Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

"Guerra" traduzida na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Diana Rosa, boa noite.

Olá, boa noite, Rita.

Vamos começar com a imprensa russa. Há mais um país que está sob ameaça do Kremlin, desta vez a Estónia.

A Rússia diz que vai responder a Tallinn por todas as ações hostis contra Moscovo, é o alerta da porta-voz do Ministério Russo dos Negócios Estrangeiros. Maria Zakharova fala sobre uma nova onda de russofobia no país báltico, afirma que os serviços de segurança do país publicaram mais um relatório atribuindo quase toda a culpa do que acontece à Rússia. Como de costume, a narrativa é que Moscovo é supostamente a única ameaça existencial à Estónia. Estou a citar declarações de Zakharova, que surgem depois do Serviço de Informações Estónio ter alertado que as ameaças não militares, incluindo sabotagem, espionagem e campanhas de informação, estão a tornar-se cada vez mais frequentes. O país prendeu um número recorde de espiões russos em 2025, revelou o Serviço de Segurança Interna da Estónia, e por esse motivo a Rússia promete vingança.

Maria Zakharova fala também do massacre de Bucha. Diz que o regime de Kiev continua a livrar-se de testemunhas para manter uma farsa.

Sempre foi esse o argumento da Rússia para o que aconteceu em Bucha, que a Ucrânia estava a fingir um ataque, mesmo havendo provas de todas as pessoas que morreram naquela localidade perto de Kiev. Maria Zakharova classifica como absurdas todas as histórias sobre os alegados assassinatos de civis pelos militares russos em abril de 2022. Diz que a Ucrânia aniquila as testemunhas vivas para manter a encenação. Afirma ainda que Kiev e o Ocidente continuam a esconder do mundo o que realmente aconteceu. A porta-voz do Ministério Russo dos Negócios Estrangeiros acrescenta que foi em Bucha que o regime neonazi realizou uma mobilização violenta, com particular empenho em enviar todas as testemunhas oculares desses eventos para uma morte certa. São as palavras desta porta-voz. Os moradores de Bucha tentaram por todos os meios evitar serem capturados, diz Zakharova, pelos bandidos.

E a Rússia afirma que a União Europeia arrisca-se a travar uma guerra com Moscovo ao abrigar instalações de produção de drones para a Ucrânia.

É o que afirma o representante permanente da Rússia junto à Organização para a Segurança e Cooperação da Europa. De acordo com Dmitry Polyanskiy, para evitar que os seus parceiros ucranianos sofram derrotas, ou pelo menos derrotas rápidas, a Europa adotou uma estratégia de estabelecer empresas ucranianas que fabricam drones e os respectivos componentes em Estados membros da União Europeia. Ontem, o Ministério Russo da Defesa publicou uma lista de firmas localizadas no Reino Unido, mas também na Alemanha, Dinamarca, Letónia, Lituânia, Países Baixos, Polónia, Chéquia, Espanha e Itália, bem como em Israel e Turquia. O Kremlin diz que conhece os endereços e os contactos dessas empresas. Polyanskiy afirma que é obrigado a concluir que se trata de uma manobra deliberada dos países mencionados para uma escalada acentuada da situação político-militar em todo o continente europeu. Tais ações, diz, estão inevitavelmente e rapidamente a arrastar esses Estados para uma guerra com a Rússia.

E ainda, os Estados Unidos acreditam que Cuba ajudou a Rússia a recrutar soldados para lutar na Ucrânia.

É o que defende o Departamento de Estado norte-americano. De acordo com o relatório do Congresso, há indicadores significativos que sugerem que as autoridades em Havana toleraram, permitiram ou facilitaram seletivamente, de forma consciente, o fluxo de cidadãos cubanos para reforçar as Forças Armadas russas. As estimativas variam, mas a maioria das informações de fontes abertas sugere que entre 1000 e 5000 cidadãos cubanos estão a lutar na Ucrânia. A Reuters citou também um número semelhante em outubro, quando os diplomatas norte-americanos teriam recebido instruções para informar os governos de que Cuba era o segundo maior fornecedor de combatentes estrangeiros para a Rússia, depois da Coreia do Norte.

E voltamos já a seguir com os destaques da imprensa ucraniana.