Mais simbiose. É a nossa vila, a nossa cidade, a região, o nosso espaço que está em sobressalto, inquieto com as alterações e danos que o desajuste da meteorologia nos traz. Precisamos plantar. Árvores e mentalidades.

Plantar com propósito, sim. Sensibilizar, dizer ao mundo que vamos continuar a plantar, dia após dia, para que o nosso grito seja ouvido pela preservação do ambiente e dos habitats naturais.

Em Paredes fazemos. Fazemos com as crianças e para as crianças, fazemos pelo ambiente e para o ambiente. Continuar a sensibilizar dia apos dia. Continuar a cuidar. Continuar… apenas a continuar…

As cidades portuguesas, tal como o resto do mundo, enfrentam desafios crescentes devido às alterações climáticas e à degradação ambiental. A necessidade de repensar o planeamento urbano e promover uma simbiose mais harmoniosa entre o ambiente e a vida urbana nunca foi tão urgente.

A ação de plantar, tanto árvores como mentalidades, emergem como um símbolo poderoso de esperança e de compromisso com a sustentabilidade. Em Paredes, por exemplo, a iniciativa de envolver as crianças no plantio demonstra a importância de educar as futuras gerações sobre a importância da preservação ambiental.

A realização de festivais sustentáveis, como o evento em Paredes, comprova que é possível conciliar entretenimento e respeito pelo ambiente. Através da implementação de práticas como a separação de resíduos, a proibição de copos descartáveis e a utilização de materiais reciclados, estes eventos demonstram que a mudança é possível.

Os jovens, como beneficiários da herança ambiental, têm um papel fundamental a desempenhar na construção de um futuro mais sustentável. As suas vozes, como o “grito pelo cuidado da casa comum” dos alunos, ecoam a urgência de proteger o planeta e promover a paz.

A simbiose entre o planeamento urbano, a vida nas cidades e o ambiente é a chave para um futuro sustentável. Ao adotarmos práticas inovadoras, como a criação de espaços verdes, a promoção da mobilidade sustentável, a estabilização das margens dos rios e a utilização de energias renováveis, podemos construir cidades mais resilientes e harmoniosas.

Festivais e sustentabilidade caminham muitas vezes em caminhos opostos, mas face às necessidades de proteção ambiental e de práticas sustentáveis, é imperativo tornar estes caminhos cada vez mais próximos.

Como apresentação de uma boa prática para uma Eco-Freguesia, um festival onde a preocupação ambiental foi um dos temas principais da iniciativa, provando que é possível fazer festivais e eventos, sem nunca deixar de parte contributos de sustentabilidade. Como exemplos de boas práticas implementadas no festival temos a registar a obrigatoriedade de separação dos resíduos decorrentes da preparação das refeições e bebidas, bem como os resíduos gerados durante o festival, proibição do uso de copos plásticos descartáveis, permitindo apenas copos reutilizáveis adquiridos pela organização, colocação no recinto de um ecocentro móvel, para dar auxílio às elevadas quantidades de resíduos e ao mesmo tempo servir a população de um equipamento onde houvesse a possibilidade de depositar outro tipo de resíduos.

Um de muitos exemplos.

Ouçamos os mais novos. Os beneficiários da nossa herança, o legado que lhes deixaremos.

Dizem os alunos, “queremos que este seja o nosso grito pelo cuidado da casa comum, o nosso Planeta, o nosso grito pela paz”.

Palavras. Ação.

Nunca esta simbiose foi tão necessária.