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Este episódio contém descrições de violência que podem impressionar algumas pessoas. É dia 2 de janeiro de 1993. Passam os minutos do meio-dia. O agente Carlos Ademar Fonseca está de piquia aos homicídios, mas ontem houve um acidente de carro. A filha mais nova partiu a perna. Está internada no Dona Estefânia, que fica a cinco minutos a pé da sede da PJ, e ele acabou de passar por lá para a visitar. O bipe do agente toca. Na altura ainda havia poucos telemóveis e o bipe era um pequeno aparelho que recebia um alerta de mensagem. Procura uma cabine telefónica no hospital e liga para a seção de homicídios. Dizem-lhe que o caso é urgente. Foi encontrado o corpo de uma mulher. A polícia percebe logo que a mulher morta é uma prostituta. A cena é caótica, mas há uma coisa que salta à vista: são demasiadas coincidências. O cenário é praticamente igual ao do crime que aconteceu na Póvoa de Santo Adrião. A mulher está seminua. O corpo tem um corte de 30 centímetros na barriga e uma parte dos intestinos foi levada pelo assassino. A investigação à morte de Valentina durava há cinco meses e, na realidade, estava parada por falta de indícios. Mas agora a PJ percebe que vai ter de ser mais rápida. Nesta noite ficou claro que existe um serial killer à solta em Lisboa e ele pode voltar a matar a qualquer momento. Mas desta vez o assassino foi descuidado. Deixou para trás a arma do crime. "A Caça ao Estripador de Lisboa" é uma série para ouvir em seis episódios que faz parte dos Podcast Plus do Observador. É narrada por mim, Inês Castelo Branco, com banda sonora original de Mário Lajinha. Episódio dois: anda um serial killer à solta.
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Quando o agente Carlos Ademar Fonseca chega à estação de Entrecampos, o local do crime já começou a ser analisado pela Brigada de Homicídios da PJ. O corpo foi encontrado num pré-fabricado debaixo do viaduto do comboio. É uma estrutura que em tempos pertenceu à Direção-Geral dos Transportes Terrestres, mas que foi abandonada depois de um incêndio. Agora é utilizada pelas prostitutas que trabalham na zona e pelos toxicodependentes que param na estação. O barracão está imundo e o corpo está ali, no chão, rodeado de lixo e entulho.
O quadro era muito pouco recomendável a pessoas mais sensíveis.
A vítima está de botas de cano alto. Tem os collants e a roupa interior para baixo e a minissaia de ganga puxada para a cintura. A blusa azul também foi levantada, mas o blusão preto, de napa, mantém-se vestido. Na zona da barriga tem um único corte profundo e comprido, um claro sinal de evolução. Significa que, ao contrário do que aconteceu no caso de Valentina, com a segunda vítima, o assassino não hesitou. Os agentes percebem logo qual é a arma do crime mais provável. Ao lado do corpo está o gargalo partido de uma garrafa de cerveja totalmente coberto de sangue. É dos poucos objetos que a polícia sabe que fazem parte do crime. De resto, a cena é praticamente impossível de analisar, explica o criminalista José Manuel Anes.
As cenas do crime estavam contaminadíssimas por porcarias. Aquilo era o caos total.
As pistas podem até não ser muitas, mas uma nova vítima traz sempre novas oportunidades de investigação. E isso numa altura em que na PJ até já havia quem achasse que Valentina podia nem sequer ter sido assassinada, vai ser essencial para relançar o caso.
Quando nos surge este segundo caso, logo no dia 2 de janeiro de 93, obviamente, inevitavelmente, colamo-lo de imediato ao primeiro caso. Anda aí alguém à solta a fazer estes estragos
Vítima número dois: Maria Fernanda Matos. Não tinha documentos quando foi encontrada, mas a PJ só precisou de oito horas para identificá-la. Ajudou o alerta do marido, que estranhou que a mulher, de 24 anos, não tivesse voltado à pensão onde viviam e tinha ouvido dizer que uma prostituta tinha sido assassinada. Um de janeiro de 1993, uma sexta-feira. Fernanda nem sequer devia estar a trabalhar. É o primeiro dia do ano e tinha acabado de ter um bebê. À hora combinada, sai do quarto 38 e encontra-se com Cacilda à porta da pensão. São 19h15 quando mandam parar um táxi. O destino é o de costume: Avenida Cinco de Outubro, junto à entrada norte da estação de Entrecampos, nas traseiras da feira popular. Geralmente dividem, mas hoje é Cacilda quem vai pagar a viagem. A amiga conta aos agentes que Fernanda estava sem dinheiro e só por isso é que saiu. O bebê nasceu há um mês e ela ainda está a recuperar da cesariana, mas o marido não arranja biscates há algum tempo e é preciso pagar o quarto na pensão. Quando chegam à Cinco de Outubro, o movimento está fraco. Daquele lado do passeio já estão outras duas mulheres, a Carla Pequenina e a Paula Maluca, que também vão ajudar a PJ a reconstituir a última noite da vítima. Estão as quatro na conversa há uma meia hora, quando um homem de 20 e tal anos se aproxima de Fernanda. Ela faz-lhe sinal a indicar o caminho até uma casa de madeira meio queimada, que fica mesmo ali ao lado, debaixo do viaduto do comboio. Ele segue atrás de Fernanda até entrarem no barracão. Passam 10 minutos. Quinze. Vinte. A porta abre-se. Fernanda regressa para perto das outras mulheres. A noite está tão fria que decidem acender uma fogueira, mas nem chegam a ter tempo de aquecer. Dois polícias de giro da PSP mandam-nas apagar o fogo. A seguir, aparece um homem mais velho, de fato e gravata. É o segundo cliente da noite para Fernanda. Mais uma vez, percorre o caminho até ao pré-fabricado. O homem vai atrás dela. Lá dentro há três divisões, ficam na primeira, a maior. Fernanda já não volta. Depois de o homem se ir embora, Fernanda faz sinal a um táxi. Entra e segue caminho, sem sequer se despedir das outras prostitutas, que também não estranham a pressa. Contam à PJ que sabiam bem para onde ela ia. Todas as noites era assim. Fernanda tem um vício, mas não é toxicodependente. Aliás, é contra quem se droga e contra quem bebe. O vício dela é outro: o bingo. Bingo do Sporting, Panda Bingo, bingo da Avenida de Roma, Fernanda vai a todos e não passa uma noite sem jogar. Quando apanha o táxi na estação de Entrecampos, pede ao motorista que a leve à Avenida de Roma. Assim que entra no salão, por volta das 11 da noite, vê uma amiga, também prostituta, mas que costuma parar noutra zona, nas traseiras do Instituto Superior Técnico. A amiga conta à PJ que Fernanda lhe acenou e depois seguiu decidida para a mesa mais próxima.
Bingo!
Senta-se sozinha, no meio de desconhecidos. Só para de jogar às 3 am e porque o bingo vai fechar. À saída, cruza-se com a amiga. Está de rastros. Perdeu tudo. Diz-lhe que vai voltar para a estação de Entrecampos para ver se ainda consegue arranjar pelo menos mais um cliente. Precisa de dinheiro para pagar o quarto. Quando regressa à Avenida Cinco de Outubro, Paula, Carla e Cacilda já não estão lá. Fernanda fica totalmente sozinha. Até que chega um novo cliente. Pela terceira vez, faz o percurso até ao barracão à frente do homem. Ficam novamente na divisão maior. Voltar ali foi a pior decisão que Fernanda podia ter tomado. Os agentes da PSP deguardam a cena do crime na Avenida Cinco de Outubro, chegam a ter de expulsar alguns repórteres que querem tirar fotografias. Mas, uma vez mais, o caso não faz manchetes. Dois dias depois da morte de Fernanda, o Correio da Manhã limita-se a trazer uma notícia de três parágrafos. "Barracão de prostituição escondia corpo de mulher". O artigo explica que a vítima, que se presume que seja prostituta, tinha um corte de 10 cm no abdômen, feito com uma navalha E é só. Além de errar sobre a arma do crime, não faz qualquer ligação ao caso da morte de Valentina, na Póvoa de Santo Adrião.
Na altura, obter informações na Polícia Judiciária era extremamente difícil, porque estava muito blindada. Era extremamente difícil aos jornalistas obterem informações. Por outro lado, isto era um caso que a Polícia Judiciária não tinha muito interesse em divulgar o aparecimento destas vítimas, exatamente para não causar alarme social.
Valdemar Pinheiro era jornalista no Correio da Manhã. Esta notícia não tem a assinatura dele. Em janeiro de 1993, o repórter especializado em crime ainda não está em cima do tema. Mas isso vai mudar em breve. Vai ser só uma questão de tempo até Valdemar Pinheiro estar 100% dedicado ao caso do Estripador de Lisboa. Dias depois de o corpo de Fernanda ser encontrado, Carlos Ademar Fonseca vai ao Instituto de Medicina Legal com o agente responsável pelo caso de Valentina. Dentro de alguns meses, os processos vão ser oficialmente apensados, mas os dois polícias estão a trabalhar em equipa desde o homicídio de Fernanda. E a médica legista Isabel Pinto Ribeiro diz-lhes que estão certos. O homicida das duas mulheres é o mesmo. Há pelo menos três evidências que apontam nesse sentido. Primeira: o modus operandi utilizado é igual. Segunda: ambas as vítimas são prostitutas frágeis e de baixa estatura. Terceira: aos dois cadáveres falta parte do intestino. Mas há uma grande diferença entre Valentina e Fernanda. Valentina era viciada em heroína. Fernanda, não. Isso é visível na forma física das duas mulheres. E não só. No momento em que foi morta, Fernanda não estava entorpecida por drogas. Tentou resistir, lutou com o assassino. E a causa da morte é a consequência disso. Fratura do crânio com contusão do encéfalo, associado a feridas cortoperfurantes torácicas e abdominais. Fernanda morreu por causa de agressões violentas na cabeça e do corte na barriga. Nesta altura, o Instituto de Medicina Legal já tem um departamento de psiquiatria. Tem um único membro, que é também o diretor, a quem os agentes vão recorrer.
Com os elementos que nós tínhamos para lhe fornecer, e ele que também já conhecia o primeiro caso, também foi ao encontro da nossa ideia, que de facto era a mesma pessoa, o mesmo autor, pela forma de atuar e pela forma como ele depois desenvolvia, praticava o crime e começava a esventrar os cadáveres.
Mas o psiquiatra não se limita a validar a tese do assassino único. Explica que da experiência internacional em crimes desta natureza, só parece haver um motivo para que psicopatas homicidas retirem partes dos cadáveres: fetichismo sexual. E apesar de, com tão poucos dados disponíveis, não se arriscar a traçar um perfil psicológico, avança com a primeira teoria sobre o homicida, recorda o antigo inspetor.
Poderia eventualmente ser um homossexual reprimido, que nem sempre as coisas lhe corressem mal em termos sexuais e, portanto, ajudava a explicar estes seis meses, por exemplo, de intervalo. E quando alguma coisa corre mal, uma performance menos positiva do ponto de vista dele e um comentário jocoso, por exemplo, pela parte dela, pode ser suficiente para despoletar a besta que nele habita. E podiam estar ali 30 pessoas atrás dele que ele não via ninguém, tão concentrado estava naquilo que estava a fazer.
O homicida pode ser um homem que não está confortável com a própria homossexualidade. De alguma forma, poderá estar a tentar contrariá-la e quando não consegue, vinga-se em mulheres com requintes de sadismo e crueldade. O psiquiatra ainda lhes dá outro elemento, mas isso não vai ajudar em nada as buscas. Se esta hipótese estiver correta, o mais certo é que o assassino seja muito difícil de identificar.
Poderia ser uma pessoa perfeitamente normal no seu dia a dia, nos seus contactos diários. Podíamos ser colegas de trabalho e não dar por nada, porque só perante uma situação destas é que ele se altera e se transforma em alguém que é capaz de fazer aqueles estragos
Valentina e Fernanda são ambas prostitutas. Uma na Póvoa de Santo Adrião, outra na zona de Entre Campos, em Lisboa. Também são as duas morenas, de cabelos castanhos pelos ombros e pequenas. Valentina mede 1,51 metro, Fernanda, 1,56 metro. Mas a verdade é que a maioria da população feminina portuguesa nesta altura partilha dos mesmos traços. De resto, não têm nada em comum. Uma é toxicodependente, a outra viciada em jogo. Uma mora com os pais, a outra com o marido e os dois filhos pequenos. Uma é dos arredores de Lisboa, outra vive mesmo no centro da cidade. Por isso mesmo, os investigadores desistem rapidamente de tentar encontrar uma relação entre as vítimas. O caminho para descobrir o assassino não pode ser esse, porque essa relação não existe. E porque uma das poucas certezas que a polícia tem nesta altura é que as vítimas foram Valentina e Fernanda, mas podiam ter sido quaisquer outras prostitutas.
Elas estavam no local que para elas era o local certo de trabalho, mas se calhar a hora errada e o dia errado. Porque não foi a primeira vez que estiveram lá sozinhas, aconteceu muitas vezes. Não há aqui um propósito, não há aqui uma escolha, não há aqui nada disso.
Estamos a meio de janeiro de 1993 e a investigação continua sem ver grandes avanços. A PJ ainda não tem um único suspeito. Só sabe que anda um assassino de prostitutas à solta. Por isso mesmo, os agentes vão pra rua pedir ajuda às prostitutas. 25 de janeiro de 1993. Vai ser uma longa noite. O objetivo é falar com o maior número possível de mulheres, avisá-las sobre o que aconteceu a Valentina e Fernanda e, acima de tudo, perceber se andam por aí clientes particularmente violentos ou com comportamentos perversos. Os três agentes seguem num carro descaracterizado. Primeiro percorrem Monsanto, depois param na Artilharia um e a seguir nas traseiras do Técnico. Vão conversando com as prostitutas que encontram à beira da estrada. Até que uma delas dá a primeira pista promissora. Suspeito número dois: o homem do Renault 5. Marta tem 18 anos, prostitui-se em Monsanto à tarde e à noite porque é mais seguro, junto ao Estádio do Restelo. Recua ao início da tarde do primeiro dia de novembro de 1992, três meses depois de Valentina ter aparecido morta na Póvoa de Santo Adrião. O homem está ao volante de um Renault 5 branco. Diz que lhe dá 10 contos se ela for até Cascais com ele. É uma oferta irrecusável. A meio do caminho, param num café. Ela pede um Smoll, ele uma bica. Depois voltam ao carro, viram para um caminho de terra batida e seguem até uma zona de mato com algumas construções em ruínas. Entram num prédio e sobem as escadas até ao segundo andar. Ao canto de uma das divisões, há um colchão. Para a sossegar, o homem diz-lhe que já esteve ali com a Lena, uma prostituta que ela conhece. Marta pede-lhe os 10 contos, mas ele responde que não vai pagar adiantado. É quando ela ameaça ir-se embora que ele se transforma. Marta é agredida e atirada violentamente para cima do colchão. Depois, é atacada com uma navalha e violada. A seguir, o homem desce as escadas e entra no carro. Marta fica sozinha, ferida e sem dinheiro, nem forma de voltar para Lisboa. Há de conseguir encontrar o caminho até à estrada e apanhar uma boleia, explica aos agentes. Depois, diz-lhes: sabe perfeitamente quem é o agressor. Marta não é a única prostituta ouvida naquela noite a falar de um cliente violento ao volante de um Renault 5. Angélica também é muito nova, tem 19 anos. Frequenta exatamente os mesmos sítios que Marta e diz que a noite em que pensou que ia morrer aconteceu há uns cinco ou seis meses, mais ou menos na altura em que Valentina foi atacada. O homem no Renault 5 está vestido com um fato de treino Adidas com uma camiseta branca por baixo. Tem o cabelo castanho, curto e com risca ao lado, olhos castanhos e aliança de casado. Diz que se zangou com a mulher e que lhe apetece dar umas voltas. Angélica entra no carro e mantém-se atenta ao caminho. Do Restelo, sobem em direção à Amadora, passam pela zona dos hipermercados e depois viram para Sintra. A seguir a um palácio cor-de-rosa, o homem entra num ermo, para e desliga os faróis Ameaça: "Agora ou fazes aquilo que eu quiser ou ficas aqui morta como as tuas colegas". O homem dá-lhe três opções. Pergunta-lhe se quer ser agredida com um pau, com uma faca ou com as mãos. Quando ela faz a escolha óbvia, bate-lhe violentamente. Angélica consegue fugir do carro. Está sozinha no meio do nada, no escuro, aterrorizada, mas consegue fixar a matrícula. Não tenta sequer encontrar o caminho de volta. Procura abrigo no meio do mato e espera que o sol nasça para finalmente regressar a casa. Como Marta, também ela está disposta a apresentar queixa e a prestar declarações para fazer o retrato robô do homem que quase a matou. Só há um detalhe que não bate certo. Angélica diz que o Renault 5 era bege e não branco. Os agentes têm a certeza de que uma delas se enganou na cor do carro. Será branco? Ou será bege? Há uma grande diferença entre os relatos destas duas mulheres e os crimes da Póvoa de Santo Adrião e de Entre Campos. Aqui, as vítimas sobreviveram para contar a história. Pode ou não ser o mesmo homem, mas para já, a Polícia Judiciária só tem uma coisa a fazer: investigar. Seis meses depois da primeira morte, há finalmente um suspeito, uma cara, um carro e uma matrícula. Carlos Ademar Fonseca lembra-se bem desse momento.
Quando nós começamos a falar com elas e nos dizem que há um fulano que leva as mulheres para Sintra, para a Serra de Sintra, nós temos que apanhar este fulano.
Começa a caça ao homem. Mas esta é uma corrida contra o tempo que a PJ vai voltar a perder. Nem Angélica nem Marta estão enganadas em relação à cor do Renault 5. Angélica foi agredida e violada num carro bege. E Marta sofreu uma tortura semelhante depois de ter sido conduzida a um prédio em ruínas num carro branco. Há dois agressores de mulheres à solta. Mas antes de a polícia conseguir perceber se algum deles é o Estripador de Lisboa, vai aparecer mais um corpo. E desta vez, os agentes não vão precisar de ajuda para identificar a mulher assassinada. Eles próprios a conhecem bem. Mas essa é uma história para o próximo episódio. No próximo episódio.
Infiltravam-me quando era coisas de droga, nas rusgas. Eu ia para lá com o meu físico, camisola de alças, e assim passava despercebido.
Nós à partida pensávamos que era só um, que era um Renault 5. Falava-se de um Renault 5.
Custa-me a crer que no mesmo espaço temporal, na mesma área, andassem dois assassinos à solta. Não sei, é possível. É possível que assim fosse, mas custa-me a crer.
"A Caça ao Estripador de Lisboa" é uma série para ouvir em seis episódios e faz parte dos Podcast Plus do Observador. É narrada por mim, Inês Castelo Branco, e tem banda sonora original de Mário Lajinha. O guião e as entrevistas são de Tânia Pereirinha. A sonoplastia é de Bernardo Almeida. O design gráfico é de Miguel Fraso Cabral. A edição é de João Santos Duarte e Tânia Pereirinha. A coordenação é de Miguel Pinheiro, Filomena Martins, Pedro Jorge Castro, Ricardo Conceição e Sara Antunes de Oliveira. Neste episódio ouvimos sons retirados do YouTube. Podcast Plus do Observador. É mais do que um podcast.
Os Podcast Plus do Observador têm o apoio da Kia.
