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Guerra traduzida na Rádio Observador. Hora agora de fazer a revista dos destaques da imprensa russa com o José Rafael Lopes. A começar, José, com as acusações do Kremlin de que a Europa não consegue definir quem a representa nas negociações de paz.

O Kremlin considera que os países europeus continuam sem conseguir apresentar uma posição comum sobre as futuras negociações para tentar pôr um fim à guerra na Ucrânia. A declaração foi feita pelo porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, que afirmou ainda que Moscovo não recebeu propostas concretas vindas da Europa. Peskov reconheceu, contudo, que os países europeus têm de participar, seja em que momento for, nas conversações sobre a futura arquitetura de segurança do continente europeu. As declarações surgem depois de uma reunião em Bruxelas entre representantes dos Estados Unidos, da Ucrânia, da NATO e de vários países europeus que não fazem parte da Aliança Atlântica, dedicada precisamente a essas garantias de segurança para Kiev, que têm sido exigidas por Volodymyr Zelensky no que toca a conversações para o fim da guerra.

E esta sexta-feira, também na imprensa russa, destaque para as palavras de Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos acredita que pode estar próximo um entendimento de grandes dimensões para pôr fim à guerra na Ucrânia. O presidente Donald Trump revelou que teve uma reunião privada com Kirill Dmitriev, enviado especial de Vladimir Putin, depois de um encontro na Casa Branca. Donald Trump não revelou o conteúdo da conversa, mas disse que o eventual acordo poderá envolver não apenas a Ucrânia, mas também vários países europeus. Entretanto, está prevista para dia 10 e 11 de novembro uma nova ronda de negociações entre representantes da Rússia, da Ucrânia e dos Estados Unidos. Esta reunião deverá acontecer em Abu Dhabi.

E na frente de combate, a Rússia reivindica ataques contra instalações militares e logísticas ucranianas.

O Ministério da Defesa russo afirma ter realizado 12 grandes operações de ataque contra alvos militares e infraestruturas ucranianas durante a última semana, de acordo com o comunicado divulgado pela agência TASS. As operações incluíram um ataque de grandes dimensões e 11 ataques combinados com armas de precisão e drones. Moscovo diz ter atingido instalações da indústria militar, centros logísticos e infraestruturas energéticas, mas também depósitos de munições das Forças Armadas da Ucrânia e locais onde estariam a ser produzidos drones para depois serem lançados contra a Rússia. O mesmo balanço diz ainda que ataques contra 14 navios de carga que, segundo as autoridades russas, estavam a transportar armamento e equipamento militar destinado à Ucrânia, que terá sido neutralizado.

E ainda sobre drones, a Rússia afirma ter destruído mais de 180 num único dia.

Tudo numa única frente de combate, é o que se pode ler na imprensa russa. Segundo o porta-voz do agrupamento militar russo ocidental, foram abatidos 81 drones de asa fixa e mais de 100 aparelhos de maior dimensão equipados com hélices. O mesmo responsável militar da Rússia afirma que as forças ucranianas sofreram mais de 200 baixas e perderam vários veículos, sistemas de artilharia e equipamentos robóticos que estariam a ser utilizados para estarem na frente da batalha. Os números foram divulgados pela agência estatal da Rússia, a agência TASS, com base nas informações do comando militar russo. Não há confirmação independente destes resultados, apenas o que é revelado pela TASS.

E também em destaque na imprensa russa, o ataque da Rússia a um navio de carga no Mar Negro que transportaria, José, material militar para a Ucrânia.

Já fizemos referência nesta guerra traduzida precisamente a esse ataque. O Ministério da Defesa russo confirma ter atingido o navio a sudoeste de Odessa, no sul da Ucrânia, que estaria a transportar equipamento militar e mercadorias de utilização dupla destinados à Ucrânia. A informação é aqui divulgada também pela agência Ria Novosti, que cita um comunicado das autoridades militares russas. Moscovo descreve esta operação como um ataque contra um alvo utilizado para abastecer as forças ucranianas. Até o momento, não há confirmação sobre o que é que aconteceu aos navios em si. A imprensa russa diz que o material que transportava, esse, sim, foi destruído.

São estes os destaques da imprensa russa nesta sexta-feira, 06 de novembro, com o jornalista José Rafael Lopes, sempre disponível em observador.pt e nas plataformas podcast.