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Guerra traduzida na Rádio Observador. Apresentamos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa, hoje com o jornalista Miguel Cordeiro. E começamos com a imprensa da Rússia. Em destaque: um ataque ucraniano em Kursk.
Treze feridos num ataque da Ucrânia, dois em estado grave. Informação divulgada pelo governador regional de Kursk, Alexander Khinstein. As Forças Armadas da Ucrânia lançaram um segundo ataque contra uma empresa agrícola em Veles Agro, no distrito de Komotovsky, região de Kursk, eleva assim o número de vítimas para 13, neste caso, feridos. Anteriormente, o representante desta região já tinha dito que, como resultado de um ataque das Forças Armadas da Ucrânia a esta região, uma pessoa tinha morrido e outras seis tinham ficado feridas. Entretanto, de acordo com o governador, no ataque de hoje, duas pessoas estão em estado grave e outras 11 sofreram ferimentos moderados.
E a Rússia lançou para o espaço satélites semelhantes ao Starlink.
Na última madrugada, a empresa aeroespacial russa Buró 1440 lançou os satélites de baixa órbita Rasvet. Foram lançados nas últimas horas. O lançamento, ao que tudo indica, terá sido bem-sucedido. O projeto vai fornecer o acesso à internet sem fios para utilizadores russos, principalmente nas regiões da Sibéria e do Ártico. O acesso é possível em todo o país, é o que é dito, ou pelo menos é esse o objetivo, que seja esse acesso permitido em toda a Rússia. A empresa informa que passaram exatamente 1000 dias desde as primeiras experiências até o início da implementação prática deste projeto. Até o momento, 16 satélites foram lançados. Para a operação plena, o sistema precisa de aproximadamente 300 satélites, no mínimo têm de ser 250. O início das operações comerciais está previsto para 2027.
E Miguel, vamos agora falar para um artigo da agência TASS que tem como título: "A Ucrânia estará a recrutar seropositivos".
Sim, o título é mesmo esse. Na entrada do artigo podemos ler: "As forças de segurança russas acrescentaram que os próprios ucranianos acreditam que o comando do regimento está a recrutar carne para canhão". Este artigo diz que está a acontecer no Regimento de Assalto Independente 425, nas Forças Armadas da Ucrânia. É dito que o comando deste regimento reconheceu militares infectados com HIV como aptos para o serviço militar. O jornal TASS cita outras agências russas e escreve que soldados com sida são até mesmo proibidos de receber atendimento médico na linha da frente. A agência TASS cita também um deputado ucraniano que no mês passado disse que os centros de recrutamento na Ucrânia funcionam apenas para inglês ver e enchem as Forças Armadas com pessoas com deficiência, pessoas infectadas e pessoas com tuberculose. À agência TASS importa detalhar isto. É uma agência de notícias controlada pelo Estado russo e para este artigo cita apenas outras agências russas também controladas pelo Estado russo.
E seguimos agora para a imprensa independente russa e para o artigo do portal Meduza, que tenta explicar como são as aulas de História na Rússia.
No título podemos ler: "Como as aulas de História nas escolas russas estão a reformular a narrativa sobre Stalin, Gorbatchev e a guerra na Ucrânia". Na entrada do texto lemos: "Desde 2023, o ensino de História nas escolas secundárias russas baseia-se num único manual padronizado. O autor principal é Vladimir Medinsky, conselheiro de Putin. Os criadores deste livro não escondem que o principal objetivo é fomentar o patriotismo. A partir de setembro de 2026, todas as escolas vão passar a utilizar a mesma série de manuais escolares a partir do quinto ano". A entrevista a um jornal russo, o jornal Kommersant, Vladislav Kononov, secretário-executivo do projeto e funcionário da administração presidencial, explica o raciocínio por trás desta iniciativa, deste manual único, e o portal Meduza explica algumas destas declarações. O Meduza procura detalhar como é que funciona este plano para as aulas de História na Rússia. É explicado que um livro didático único e padronizado fornece a base para uma identidade cívica partilhada e que não pode existir uma história alternativa. Os alunos podem refletir e fazer perguntas, mas se alguém começar a desprezar o passado da Rússia, não tem futuro como cidadão. Isto é o que entendem os autores deste manual único. Sobre a possível existência de erros no manual didático, é dito pelo Kremlin que o livro passou por uma extensa revisão, portanto, não se admitem esses erros. Apontam para essas revisões. Três institutos da Academia Russa de Ciências examinaram o livro. O Ministério da Educação realizou avaliações, algo que está a acontecer agora, também uma fase de testes a nível nacional em várias escolas. O artigo explica que o livro refere que várias figuras da história russa tiveram um específico papel ao longo da história e que esse papel não pode ser questionado. O Meduza resume também o que os alunos têm de saber para passar na disciplina. Devem conhecer os heróis na operação militar especial, aprender os nomes das principais figuras referidas no manual, conhecer os feitos que tiveram durante a história e só assim é possível passar no exame nacional.
E para fechar, Miguel, a história de um Punch russo.
Sim, todos nos lembramos ainda do Punch, esse macaco bebê no Jardim Zoológico de Ichikawa, no Japão, que ficou conhecido por ser um pequeno macaco que tinha sido abandonado pela mãe e que tinha passado a andar sempre acompanhado por um peluche. Ora, a agência TASS, na Rússia, diz que em São Petersburgo, tal como Punch, há um macaco ainda sem nome que foi abandonado pela mãe. Os funcionários do jardim zoológico estão a alimentar este macaco bebê. É explicado que criar e socializar um macaco é uma tarefa que este jardim zoológico em específico nunca tinha feito antes, mas a verdade é que estes casos de abandono acontecem com alguma regularidade em algumas espécies de macacos. A Rússia tem agora um caso destes em São Petersburgo e diz que é o Punch russo.
E são os destaques da imprensa russa.