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Mais um episódio da Guerra Traduzida, agora com destaques da imprensa ucraniana, ainda com o João Gama. Agora sobre a guerra da Ucrânia, o que dizem os jornais ucranianos. João, destacam o ataque ao maior porto petrolífero da Rússia, que foi atingido por drones.
Os embarques de petróleo estão atualmente suspensos, é o que adiantam fontes ao Pravda da Ucrânia. Um ataque contra o posto de Primorsk, no mar Baltico, terá sido bem-sucedido. Um dos navios que estava atracado incendiou, os carregamentos foram, por isso, suspensos. Estas fontes militares ucranianas estimam que a Rússia vá perder, por dia, praticamente 40 milhões de euros ao suspender as exportações deste porto. A fonte do Pravda da Ucrânia, nesta história que faz manchete no jornal, acrescenta que o porto de Primorsk, na região de Leningrado, é um centro fundamental para o carregamento do que diz ser a frota fantasma, com a qual a Rússia contorna sanções internacionais e vende petróleo em mercados estrangeiros. Por ano, gera cerca de 15 mil milhões de euros para Moscovo. É uma notícia que está em destaque no Pravda, mas não só, também, por exemplo, no Kyiv Independent.
E no Kyiv Independent, João, a procura de países europeus por sistemas antidrones da Ucrânia também está em destaque.
Diz que aumentou, e por muito. As autoridades de Kiev e fabricantes adiantam que os países europeus estão a lutar por este tipo de sistemas, que é fabricado na Ucrânia. Isto, claro, depois da violação do espaço aéreo da Polónia por drones russos há dois dias. Um diplomata europeu conta a este jornal, sob a condição de anonimato, que já estava a ser discutida a aquisição deste tipo de equipamento, mas agora a Europa está ainda mais interessada e acrescenta, este diplomata, que é preciso estar preparado pra guerra e, por isso, é hora de aprender com a Ucrânia. Poucas horas depois do ataque à Polónia, de drones terem caído em solo polaco, a imprensa ucraniana de consultoria de defesa, a Trade Partners, viu um aumento nas consultas da Europa sobre este tipo de drones que interceptam outros drones e também sobre o sistema de guerra eletrónica. A empresa afirma que pedidos não vieram apenas da Polónia, mas também de empresas alemãs, dinamarquesas e dos países bálticos que entraram em contato com esta empresa ucraniana. Acrescenta que a maior procura é mesmo por drones de interceção e que a Ucrânia começou, precisamente drones, que a Ucrânia começou a produzir há cerca de três meses.
E continuamos a falar de armamento ucraniano. Kiev está a produzir um drone terrestre que pesa quatro toneladas e que tem um nome próprio.
O Pravda da Ucrânia chama-lhe o Búfalo. Descreve que o papel dos sistemas robóticos terrestres na Ucrânia está a crescer de forma gradual. A Ucrânia tem utilizado robôs para remover minas, entregar munições, retirar feridos e realizar também alguns trabalhos mais técnicos, como de engenharia na frente de batalha. É um novo tipo de arma que vai ser apresentado em breve, mas é tudo muito secreto. Não se conhece, por exemplo, a empresa que está a produzir este novo drone por razões de segurança, escreve o Pravda, mas surgem as primeiras informações e também imagens neste artigo. O Búfalo tem, por exemplo, sistemas de inteligência artificial, vai poder navegar de forma remota.
É esperar para ver. Entretanto, João, o portal TSN destaca um alerta do FMI e diz que a Ucrânia pode não ter dinheiro suficiente.
Uma notícia da Bloomberg citada, como dizes, pelo TSN. O FMI acredita que as necessidades de financiamento da Ucrânia para os anos de 2026 e 2027, os próximos dois anos, podem ser muito superiores ao que está a ser reportado por Kiev. É o que contam fontes do Fundo Monetário Internacional à Bloomberg, que para resolver estas divergências destes valores, é algo considerado pelo FMI extremamente importante para poder considerar um novo pedido de empréstimo por parte das autoridades ucranianas. Se as estimativas do FMI se confirmarem, a Ucrânia poderá precisar de vários milhares de milhões de dólares em apoio financeiro adicional por ano para se defender da agressão russa. Kiev estima precisar, por exemplo, de 37 mil milhões de dólares nos próximos dois anos. O FMI acredita que o valor total pode ser 10 ou 20 mil milhões de dólares a mais ao que é estimado por Kiev.
Muitas contas no final desta edição da Guerra Traduzida. Voltamos na próxima semana com mais destaques da imprensa russa e ucraniana.