O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que declara a Sala Oval e a Sala do Gabinete da Casa Branca monumentos nacionais, com o objetivo de impedir que futuras administrações alterem ou destruam as remodelações que fez durante os seus mandatos. No entanto, isto não impede os futuros presidentes de fazerem alterações ou mudanças na decoração.

“Estamos a transformá-las em monumentos nacionais, e ninguém terá permissão para mexer nelas”, disse Trump aos jornalistas na Sala Oval.

De acordo com o The Washington Post, o documento foi assinado esta quinta-feira, na Casa Branca, e determina que o monumento seja gerido pelo Departamento do Interior, através do Serviço Nacional de Parques, com o objetivo de preservar as características arquitetónicas e históricas das divisões. Desde que regressou à Casa Branca, Trump supervisionou várias remodelações, incluindo a Sala Oval, onde preencheu as paredes com retratos, uma cópia da Declaração de Independência e inúmeros detalhes em ouro.

Trump explicou que a decisão pretende garantir que as divisões da Ala Oeste são preservadas tal como estão, sem que futuros líderes possam introduzir alterações. “Vou assinar um documento que fará destes espaços um marco para a eternidade“, notou.

O Presidente dos EUA disse que pretende impedir que alguém possa “mexer, destruir, deitar abaixo por pessoas estúpidas, para construir alguma coisa com uma forma ligeiramente diferente”. “Achei que era muito importante que ninguém pudesse vir e deitar isto abaixo, tentando fazer alguma coisa diferente”, acrescentou.

Trump deu como exemplo a possibilidade de futuras administrações quererem substituir elementos das divisões. “De vez em quando, alguém olha e pensa: talvez possamos instalar uns vidros um pouco melhores, ou qualquer coisa do género. E eu digo: não, não vão fazer nada. Vamos deixar isto como está“, afirmou. O Presidente norte-americano garantiu ainda que, se alguém decidir começar a “deitar paredes abaixo”, será informado, independentemente de onde estiver, e regressará à Casa Branca para impedir que isso aconteça.

O documento não estabelece uma proibição absoluta de futuras alterações: determina que qualquer intervenção que implique uma grande alteração ou a demolição dos espaços tem de ser precedida de documentação, avaliação e análise de alternativas. Por outro lado, o diploma deixa expressamente ao Presidente dos EUA a possibilidade de redecorar as divisões, escolher o mobiliário e fazer alterações operacionais ou relacionadas com a segurança.

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Desde que regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump tem promovido várias obras de remodelação na residência presidencial. A mais significativa foi a demolição da Ala Este, em outubro de 2025, para dar lugar a um salão de baile. O Presidente dos EUA mandou também construir um heliporto permanente em granito na relva da Ala Sul.

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Na quarta-feira, Trump levou jornalistas a visitar as obras do futuro salão de baile da Casa Branca, onde acompanhou os trabalhos de construção. “O projeto inteiro é um milagre”, disse na altura.

A assinatura do documento acontece na semana em que o Partido Republicano sofreu uma derrota expressiva nas eleições intercalares, perdendo o controlo do Congresso para os democratas — que conseguiram vitórias em vários estados tradicionalmente republicanos, incluindo Texas, Kansas, Carolina do Sul e Iowa.

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Na secretária onde assinou o documento, Trump tinha um boné vermelho com a palavra “Veto“, uma referência à ameaça de bloquear as prioridades legislativas e os projetos de lei aprovados pelo novo Congresso.

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