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Começa agora mais uma edição da Guerra Traduzida, mais um episódio especial para acompanhar a situação no Irão. Nos próximos minutos passamos em revista os jornais do Médio Oriente e dos Estados Unidos. A edição de hoje é com o João Lourenço. Há novos números, João, sobre o conflito entre o Paquistão e Afeganistão.

Desde janeiro até março, já morreram mais de 370 pessoas. Estes números são revelados esta terça-feira pelas Nações Unidas, que indica também a existência de quase 400 feridos. A missão da ONU no Afeganistão refere que mais de metade das mortes ocorreram em ataques das forças militares paquistanesas contra o Hospital Omid. Esta ofensiva está datada de 16 de março deste ano, quando um centro de tratamento para toxicodependentes em Cabul, a capital do Afeganistão, ficou destruída.

Já sobre o Estreito de Ormuz, Jorge Moreira da Silva alerta para o escalar de crise de fome.

Em entrevista à Sky News, o diretor-executivo da UNOPS avisa que o planeta vai enfrentar uma crise generalizada de fome, caso a passagem marítima não fique aberta em breve. Jorge Moreira da Silva revela mesmo um número: 45 milhões de pessoas podem vir a sofrer caso continue o bloqueio à livre circulação marítima de fertilizantes. O português lidera um grupo de trabalho nas Nações Unidas que está dedicado a controlar a segurança alimentar. Nas mesmas declarações à televisão britânica, Jorge Moreira da Silva reforça que, e passo a citar: "É apenas uma questão de tempo. Se não travarmos a origem da crise em breve, teremos de lidar com as consequências através da ajuda humanitária".

E João, no Irão, a internet vai voltar, mas apenas quando a guerra terminar.

É uma garantia deixada pelo governo de Teerão, citado pela agência Al Jazeera. O porta-voz do governo adianta que o acesso à internet é tratado como um direito civil e que a abordagem do Executivo centra-se no acesso equitativo a toda a infraestrutura de rede. O governo iraniano diz que a internet deve servir às empresas e apenas quando o conflito com os Estados Unidos e Israel terminar, a situação da rede vai voltar ao normal. A internet no Irão foi cortada a 28 de fevereiro e milhões de pessoas apenas têm acesso a sites aprovados pelo governo iraniano.

E os responsáveis iranianos ameaçam enriquecer urânio a 90% em caso de novos ataques norte-americanos.

Através da rede social X, o porta-voz da Comissão Parlamentar Iraniana para a Segurança Nacional e Política Externa aborda esta possibilidade. Ebrahim Raisi adianta que a possibilidade de enriquecimento de urânio vai ser discutida no Parlamento. Esta opção apenas vai ser ativada caso as forças norte-americanas e israelitas realizem novos ataques no Irão. Lembrar que o urânio a 90% de pureza é o nível mínimo para a utilização para fins militares.

Também o Irão ampliou a definição do Estreito de Ormuz para uma vasta área operacional.

É o que diz a agência de notícias iraniana Fars, que cita o vice-diretor político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, refere que, no passado, o estreito de Ormuz era definido como uma área limitada ao redor de ilhas. No entanto, esta já não é a visão das autoridades de Teerão. A passagem marítima é agora vista pelas autoridades iranianas como uma zona estratégica que abrange a área entre a cidade de Jask, a leste, e a ilha Siri, a oeste.

Nas negociações de paz no Médio Oriente, a Turquia vai apoiar o Paquistão na mediação dessas negociações.

A Al Jazeera escreve que o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia também discursou na conferência de imprensa ao lado do sheik Mohammed, do Paquistão. Hakan Fidan reiterou o forte apoio de Ankara aos esforços de mediação do Paquistão. O ministro dos Negócios Estrangeiros turco termina ainda por condenar as políticas expansionistas de Israel no Líbano e também na Faixa de Gaza.

O líder do Hezbollah recusa o desarmamento e promete inferno a Israel.

Naim Qassem rejeitou, nesta terça-feira, que o Líbano discuta o desarmamento do grupo libanês pró-iraniano com Israel, citado pela agência de notícias France Press. O líder do Hezbollah reitera que, e passo a citar: "Não nos renderemos e transformaremos a batalha num inferno para Israel". Numa mensagem aos combatentes, Qassem insiste que as armas e a resistência não dizem respeito a ninguém fora do Líbano.

Fica por aqui mais uma guerra traduzida sobre o conflito no Médio Oriente, desta vez com a edição do jornalista João Lourenço.