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1 Ando há cerca de seis meses a escrever um livro sobre a qualidade e os perigos que se colocam à nossa democracia. Um deles é a judicialização da política outro a politização da justiça.

O caso da TAP é uma boa ilustração do primeiro perigo. Não me preocupa o desenlace da providência cautelar colocada pela Associação Comercial do Porto (ACP) junto do Supremo Tribunal Administrativo. Está suficientemente claro que se o governo invocar o interesse público  pode ultrapassar essa providência cautelar e fazer, como pretende após acordo com os privados, a injeção de capital, necessária para a sobrevivência da TAP a curto prazo, com tudo o que isso implica.

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