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"Guerra Traduzida", olhamos agora para a imprensa da Ucrânia, um trabalho da jornalista Diana Rosa. Uma pessoa morreu, Diana, esta manhã num ataque russo a uma aldeia da região de Kherson, no leste da Ucrânia.

Tinha 61 anos, foi atingida nesse ataque com um recurso a um drone em Mykhailivka, uma zona que é controlada pelas forças ucranianas. A notícia está no Kyiv Independent, cita o governador da região, que adianta que a habitante estava em casa aquando do ataque. Recorde-se que as tropas russas controlam apenas a parte sul da região de Kherson, depois de terem sido expulsas pela Ucrânia desta cidade na margem norte do rio Dnipro. Isto aconteceu no final de 2022.

E seguimos com o artigo que faz manchete no Kyiv Post: a França vai duplicar o fornecimento de armas à Ucrânia.

Um alto funcionário francês diz mesmo que a Rússia não deixa outra opção, a não ser o reforço do armamento. A prioridade imediata de Paris é fornecer a Kiev bombas guiadas de alta tecnologia e peças de artilharia avançadas. É a garantia deixada pelo ministro da Defesa francês. Em declarações aos jornalistas, o governante revelou que o Executivo francês pretende ainda rever a produção militar francesa, aumentar a capacidade de produção para que os soldados ucranianos recebam uma boa parte do armamento. França pretende fabricar 600 bombas guiadas este ano, sendo que o fabrico vai duplicar para 1200 no ano que vem.

E Diana, é um alerta das Nações Unidas, pelo menos 32 prisioneiros de guerra ucranianos foram mortos às mãos da Rússia.

Só nos últimos três meses, André. Um artigo em destaque no Kyiv Independent cita um relatório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, divulgado ontem. Há relatos de soldados torturados ou mortos enquanto estavam em cativeiro russo. No final de fevereiro, a Procuradoria-Geral ucraniana afirmou que estavam em curso 19 investigações relativas à execução de 45 prisioneiros de guerra. Os relatos confirmaram tortura generalizada, tratamento desumano e punição de soldados, bem como condições de detenção que não cumprem o direito internacional. É o que revela a ONU. A agência também entrevistou 44 prisioneiros do lado oposto, falou com soldados russos, prisioneiros de guerra, que não relataram tortura nos locais de detenção. No entanto, a ONU diz ter sinais de que o mesmo se passa precisamente do outro lado da barricada.

Diana Rosa, fica por aqui este episódio de "A Guerra Traduzida". Voltamos amanhã para mais notícias da imprensa russo-ucraniana. Obrigado.