Comissão Europeia refletem as complexidades políticas em torno da segurança energética na Europa.
- Uma explosão recente causou um incêndio no oleoduto Riazan-Moscovo, interrompendo o abastecimento de combustíveis à capital russa. O incidente é mais uma evidência das frequentes operações de sabotagem direcionadas a infraestruturas energéticas russas por parte da Ucrânia, que tenta enfraquecer as receitas de petróleo e gás de Moscovo como parte do conflito em curso.
[Meses depois de confessar o crime, o assassino de Sartawi é finalmente julgado. Mas, numa reviravolta, o terrorista do quarto 507 garante que é inocente. Como vai tudo acabar? “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Ouça no site do Observador o sexto e último episódio deste Podcast Plus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto episódio aqui]
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O liveblog do Observador sobre a guerra da Ucrânia desta quarta-feira fica por aqui. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos do conflito neste novo artigo.
Ataque russo com mísseis balísticos mata oito pessoas e faz 38 feridos em Kiev
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NATO prevê que Portugal e todos os aliados cumpram ou superem meta de 2% do PIB em Defesa
A NATO prevê que todos os 32 membros da Aliança Atlântica cumpram ou superem a meta deste ano para gastos em Defesa, 2% do Produto Interno Bruto (PIB), incluindo os que têm gastado menos, como Portugal.
De acordo com o relatório Despesas de Defesa dos Países da NATO (2014-2025), hoje divulgado, consolidando informação reportada pelos governos dos países aliados em relação a gastos militares executados ou previstos, Portugal irá dispender este ano mais de 5,9 mil milhões de euros, um aumento de quase 1,5 mil milhões de euros face ao estimado em 2024 e mais do dobro do registado em 2020.
Em relação ao PIB, a estimativa apresentada é de 2%, 0,42 pontos percentuais acima da estimativa de 2024 e 0,67 pontos acima do apurado em 2023.
A percentagem de gastos estimada para este ano por Portugal fica abaixo da média dos aliados europeus e Canadá (2,27%) e ainda mais do total (2,76%), que inclui os Estados Unidos, que têm de longe o maior orçamento de Defesa dos 32, perto de um bilião de dólares (859 mil milhões de euros) este ano.
Segundo os dados apresentados pela NATO, Portugal terá no final deste ano 24.900 militares, mais 900 do que a estimativa de 2024, mas menos 5.800 do que tinha em 2014.
Portugal tem estado nos últimos anos entre os aliados incumpridores da meta de 2%, e tal como outros membros deste grupo – Bélgica, Canadá, Espanha e Itália – passará a cumpridor até ao final do ano, de acordo com os dados apresentados.
Estes países terão assim demorado mais de 10 anos a atingir esta meta, estabelecida em 2014 pela NATO após a anexação da Crimeia pela Rússia.
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Zelensky confirma encontro de oficiais ucranianos com representantes dos EUA na sexta-feira
Os oficiais ucranianos encontram-se com os representantes norte-americanos em Nova Iorque na próxima sexta-feira, confirmou Volodymyr Zelensky na sua mensagem tradicional diária no X esta quarta-feira. A reunião vai abordar os esforços para alcançar o fim da guerra na Ucrânia e as garantias de segurança que podem ser oferecidas pelos países aliados.
Os representantes ucranianos são o chefe de gabinete da Presidência, Andriy Yermak, e o secretário do conselho de segurança, Rustem Umerov, que devem chegar em Nova Iorque depois de viajarem esta quinta-feira para a Suíça, também para participarem em reuniões sobre o tema.
O Presidente ucraniano confirma que a reunião será com uma equipa da administração Trump. A delegação ucraniana já teve reuniões na passada terça-feira no Qatar e esta quarta-feira na Arábia Saudita.
I just spoke with Olha Stefanishyna – now Ukraine’s new Ambassador to the United States. The formal procedures are complete – today I signed the decree appointing the ambassador. I outlined the key tasks for reinvigorating the work of our Embassy, and the main thing is to fully… pic.twitter.com/K6BWG3WOoa
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) August 27, 2025
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Rússia retoma entrega de crude à Hungria pelo oleoduto atacado por Kiev
A Hungria revelou hoje que a Rússia vai retomar, a partir de quinta-feira, o fornecimento de petróleo através do gasoduto Druzhba, afetado por ataques ucranianos que agravaram a difícil relação entre Budapeste e Kiev.
O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, sublinhou que foi encontrada uma “solução temporária” até que os danos deste último ataque estejam definitivamente resolvidos.
Adiantou ainda que as reservas da Hungria são atualmente suficientes, pelo que não há necessidade de as utilizar.
No entanto, criticou a posição de alguns órgãos de comunicação social e políticos húngaros, que apoiam a Ucrânia, bem como da Comissão Europeia.
“É escandaloso que alguns políticos e órgãos de comunicação húngaros defendam os ucranianos que atacaram o oleoduto, e que a Comissão Europeia continue a afirmar que ‘o abastecimento não está em risco’”, vincou através da rede social X, onde exigiu que Kiev terminasse os ataques.
Ukraine’s latest missile and drone strike on the Druzhba pipeline caused such severe damage that repairs are taking days.
Russian Deputy Energy Minister Pavel Sorokin informed me that after intensive work a temporary solution was found, so oil deliveries to Hungary can resume…
— Péter Szijjártó (@FM_Szijjarto) August 27, 2025
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Marcelo acusa Trump de ser um "ativo russo"
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na Universidade de Verão do PSD centrou a sua intervenção em três partes: o mundo, a Europa e Portugal.
Sobre a situação internacional, o Presidente da República começa por criticar Donald Trump pela excessiva “personalização do poder”.
O líder da maior superpotência do mundo é objetivamente “um ativo soviético ou russo”. Marcelo diz que foi dito de forma natural que Trump acabaria a guerra da Ucrânia em 24 horas e que não teria acontecido se Trump fosse o Presidente.
O Presidente da República diz que há muita encenação de Washington já que — apesar das ameaças — desde que Trump chegou à liderança “não houve nenhuma sanção” à Rússia. Além disso os EUA com Trump passaram de aliados da Ucrânia para árbitros.
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Russia reivindica controlo de comunidade de Pervoye Maya, em Donetsk
A Russia reivindicou o controlo da comunidade de Pervoye Maya, na região de Donetsk, numa operação militar ao longo das últimas 24 horas, publica a TASS, citando o ministério da Defesa russo.
No mesmo comunicado, a Rússia avança que abateu 1275 soldados ucranianos nas últimas 24 horas, em todas as frentes de combate da guerra.
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Oficiais ucranianos estão a caminho dos EUA para discutir garantias de segurança
O chefe de gabinete da Presidência, Andriy Yermak, e o secretário do conselho de segurança, Rustem Umerov, estão a caminho de Nova Iorque esta semana para discutir garantias de segurança e futuras propostas de paz, avança a Bloomberg.
O enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, já tinha confirmado na passada terça-feira, 26, que se encontraria com oficiais ucranianos esta semana, mas não tinha especificado quem estaria na reunião.
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Pequena maioria dos alemães defende que Ucrânia deve ceder territórios ocupados
Um pouco mais de metade dos alemães acredita que a Ucrânia deveria estar disposta a ceder os territórios atualmente ocupados pela Rússia em troca de um acordo de paz, noticiou o jornal Die Welt esta terça-feira, citando uma sondagem do Instituto Forsa.
Segundo o inquérito, 52% dos inquiridos responderam afirmativamente quando questionados se Kiev deveria aceitar perder territórios ocupados caso isso facilitasse um acordo.
A posição é mais comum entre os eleitores do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), com 72% a favor. Já entre os apoiantes da coligação governamental, a aceitação é menor: 43% dos eleitores da CDU/CSU e 48% dos que habitualmente votam no SPD defendem essa solução.
A sondagem foi realizada entre 18 e 19 de agosto junto de 1.002 pessoas. O resultado surge num momento em que Moscovo exige que Kiev abandone não só os territórios ocupados, mas também áreas ainda sob controlo ucraniano, como condição para um eventual acordo de paz.
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Forte explosão interrompe oleoduto que abastece Moscovo, afirma fonte ucraniana à imprensa do país
Uma explosão ocorrida na terça-feira provocou um incêndio no oleoduto Riazan-Moscovo, considerado vital para o fornecimento de combustíveis à capital russa, revelou ao Kyiv Independent uma fonte dos serviços de informação militar da Ucrânia (HUR).
De acordo com a mesma fonte, o incidente levou à suspensão indefinida do transporte de derivados de petróleo para Moscovo. A origem da explosão não foi especificada.
Meios de comunicação locais relataram um incêndio de grandes dimensões perto da aldeia de Bozhatkovo, nos arredores de Riazan, a cerca de 180 quilómetros da capital russa. Serviços de emergência e equipas técnicas terão sido mobilizados para conter as chamas e reparar os danos.
A empresa estatal Transneft, responsável pelo oleoduto — utilizado desde 2018 para o transporte de gasolina automóvel, incluindo para fins militares — ainda não comentou o incidente, estando a avaliar a extensão dos estragos, segundo a fonte ucraniana.
A Ucrânia tem vindo a atingir com frequência infraestruturas energéticas russas, através de operações de sabotagem e ataques com drones, numa tentativa de reduzir as receitas de petróleo e gás de Moscovo.
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Chanceler alemão diz que "Rússia é e continuará a ser" a maior ameaça à Europa
O chanceler Friedrich Merz afirmou esta terça-feira que a Rússia “é e continuará a ser” a maior ameaça à segurança da Europa durante muitos anos.
As declarações surgem no mesmo dia em que o governo alemão aprovou um projeto de lei que prevê um serviço militar voluntário, mas que poderá evoluir para obrigatório caso as metas de recrutamento não sejam atingidas.
A proposta ainda terá de ser votada no Parlamento.
Berlim pretende aumentar o efetivo das Forças Armadas de 180 mil para 260 mil militares até ao início da próxima década, de modo a responder às novas exigências da NATO e reforçar a defesa nacional, num contexto de forte crescimento da despesa militar.
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Kiev diz que saída de Moscovo tratado contra a tortura é "admissão de culpa"
A decisão da Rússia de avançar para a saída da Convenção para a Prevenção da Tortura e Tratamentos Desumanos ou Degradantes representa “uma admissão de culpa” e uma tentativa de escapar à responsabilização por crimes de guerra, afirmou esta terça-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia.
Segundo o portal oficial do Governo russo, Moscovo notificou a intenção de se retirar do tratado, que tinha assinado em 1996.
As autoridades ucranianas acusam a Rússia de praticar crimes de guerra, incluindo tortura a civis e prisioneiros de guerra, desde o início da invasão em 2022. O Kremlin tem rejeitado todas as acusações.
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China rejeita participar em negociações de desarmamento nuclear com EUA e Rússia
A China rejeitou hoje a possibilidade de juntar-se aos Estados Unidos e à Rússia nas negociações de desarmamento nuclear, depois de o Presidente norte-americano ter revelado que tinha discutido o assunto com o homólogo russo.
“As capacidades nucleares da China não estão ao mesmo nível dos Estados Unidos. As políticas nucleares e o clima de segurança estratégico destes dois países também são fundamentalmente diferentes”, explicou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Guo Jiakun, citado pelo jornal chinês Global Times.
“Pedir à China que participe em negociações trilaterais com os Estados Unidos e a Rússia não é razoável e nem realista”, acrescentou o porta-voz chinês.
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Espanha. Cão de combatente espanhol que morreu na Ucrânia regressa às Astúrias. Corpo de Miguel Carmona ainda não foi trasladado
O pastor-belga que acompanhou um soldado espanhol na Ucrânia regressou à sua família após um longo processo de repatriamento. Corpo do soldado não voltou por estar em território detido pela Rússia.
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Zelensky diz que Rússia está a enviar "sinais negativos" relativamente às negociações de paz
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de enviar “sinais negativos” sobre os encontros e o desenvolvimento das conversações de paz. “Os ataques às nossas cidades e aldeias continuam, com novas vítimas todos os dias”, disse Zelensky.
O chefe de Estado ucraniano acrescentou que é urgente que se deem mais passos concretos na diplomacia e na pressão sobre a Rússia.
Após uma conversa com o Presidente da Finlândia, Alexander Stubb, Zelensky afirmou que as equipas estão a preparar “uma arquitetura de garantias de segurança fortes e multilaterais”, envolvendo Europa, EUA e outros parceiros.
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Ataques russos deixam mais de 100 mil sem eletricidade no nordeste da Ucrânia
Mais de 100.000 casas ficaram sem eletricidade no nordeste da Ucrânia devido aos ataques russos durante a noite, anunciou o Presidente Volodymyr Zelenskyy.
Segundo o chefe de Estado, o corte de energia afetou especialmente as regiões de Poltava, Sumy e Chernihiv, e os serviços de emergência estão a trabalhar para restaurar o fornecimento elétrico o mais rapidamente possível.
O Ministério da Energia ucraniano informou que, desde março de 2025, as infraestruturas energéticas do país já foram alvo de 2.900 ataques.
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Kremlin aplaude esforços dos EUA mas rejeita soldados da NATO na Ucrânia
O Kremlin considerou esta terça-feira que os esforços dos EUA para encontrar uma solução de paz na Ucrânia são “muito importantes” e podem contribuir para resolver o conflito. No entanto, o porta-voz Dmitrii Peskov disse que Moscovo vê de forma negativa as propostas europeias relativas a garantias de segurança para a Ucrânia.
Nenhum soldado de países da NATO deve ser enviado para o território ucraniano, repetiu Dmitrii Peskov.
Sobre a possibilidade de negociações de alto nível com Kiev, o porta-voz de Putin sublinhou que encontros desta natureza precisam de estar bem preparados [ao nível técnico] para serem eficazes.
Em reação a notícias sobre ataques russos durante a noite, que terão atingido a infraestrutura energética ucraniana, Peskov garantiu que Moscovo apenas ataca alvos militares ou ligados ao setor militar.
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Ucrânia passa a permitir, pela primeira vez desde a guerra, que homens entre 18 e 22 anos saiam do país
Governo ucraniano decidiu fazer uma alteração na proibição de saída de homens do país, instaurada desde que começou a invasão russa em 2022. Jovens entre 18 e 22 anos vão passar a poder sair.
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Ataques russos matam duas pessoas e fazem 28 feridos nas últimas 24 horas
Os ataques das forças russas contra a Ucrânia causaram pelo menos duas mortes e 28 feridos nas últimas 24 horas, segundo as autoridades regionais ucranianas.
Na região de Kharkiv, uma mulher de 68 anos ficou ferida durante um ataque à aldeia de Kozacha Lopan, revelou o governador local Oleh Syniehubov. Na cidade de Izium, duas mulheres, de 70 e 73 anos, também foram feridas.
Em Zaporizhzhia, duas pessoas ficaram feridas num ataque que atingiu a aldeia de Uspenivka: foram duas mulheres, com 25 e 52 anos, de acordo com o governador Ivan Fedorov.
Já na região de Donetsk, dois civis morreram nas localidades de Kostiantynivka e Bokove, além de 12 pessoas que ficaram feridas no mesmo local, também nas últimas 24 horas.
Em Kherson, ataques atingiram 36 localidades, incluindo o centro regional, causando 11 feridos.
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Número de soldados russos com HIV e hepatite está a aumentar
Os casos de HIV e hepatite entre soldados russos aumentaram drasticamente desde o início da invasão da Ucrânia, apesar de a lei isentar doentes crónicos do serviço militar. Mas, segundo uma análise do instituto Carnegie Politika, citada pelo Kyiv Independent, as autoridades militares russas não só estão a permitir esse alistamento como está a incentivá-lo.
Segundo os dados citados, o número de militares com HIV era 20 vezes superior em 2023 face a 2021. A propagação do vírus é justificada com as más condições nos hospitais de campanha, consumo de drogas e sexo sem proteção.
Para colmatar a falta de efetivos, Moscovo tem ainda recrutado presos com doenças infeciosas e residentes em territórios ocupados, muitas vezes sem possibilidade de recusa.
A jornalista exilada Olga Romanova denuncia uma mobilização “sem regras”, em que “se leva toda a gente, sem planos de tratamento”.