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Guerra traduzida na Rádio Observador. Vamos falar dos destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Eu sou Miguel Cordeiro, comigo está a jornalista Diana Rosa. Hoje começamos pela imprensa da Ucrânia e com destaque para um drone russo que sobrevoou esta noite o espaço aéreo da NATO e que explodiu na Roménia.
É uma notícia em destaque no Kyiv Post. O governo de Bucareste ainda não conseguiu confirmar o incidente. De acordo com a imprensa ucraniana, o avião kamikaze fabricado no Irão terá atingido a vila de Plaura, na costa do rio Danúbio. Há inclusivamente vídeos partilhados nas redes sociais que mostram um clarão cor-de-laranja a iluminar o horizonte e uma explosão no lado romeno do rio. No pós-explosão, as imagens captadas mostram fumo e chamas.
Passamos para declarações do comandante-chefe das Forças Armadas Ucranianas, que estão também em destaque na imprensa. Diz que a Rússia é superior à Ucrânia, mas que perde o triplo dos soldados.
É um artigo do Kyiv Independent que diz que Moscovo tem actualmente cerca de 520 mil soldados na Ucrânia e está a planear aumentar esse número para mais 90 mil até ao final do ano. Oleksandr Syrskyi reconhece que quando se trata de equipamento, há de facto uma proporção de um para dois ou um para três a favor da Rússia. O número de tanques russos, por exemplo, cresceu de 1700 em 2022 para 3500, é o dobro praticamente, enquanto o número de sistemas de artilharia triplicou e os veículos blindados de transporte de pessoal passaram de 4500 para 8900. No entanto, para o comandante, o sucesso russo é apenas tático e tem custos elevados, acrescentando que a Rússia sofre três vezes mais baixas do que as forças de Kiev e até mais em algumas áreas. Ainda assim, Syrskyi recusou-se a fornecer números específicos, sendo que o número mais recente divulgado sobre soldados ucranianos mortos durante a guerra foi de 31 mil até fevereiro, diz a imprensa ucraniana. Já o exército russo terá perdido, de acordo com as contas de Kiev, mais de 570 mil soldados. São contas que, no entanto, não são confirmadas por nenhuma fonte independente.
A Coreia do Norte enviou mais de cinco milhões de munições para a Rússia, uma garantia que é deixada pelo Ministério da Defesa da Coreia do Sul.
Que acrescenta que foram também enviados dezenas de mísseis balísticos de curto alcance para serem usados na guerra contra a Ucrânia. O governo sul-coreano deixa a porta aberta para também ajudar, mas ajudar a Ucrânia. Só que a decisão de fornecer armas a Kiev vai depender do nível e dos detalhes da cooperação militar entre a Rússia e a Coreia do Norte. Este fornecimento de ajuda que sai de Pyongyang acontece depois de Putin e Kim Jong-un terem assinado um acordo de parceria estratégica, económica e militar para fornecer uma frente unida contra os Estados Unidos. No entanto, não é a primeira vez que a Rússia atingiu a Ucrânia com mísseis balísticos norte-coreanos. É algo que já aconteceu, por exemplo, em dezembro do ano passado e em janeiro deste ano. No New Voice of Ukraine pode ler-se que a Coreia do Norte está a usar a Ucrânia como um campo de teste para experimentar mísseis balísticos capazes de transportar ogivas nucleares. É pelo menos isso que afirma o representante da Coreia do Sul nas Nações Unidas.
Destaques da imprensa ucraniana.