Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal da meia-noite, na Rádio Observador, uma edição da Laura Figueiredo. Começamos, Laura, com o primeiro-ministro, que esteve hoje reunido com os líderes da oposição para arranjar soluções para a habitação. O PS saiu da reunião sem qualquer acordo. O Chega pede a intervenção do Presidente da República.

Depois de António José Seguro ter mostrado satisfação com a iniciativa do primeiro-ministro de convidar os líderes dos dois maiores partidos da oposição, a ronda de conversas não terminou da melhor maneira. O Chega vai manter o diálogo com o governo, mas o PS, apesar de um longo encontro no Palacete de São Bento, saiu sem quaisquer expectativas. Miguel Viterbo Dias.

Depois de quase duas horas de reunião, José Luís Carneiro foi rápido a dizer que não há nenhum acordo com o governo.

Houve uma intransigência naquilo que era mais essencial e aquilo que é mais essencial é, efetivamente, construir uma nova solução que dê dinamismo ao mercado de rendimento, que proteja os mais jovens que nos ouvem por este país, proteger as pessoas mais idosas dos despejos.

O secretário-geral do PS critica a intransigência de Montenegro, no que toca à lei das rendas, e adianta que não há mais conversas previstas.

Não ficou marcada qualquer outra reunião e também se decidiu não haver razão para a constituição de uma equipa de trabalho.

Ainda em cima da mesa ficam algumas medidas fiscais que vão ser discutidas na especialidade do Orçamento do Estado. Com o encontro bem mais rápido, André Ventura insiste num acordo a três e volta a pedir a intervenção de António José Seguro.

Talvez o presidente da República, que também é socialista, deva ter aqui alguma intervenção. Eu não tenho esse contacto.

O líder do Chega que mantém a pressão sobre o PS para não ficar sozinho na fotografia com o governo.

Parece-me francamente inaceitável que um dos grandes responsáveis da crise de habitação em Portugal, chegado o momento de a resolver, diga que não tem nada a ver com isso e espera que o Chega resolva, entre aspas, "o problema". Parece-me sinceramente muito estranho e muito hipócrita.

O Chega vai manter reuniões com o Ministério das Finanças para avaliar o impacto das 50 medidas que propõe e a fechar o dia para o anúncio do CDS e Hugo Soares do PSD, garantem que a abertura para negociar existe.

Ora, se não somos nós que estamos a dizer que não há negociação, não somos nós, julgo eu, que estamos a ser intransigentes.

Os três maiores partidos, depois de um dia que devia ser de procura de consensos e que terminou sem quaisquer acordos.

Miguel Viterbo Dias com os destaques das três reuniões ao final da tarde na residência oficial do primeiro-ministro em São Bento. Esta sexta-feira o governo reúne com os restantes partidos, já sem Luís Montenegro, na Assembleia da República.

E o Movimento pela Habitação de Lisboa, Laura, rejeita a proposta apresentada pela Câmara Municipal para tentar conciliar o protesto pela habitação com o mercado natal.

Em comunicado, o movimento acusa a autarquia de procurar construir a narrativa de que tentou dialogar com os manifestantes e sublinha que a decisão judicial do Tribunal Administrativo de Lisboa não determina a saída da acampada da Praça do Rossio. A Câmara Municipal propôs hoje aos manifestantes a permanência de uma tenda simbólica no Rossio durante o mercado natal, assim como a deslocação do protesto para três locais alternativos. Ora o movimento Acampada Lisboa defende que é o mercado natal que deve ser deslocado para outro sítio e afirma que não vai confundir diálogo com imposição, nem tolerância com liberdade.

E no Porto, também o Movimento pela Habitação manifesta a mesma intenção, a intenção de permanecer na Praça Dom João I.

Em mais uma assembleia popular, o movimento recusou abandonar a luta por uma habitação digna para dar lugar a quaisquer eventos natalícios e mantém a intenção de continuar a protestar, mesmo em condições atmosféricas adversas.

Seguimos com as declarações do ministro da Agricultura, que afirma que o ministério que tutela vai ter o maior orçamento de sempre no próximo ano.

José Manuel Fernandes foi ouvido esta quinta-feira no Parlamento, na audição de apreciação do Orçamento do Estado para 2027. De acordo com o ministro, o orçamento de 2026 para a pasta da Agricultura esteve perto dos 1500 milhões, sem contar com o PRR. Para o próximo ano, José Manuel Fernandes aponta para um aumento de 10%.

Que em 2027 teremos o maior orçamento de sempre. Isto tem uma razão, é que nós estamos numa velocidade cruzeiro. Para terem uma noção, quando chegamos aqui, pagámos PDR 2020, 668 milhões de euros e havia zero projetos de PEPAC aprovados. Neste momento, temos mais de 8513 candidaturas só de investimentos. O PEPAC está acima dos 43% de execução, pagamentos, e perto dos 90% em termos de compromissos.

O ministro da Agricultura afirma ainda que o apoio dado aos agricultores representa um subsídio direto a cada português. Como tal, o governo decidiu aumentar o rendimento dos agricultores.

Para além dos 21% que aumentamos no rendimento do agricultor, na quinta reprogramação teremos um aumento do rendimento do agricultor em cerca de 8% pra 2027. Por quê? Porque o regulamento assim o permite e serão mais 162 milhões de euros.

José Manuel Fernandes, que avançou ainda que está em estudo a possibilidade de disponibilizar terrenos do Estado a jovens agricultores.

E o ministro dos Negócios Estrangeiros, Laura, considera que a União Europeia tem de ter um papel na reconstrução da Ucrânia depois de terminada a guerra.

Paulo Rangel esteve hoje reunido com a chefe da diplomacia europeia em Lisboa. Em cima da mesa, neste encontro, esteve precisamente a guerra na Ucrânia. Vindo diretamente da Conferência Ibero-Americana em Madrid, o ministro diz que a paz tem de ser obrigatoriamente discutida também com a União Europeia.

Por um lado, a Ucrânia tem que ser parte das negociações, e isso é um ponto que é absolutamente fundamental. É a Ucrânia que tem a capacidade para, obviamente, olhar para essa agenda de negociações e soberanamente decidir, mas em todas aquelas questões em que a Europa esteja envolvida, a União Europeia tem que ter um papel, os países europeus têm que ter um papel. E, portanto, nada disso pode ser decidido sem que a Europa esteja presente.

Ministro dos Negócios Estrangeiros, no Palácio das Necessidades, em Lisboa, depois da reunião com o chefe da diplomacia da União Europeia. Kaja Kallas, que considera que a Rússia não está interessada na paz e defende a necessidade da Europa se manter unida na defesa da Ucrânia.

A Rússia não está interessada na paz e por isso é que interessa estarmos unidos. Conosco divididos, a Rússia fica à espera de nos despedaçar. Eu digo que eles não estão interessados na paz, porque hoje é terça-feira e a Rússia já matou 45 civis esta semana. Se mostrarmos que estamos de alguma forma divididos e, como a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni disse, falarmos com vozes diferentes, então isso joga a favor da Rússia.

A alta representante da União Europeia, Kaja Kallas, que defende ainda a necessidade de os estados membros da União Europeia se manterem unidos e de não falarem em diferentes vozes.

E seguimos com as declarações de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos diz que vai anunciar um grande acordo, Laura, para a Ucrânia, que pode incluir a Europa.

O presidente norte-americano afirma que todos os envolvidos vão ficar entusiasmados com este acordo.

Vai haver um acordo, vai ser um grande acordo e vai envolver mais do que a Ucrânia. Eu poderia até dizer que isto pode envolver toda a Europa. Vai ser um grande e belo acordo. Vão ficar todos entusiasmados.

Declarações de Donald Trump aos jornalistas na Casa Branca. O envolvimento da Europa num acordo de paz para a Ucrânia tem sido defendido tanto por Kiev como pelos parceiros europeus. Já no que diz respeito à guerra no Irão, o presidente norte-americano afirma que a reconstrução do país vai demorar 25 anos e que não pretende destruir o resto. No entanto, Donald Trump não descarta fazê-lo. Sublinha que os Estados Unidos estão totalmente preparados para intervir no Irão se for necessário.

E na Liga Europa, o Benfica venceu o Lech Poznan por três bolas a uma. Marco Silva fala, Laura, numa vitória justa e de uma equipa que soube controlar o jogo.

A jogar em casa, os encarnados venceram a equipa polaca num jogo a contar para a fase de liga da Liga Europa e mantêm-se assim no grupo de líderes da competição no topo da tabela classificativa. No final da partida, o treinador do Benfica, Marco Silva, elogiou a primeira parte feita pela equipa da casa, destaca o ciclo de vitórias na competição, ainda não interrompidas.

Em primeiro lugar, uma vitória totalmente justa. Fomos claramente a melhor equipa, mais três pontos. Quatro jogos, quatro vitórias, jogando competições europeias. Primeira parte teve momentos bons da nossa equipa novamente, a forma como controlámos o jogo, como conseguimos jogar em meio campo ofensivo. E depois em alguns momentos o controle é tão grande que perdemos em alguns momentos, principalmente após ganharmos bola, a definição entre pensar que podemos atacar rápido o adversário ou ao momento ficarmos mais com bola e tornarmos a montar a nossa equipa em meio campo ofensivo. Falta-nos um pouco definir melhor estes momentos, mas a primeira parte muito mais controlada nesse aspeto.

Reação de Marco Silva à vitória frente ao Lech Poznan. Os encarnados vão defrontar o Viktoria Plzeň no próximo jogo pra Liga Europa, no dia 26 deste mês.

Noite de Liga Europa também marcada pela vitória histórica do Toriense, a segunda do clube na competição, frente à equipa do Ararat, por três bolas a duas. Falamos ainda de desporto, mais concretamente, Laura, da saída de Cristiano Ronaldo da seleção nacional. Paulo Bento diz que o capitão já não tinha condições para regressar.

Em entrevista à RTP Notícias, o antigo selecionador nacional diz que o comunicado feito por Cristiano Ronaldo depois do jogo de Portugal contra a Noruega para a Liga das Nações, foi decisivo.

Ele se ausentar do estágio após o jogo da Noruega, eu creio que não havia volta atrás. Creio que após tanta coisa ser dita naquele comunicado e a gravidade de algumas coisas que foram ditas e que foram expressadas, obviamente, eu creio, que era quase impossível e que não estavam reunidas condições para se poder voltar a ter Ronaldo na seleção nacional.

Declarações do antigo selecionador nacional, que afirmou também que não foi a melhor forma de sair da seleção portuguesa para aquele que considera ser o melhor jogador de todos os tempos.

Dez minutos pra lá da meia-noite. Tempo ainda de atualizar outras notícias nesta edição, Laura.

Os simpatizantes do PS e do PSD aprovam a ideia de um governo de bloco central. É o que afirma a sondagem do ISCTE, feita para o Expresso e para a SIC, de acordo com a qual 61% dos eleitores do PS e 53% dos eleitores do PSD classificam como bom ou muito bom um bloco central com os dois partidos. A mesma sondagem aponta que 38% dos inquiridos defende que o Executivo deve procurar entendimentos com o PS e com o Chega caso a caso. Já 31% manifesta preferência por entendimentos entre a AD e o PS e 20% apoia o diálogo entre Chega e o Governo. Relativamente ao Orçamento do Estado, mais de metade afirma não ter informação suficiente para uma opinião sobre o assunto. Trinta e sete por cento dá nota negativa ao documento aprovado na generalidade. Na atualidade internacional, em França, a Confederação Geral do Trabalho contabiliza mais de 1,5 milhão de pessoas nos protestos contra o aumento do custo de vida, mas o governo dá conta de um número inferior. O Ministério do Interior fala em 575 mil pessoas em dia de greve geral, com reivindicações de melhores salários e serviços públicos. De acordo com a estimativa preliminar do ministério, nesta quinta-feira, teve lugar a maior manifestação desde o início da onda de protestos. Segundo as autoridades, registraram-se confrontos em várias cidades. Foram ainda bloqueadas ou encerradas pelo menos mil escolas secundárias e universidades. Em comunicado, o primeiro-ministro francês anunciou já uma conferência social com organizações de trabalhadores e empregadores para dar resposta às questões do poder de compra e dos salários. Está marcada para segunda-feira.

Ponto final nesta edição da meia-noite com a jornalista Laura Figueiredo. Fica também por aqui esta noite informativa. Laura, desejo-te um bom descanso.

Até amanhã, Vicente.

As notícias estão de regresso à 00h30, já com edição do jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. É com ele a madrugada informativa por aqui na Rádio Observador.