A exposição que está presente na Fundação Calouste Gulbenkian sobre o Brasil é uma verdadeira promoção da animosidade entre povos e que muito incita ao ódio e à guerra entre raças e populações.
É um verdadeiro revisionismo da história que se baseia em falsidades inventadas e em desculpabilizações de quem não consegue com seriedade levar o seu país – uma terra extraordinariamente favorecida em recursos naturais e humanos – a um desenvolvimento saudável que beneficie todos os seus cidadãos.
Ninguém tem dúvidas que o Brasil foi muito marcado pelo comércio de escravos e pela sua utilização na exploração económica e agrícola, e que isso não pode deixar de ter sido uma das maiores influências da história daquele país.
Também, ninguém hoje duvida de que a escravatura é uma realidade absolutamente censurável de destruição da pessoa humana e que nunca deveria ter acontecido.
Mas daí a tentar justificar que o Brasil de hoje, cheio de corrupção, dominado pelo crime e que tem os seus valores totalmente desvirtuados, deve todas essas desgraças a uma realidade de há séculos e que nada se pode fazer para transformar essa sociedade, é uma mentira que servirá apenas a teoria woke, em que tudo se pode dizer e inventar sem nada ter que fazer sentido.
Afirmar que o português que se fala no Brasil não advém da cultura portuguesa e sim de África é não só uma mentira como uma total falta de saber, uma vez que os escravos enviados para o Brasil – que nunca foram capturados por portugueses, mas sim comprados às tribos que dominavam Angola naquele tempo e que os capturavam nas suas tribos rivais – foram para o Brasil sem saber uma palavra de português.
Para além de que, qualquer palavra da língua portuguesa falada em Angola tinha toda a sua origem na cultura portuguesa.
Vivemos num tempo em que uma parte da sociedade, pouco dada ao trabalho que dá fazer as coisas certas, se dedica a encontrar culpados para as circunstâncias da vida que criam situações difíceis e mesmo de sobrevivência e que, porque a solução dessas situações é por vezes complicada e exige muito trabalho, confrontarmo-nos com os nossos próprios erros e assumir responsabilidades, opta por se refugiar na mentira e nas desculpas, fáceis, de culpabilização do outro, que lhe permite dormir com a consciência falsamente tranquila de ter feito algo em prol do Bem Comum.
Foi este o caminho que escolheram os defensores das teorias woke em que sempre que é necessário integrar quem é diferente, escolhem esconder a diferença e culpabilizar todos aqueles que, de uma forma muito mais verdadeira e leal, tentam integrar essas diferenças e conseguir uma verdadeira aceitação das mesmas.
E esta forma de actuar que parecia estar a tornar-se moda no Mundo, e que felizmente tem sido contestada e denunciada nos últimos tempos, foi aquela que levou a instituição Gulbenkian – que já foi uma verdadeira vanguardista tanto na cultura, como no conhecimento e na história – a trazer a Portugal uma exposição desta teoria ultrapassada, que apenas desculpabiliza quem nada quer fazer e que mente sobre a realidade, criando maior animosidade entre os povos e em nada servindo o Bem Comum e a união entre estes dois países que tanto podem ter em a partilhar e a comemorar.
Dizer mal é fácil e queixar-se alivia o indolente.
Apenas há uma forma de transformar o Brasil, aonde tantos são descendentes desses que detinham os escravos, e que evoluíram com os tempos para serem mais humanos, que é transformar os brasileiros que continuam a ter práticas pouco humanas de crime e muito pouco preocupadas com o Bem Comum como é a corrupção.
Dizer mal da história e de outros é fácil, mas não tem qualquer benefício e apenas promove a maldade e a mentira que não nos deixa ver a solução da verdade.
Não é uma atitude séria por parte de uma instituição que deveria ser promotora do Bem comum e que deveria ser verdadeira para Portugal.