A recente distinção atribuída pela revista britânica The Economist, que colocou Portugal em primeiro lugar como a economia com melhor desempenho em 2025 entre 36 dos países mais ricos da OCDE é uma notícia que nos deve encher de orgulho e reforçar a confiança na nossa democracia. É o reconhecimento internacional do esforço e resiliência dos portugueses, que todos os dias contribuem para este resultado.
Mas a pergunta que qualquer cidadão legitimamente coloca é simples: o que é que esta distinção traz de importante para a minha vida? Não sinto no bolso esta “melhor economia do ano”. Esta interrogação é compreensível e merece uma explicação clara, para que se perceba a ligação entre os indicadores económicos e o bem estar concreto das famílias.
A visão que os governos têm para o país, e a forma como executam o seu programa, tem impacto direto na economia e, consequentemente, na vida dos portugueses. Durante anos, os governos socialistas alimentaram uma economia assente no empobrecimento gradual, incentivando uma relação de dependência face ao Estado, que capturou muitos portugueses numa teia de subsídios e baixa mobilidade social.
O aumento do salário mínimo, que se saúda, não pode ser uma medida isolada e desligada do aumento do salário médio. Sem essa correção, a classe média — que sustenta a economia e o Estado social — continua a ser sacrificada, como aconteceu reiteradamente sob governações socialistas e arranjos parlamentares como a “geringonça”.
Quando um governo, como o atual, coloca o foco nas pessoas e nas empresas, o paradigma muda. Passa a haver um esforço real de incentivo ao investimento, à criação de emprego qualificado e à valorização do trabalho, em vez da mera distribuição de subsídios que não criam riqueza duradoura.
Alavancar a economia significa criar condições para que as empresas paguem melhor e, em simultâneo, para que o Estado baixe os impostos, devolvendo rendimento às famílias e reforçando o estímulo à atividade económica. É essa combinação que abre caminho a uma melhoria sustentada da qualidade de vida dos portugueses.
É neste contexto que ganha particular relevância a política de redução de impostos que o atual governo, liderado pelo primeiro ministro Luís Montenegro, tem vindo a implementar. As sucessivas descidas na carga fiscal sobre rendimentos do trabalho e sobre as empresas significam mais dinheiro disponível todos os meses, mais investimento e mais emprego, com efeitos imediatos e diretos no “bolso” dos portugueses.
Voltando à pergunta inicial — o que representa, então, esta distinção para cada um de nós? — representa a confirmação de que o caminho seguido começa a produzir resultados tangíveis na economia e que, a médio prazo, se refletirá de forma crescente no rendimento das famílias. Corrigir o desequilíbrio provocado por anos de governação socialista e agravado pela “geringonça” não se faz de um dia para o outro, mas os sinais de recuperação e liderança são já evidentes.
Esta distinção da The Economist caminha lado a lado com a estratégia de redução de impostos e de estímulo à competitividade. Perspetiva um futuro mais justo e coloca Portugal na rota de um desenvolvimento assente numa economia robusta, moderna e centrada nos portugueses, e não num Estado pesado e asfixiante.