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1. Logo a seguir ao orçamento do Estado para 2018 questionei-me aqui se era possível uma conversa razoável com os professores. Hoje, questiono-me se é possível negociar de forma séria com os sindicatos de professores. Trata-se de uma questão importante pois as anunciadas greves, a efetivarem-se, penalizam sobretudo os alunos de minorias e mais carenciados, como sugerem quer estudos académicos, aqui citados por Aguiar-Conraria, quer pelo senso comum (menos possibilidade nestes casos de que a família compense as falhas da escola). Por outro lado, o direito à greve deve ser sopesado com o direito à educação, ambos constitucionalmente garantidos.

As questões relevantes são duas: os professores têm direito à reposição integral do tempo de trabalho enquanto houve congelamento das remunerações? Subsidiariamente outra: é justo que esta reposição seja feita? Só uma resposta clara a estas questões dá uma base para uma negociação séria. Para lhes responder comecemos pelos factos antes de passar aos argumentos.

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