O Ministério Público acusou o presidente da Câmara Municipal de Vizela de um crime de violência doméstica. No despacho de acusação, o diretor do Departamento de Investigação e Ação Penal de Braga — que chamou a si o processo depois de uma decisão anterior de arquivamento — descreve como Victor Hugo Salgado atingiu a mulher com “múltiplos socos na face, com particular incidência nas regiões labial e nasal”, como a “manietou pelo pescoço e braços, projetou-a com violência contra a parede e o chão e, colocando-se em cima dela, pressionou-a com o peso do seu corpo, provocando-lhe asfixia temporária por compressão das regiões cervical e torácica”.

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O processo tinha sido arquivado em maio do ano passado, por decisão da procuradora do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da 2.ª Secção de Guimarães. O arquivamento aconteceu um dia depois de a mulher do autarca ter desistido da queixa, sem que o suspeito tivesse sido interrogado ou constituído arguido, apesar de o processo incluir vários documentos oficiais com relatos das agressões e dos ferimentos que terão provocado.

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Mais tarde, e confrontada com questões do Observador sobre o arquivamento, a Procuradoria-Geral da República confirmou a reabertura do caso. “Confirma-se que foi determinada a reabertura do inquérito com vista à realização de diligências complementares”, referiu a PGR ao Observador já em julho de 2025.

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