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Já a seguir, a Conversar é que Podemos Mudar a Educação. Um programa trazido pelo Santander.
O futuro promete transformações digitais. Promete um planeta que inspira sustentabilidade e um mundo totalmente conectado e promete a ferramenta mais poderosa de todas: um conhecimento sem fim. Hoje és uma promessa, amanhã és pró. O Santander apoia a tua formação para que alcances as tuas metas profissionais. Sabe mais em santander.pt. Santander, o que podemos fazer por ti hoje?
Bem-vindos mais uma vez ao Conversar é que Podemos Mudar a Educação, podcast com o apoio do Santander, que no contexto de pandemia criou o prêmio Santander Uni Covid-19 com o lema "Tira as tuas ideias de quarentena". Um prêmio do Banco Santander para fazer frente à situação de emergência provocada pela pandemia, de modo a realçar e também apoiar as iniciativas com impacto social que os jovens universitários e outros membros da comunidade acadêmica têm realizado neste contexto adverso. Hoje vamos estar à conversa com a professora doutora Clara Sarmento. Olá, Clara Sarmento, muito boa tarde.
Olá, muito boa tarde.
É a diretora do Centro de Estudos Interculturais do Politécnico do Porto. Vai nos falar aqui em nome da Street Art Against Covid-19. Falamos aqui de um projeto que vai fotografar, mapear e também disponibilizar numa plataforma online de acesso livre as manifestações de street art que surgiram no distrito do Porto durante os meses de pandemia e também lockdown, bem como as manifestações de street art alusivas à Covid-19 que estão a surgir neste período de desconfinamento. Clara, começo por perguntar o óbvio: como nasceu e qual é o objetivo desta ideia?
Olá, muito boa tarde. O óbvio é a continuidade do projeto Street Art Site, que já existe desde 2017 e no qual estávamos a fazer também um levantamento das manifestações de street art e grafite no Grande Porto e também em outras áreas do norte de Portugal, que depois naturalmente foi suspenso durante os meses de confinamento e lockdown. E quando regressamos ao ativo, apercebemo-nos que, contudo, tinham nascido novas intervenções por toda a cidade, até como uma manifestação de esperança e de vida, dizendo-nos que a cidade, de certa forma, não tinha parado durante aquelas semanas tão difíceis. Por isso, lembrámo-nos de dar uma continuidade muito específica a este projeto, que já existia, dando-lhe um impacto mais social, mais imediato, mais turístico, até, se quisermos, para cumprirmos os objetivos que já teve a oportunidade de sumariar, que é precisamente de fazer o levantamento daquilo que surgiu durante os meses de confinamento e lockdown, e também as manifestações posteriores, mas que de certa forma aludem à Covid-19. Portanto, temos aqui um projeto que ao fim ao cabo é uma spin-off de outro que já existe, que dá uma continuidade, mas desta vez com uma contextualização sociocultural muito mais clara e que esperamos nós também tenha um maior impacto na sociedade e na atração de visitantes e de turistas ao Porto e ao norte de Portugal, que tanto precisamos.
E como é que vai funcionar este projeto, que embora seja de continuidade, como dizia, tem algumas diferenças. Vão fotografar, mapear, disponibilizar, o acesso é livre, mas que mais está por detrás deste Street Art Against Covid-19?
Está todo um grande esforço metodológico de conseguirmos detetar quais são as novas intervenções que surgiram e depois tentar seguir os mapas e os territórios já existentes e as rotas já existentes, fazendo paralelas rotas precisamente acerca desta temática específica do Street Art Against Covid. Ao mesmo tempo, estaremos também a fazer todo um esforço de disseminação e de comunicação do que sair deste projeto, das rotas que estão a ser produzidas, nascidas deste novo projeto, para também conseguirmos articulá-las com algumas ações de rua, com pintura de rua, também ela associada ao site do nosso projeto, para conseguirmos dar uma maior visibilidade internacional e para também conseguirmos promover o trabalho dos nossos artistas que tanto necessitam neste momento. Portanto, temos a componente intelectual, a componente científica de investigação e de apoio à investigação e, ao mesmo tempo, também de impacto social e cultural para trazermos alguma mais-valia económica também à nossa comunidade.
Clara, este é um projeto que é integralmente desenvolvido pelos investigadores do Centro de Estudos Interculturais do Politécnico do Porto. Que outras parcerias, há alguma parceria com outras instituições ou com alguma outra universidade para desenvolver este projeto?
Neste momento, nós estamos a trabalhar autonomamente. Curiosamente, tínhamos tido logo no início do projeto, em 2017, precisamente o patrocínio e o apoio do Santander, com bolsas de integração na investigação para jovens estudantes do Politécnico, que estiveram também na origem deste trabalho, grande trabalho de recolha. Estivemos nas ruas a fotografar, a mapear, a criar as primeiras rotas, portanto, tivemos essa primeira e muito bem-vinda parceria. Tivemos sempre o apoio do Politécnico do Porto e do ISCAP, da Escola de Contabilidade e Administração, no qual o Centro de Estudos Interculturais está sediado. Entretanto, o projeto cresceu, teve o impacto que já é visível dentro da comunicação social e dentro da comunidade acadêmica. E estamos também a trabalhar, e por isso, nestes últimos meses, antes do lockdown e durante, estamos a trabalhar já com parcerias com as Câmaras Municipais de Vila Nova de Gaia e de Matosinhos, precisamente a construirmos rotas de street art e rotas também de turismo literário, cultural, patrimonial e religioso para essas entidades públicas, criando essas rotas dentro do espaço, naturalmente, desses conselhos. Portanto, é com estas parcerias, que muito acarinhamos, que estamos neste momento a trabalhar e agora com este muito bem-vindo apoio do Santander, através deste prêmio que nos contemplou.
Clara, pegar aqui no turismo, nas rotas de turismo street art de que falava agora. Embora este projeto tenha começado como uma investigação universitária, acha que pode dar origem a negócios viáveis na área do turismo? Que planos é que acha que pode revelar sobre a Street Against Covid para o futuro?
Para o futuro e sempre com as cautelas que estes planos nos trazem. Naturalmente que temos aqui um grande potencial turístico, até de criação de negócio, pois se temos as rotas preparadas, é natural que estejamos a incentivar bastante alguns dos nossos jovens alunos investigadores a criarem também os seus próprios negócios de turismo cultural, portanto, de visitas guiadas, até de microempresas ligadas ao turismo cultural, ao turismo específico nesta área com organização de tours. Aliás, não posso deixar de sublinhar uma outra parceria que está imanente ao projeto desde o início e que também é potencialmente geradora de mais-valias econômicas, de criação de emprego e, nomeadamente, na área do turismo, que é o fato de estarmos desde o início, desde 2017, e agora mais do que nunca, com estes projetos funcionando todos ao mesmo tempo, estamos a trabalhar desde o início com o Mestrado em Estudos Interculturais para Negócios do ESCAP do Politécnico do Porto. Este projeto está profundamente ligado aos alunos e aos docentes desse mestrado, pois todos eles são, não só alunos e docentes desse mestrado, mas também investigadores e agentes deste projeto. E este projeto vai também dar visibilidade aos projetos, esses acadêmicos, teóricos ainda, que os alunos desenvolvem no mestrado, relacionado com cultura e desenvolvimento, projetos de final de curso na área do turismo cultural e que depois têm aqui toda uma vertente prática de implementação na realidade. Portanto, esta ligação entre cultura e desenvolvimento e entre todo o patrimônio artístico que aqui temos e a potencialidade de empreendedorismo cultural, de criação de negócio que desenvolvemos neste mestrado, conjuga-se para conseguirmos explorar o potencial turístico, econômico e empreendedor que está por trás deste projeto, o Street Art Against Covid, e também o Street Art em geral.
Um projeto que é, de resto, um dos vencedores deste prêmio Santander. Como é que vai ser aplicado o prêmio, Clara?
Vamos fazer todo o levantamento nas ruas, o mapeamento, todo o trabalho informático requer algum sustento econômico e é fundamental este prêmio monetário que obtivemos, muito bem-vindo, porque há toda uma componente técnica, informática, de digitalização, que tem que ser levada a cabo e que é bastante onerosa. E depois também haverá os tais eventos de pintura ao vivo, no qual, se a nossa ideia é apoiar os artistas, também naturalmente, eles terão que ser remunerados e há toda uma série de trabalho organizativo a fazer em redor desses eventos. Portanto, é nessa dupla valência que o prêmio irá ser empregado.
E para concluir, Clara, para quem é que é a Street Art Against Covid? Quem é que beneficia? Falava agora de artistas, quem é que beneficia deste projeto? E também quantos são os voluntários que participam nele e até onde é que já chegaram?
Bem, eu diria que todos nós podemos beneficiar deste projeto. Não há nomes, não há números, é toda a comunidade, é toda a cidade do Porto, porque com a visibilidade que estamos a obter, e com o fato de todo este projeto estar ancorado numa plataforma de acesso livre e que o Google Analytics nos diz que tem visitas diárias de todo o país, de toda a Europa, diria até de todo o mundo, porque isso é verdade, nós temos visitantes diários de todo o mundo que acedem ao website do projeto. Em que isto se traduz? Em visibilidade, em encomendas que são feitas aos artistas que aqui estão digitalizados, que aqui estão representados, obtêm ainda maior visibilidade. Isto gera toda uma comunicação a nível global que tem impacto na sua agenda de trabalhos, mas também se formos a pensar a nível comunitário, tudo que seja trazer visitantes, trazer turismo de qualidade, interessado na nossa arte, na nossa cultura, a toda a região, que aqui estamos ancorados na região Porto, no Porto, no Grande Porto e na zona norte do país, tudo isso vai beneficiar a comunidade, nos vai beneficiar a todos diretamente. Também beneficia a comunidade acadêmica, que vê na universidade uma possibilidade de desenvolver os seus projetos de negócios na área do turismo cultural, da cultura e desenvolvimento, turismo de qualidade sustentável, projetos relacionados com a cultura e com a criatividade também. Dá-nos uma saída, dá-nos um rumo de trabalho e de empregabilidade aos nossos diplomados. E depois também, todos aqueles que são os artistas que atuam no nosso quotidiano, também colherão os frutos deste nosso trabalho, tal como todo o pequeno comércio, os artistas de rua e que florescem nas nossas cidades, nas nossas ruas, quando a crise estiver a recuperar, quando todas as consequências deste lockdown e destas semanas tão terríveis que tivemos, se começarem a esbater. E é para isso que estamos a tentar combater, para dar uma ideia, para dar uma imagem de normalidade, atrair novamente pessoas à rua em segurança.
Bem, precisamos dessa imagem.
Bem precisamos.
Muito obrigado, Clara Sarmento, por se ter juntado a nós. A conversar é que podemos mudar a educação. Estivemos à conversa com Clara Sarmento para saber um pouco melhor do que se trata o Street Art Against Covid-19, uma plataforma que pretende dar luz e também alguma visibilidade à arte de rua no Porto, na cidade do Porto, e algum projeto para o qual eu lhe desejo uma muito boa sorte e até à próxima, Clara.
Muito obrigada. Bom gosto.
A conversar é que podemos mudar a educação. Um programa trazido pelo Santander.
O futuro promete transformações digitais. Promete um planeta que inspira sustentabilidade e um mundo totalmente conectado e promete a ferramenta mais poderosa de todas: um conhecimento sem fim. Hoje é só uma promessa. Amanhã é spre. O Santander apoia a tua formação para que alcances as tuas metas profissionais. Saiba mais em santander.pt. Santander, o que podemos fazer por ti hoje?