Infelizmente o atual Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, foi acometido por um problema intestinal que se tornou viral nas redes e nos comentadores que vêm de todo o lado tentar ‘curar’ audiências.  O que não referem é a causa real disto: o stress das presidenciais e os efeitos gastrointestinais. Isto não é opinativo, é abordado por mim com base na ciência clara e exata.

Estamos a assistir a uma campanha de presidenciais com tanta ansiedade e intenso stress que, não é de estranhar por completo, que o Presidente atual tenha tido implicações intestinais ao ponto de ter de ser submetido a cirurgia. Os disparates que o Presidente vai tendo de ouvir à porta da sua eminente saída de Belém, estão decerto a ser fatores de risco no seu equilíbrio e bem-estar. E no nosso, do público. Acredito que muitos portugueses estejam a ser impactados pelo stress das presidenciais, mais especificamente dos discursos (ou lutas) dos candidatos a Presidente que estão em maratona para janeiro de 2026. Sobre a lista de candidatos — e dos circos — não me vou manifestar.

A investigação científica, em Psicologia, demonstra como especialmente estômago e intestinos são diretamente afetados por tais alterações da harmonia diária, ao que normalmente chamamos stress. Do stress vem a ansiedade, e vice-versa, também podem vir coisas piores. Uma delas é a manifestação física direta como o caso ocorrido ao Senhor Presidente da República. Muito mais comum do que se pensa e que os clínicos lidam com alguma dificuldade, porque pouco se investiga sobre a raiz do problema: psicológica. A idade também conta como variável extremamente responsável. E, claro, havendo já doença ou problema pré-existente (a hérnia do Presidente). Os estudos mais recentes, neste tópico, sugerem que os pacientes previnam (fujam do stress) antes de serem vítimas de problemas gastrointestinais, sobretudo as pessoas que já têm algum atrito desde jovens.

O outro problema frequentíssimo é o refluxo no esófago e não há muito tempo tivemos um caso de corridas (nas autárquicas) que também terminou no hospital e com episódios sequentes. Foi uma desventura de Ventura, mas aguentou-se bem. A saúde dos nossos presidentes e de candidatos à Presidência não anda muito segura, será que é preciso um acompanhamento psicológico? Eu diria que sim. Por dois motivos: pelo bem dos próprios em menção, mas também para moderar este stress ‘círquico’ que nos afeta a todos como portugueses. Entramos quase numa psicose coletiva e que é explicada também como evento sociogénico (ou seja: somos quase todos afetados pelos mesmos eventos na mesma altura e padecemos de efeitos muito parecidos; última situação foi observada na pandemia mas ninguém falou da ‘coisa’ sociogénica coletiva). Não é este tipo de vibração política que se quer nas nossas veias e no nosso comportamento. O país assiste a um volume de voz exorbitante nos debates e a uma agenda frenética de pedidos. Não se entende metade do que é dito e fica sempre só o negativo registado o que leva à agressão na sociedade, em geral (tal base explicada pela sociogenia).

Calma, antes ainda de 18 de janeiro talvez umas férias caribenhas ou algo mais caro…faça bem. É aí que começa a terapia dos nervos e acaba o estômago de guerra ou até mesmo o síndrome da guerra do golfo (estas expressões são mesmo científicas e remontam a políticos e a vítimas da 2ª Guerra Mundial de uma outra guerra, respetivamente). À parte a sátira, vamos ter mesmo mais calma porque o stress é doença mental, de facto. Tudo o resto é consequência psicossomática na maioria das vezes.