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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e também da imprensa ucraniana. Conto mais uma vez com a jornalista Diana Rosa. Diana, boa noite.

Olá, boa noite, Filipa.

Hoje começas pelos jornais da Ucrânia. A Polónia vai reabrir duas passagens na fronteira com a Bielorrússia.

Vão ser reabertas a partir de segunda-feira, dia 17. Foi o que anunciaram as autoridades polacas. O Ministério da Administração Interna polaco especificou que a passagem de Bobrowniki apenas vai permitir a circulação de caminhões e automóveis com matrículas da União Europeia, da Suíça ou dos países da Associação Europeia de Comércio Livre. Já na fronteira de Kuznica-Białystoka, vai ser permitida apenas a passagem de veículos ligeiros de passageiros. Com as duas reaberturas fronteiriças, o governo polaco espera retomar o fluxo de mercadorias e contribuir para a economia do país. As passagens estavam encerradas há vários anos devido ao aumento das tensões e também, naturalmente, às preocupações com a segurança.

E a Hungria vai levar a tribunal a proibição europeia de importar gás russo.

Vai recorrer ao Tribunal de Justiça da União Europeia, anunciou hoje o primeiro-ministro, que discorda das sanções do bloco europeu contra Moscovo. Viktor Orbán diz que não aceita esta solução, que alega ser ilegal e contrária aos valores europeus. A suspensão das importações de gás russo foi escolhida por Bruxelas, diz Viktor Orbán, para silenciar um governo que não concorda com a Europa. Orbán, visto como um aliado de Moscovo, diz também que está a procurar outros meios não jurídicos para dissuadir Bruxelas, mas afirma que não vai dar por nós, por enquanto.

E o procurador-geral da Ucrânia afirma que o respectivo vice-chefe está a ser investigado por possível fuga de informações no caso de corrupção que foi descoberto esta semana na Ucrânia.

Ou seja, o homem que está a ser investigado é vice-chefe do próprio gabinete anticorrupção. A declaração surge depois de relatos de que Timur Mindich, ex-sócio do presidente Volodymyr Zelensky, teria sido avisado sobre possíveis buscas e apreensões, o que o terá feito deixar o país, diz-se que está na Áustria. As fugas de informação ocorreram nas duas semanas que antecederam as buscas de 10 de novembro, disse uma fonte da polícia ao Kyiv Independent. Ora, o vice-chefe do gabinete anticorrupção terá tido acesso ao caso e terá informado os envolvidos. O responsável nega qualquer envolvimento neste caso.

E os Estados Unidos da América planeiam deportar ucranianos com antecedentes criminais, apesar da guerra a decorrer na Ucrânia.

É o que adianta a embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos. Afirma que tem conhecimento de cerca de 80 ucranianos que enfrentam deportação por violarem as leis norte-americanas. As deportações começam já na segunda-feira. O Serviço de Imigração e Alfândega também pode deportar muitos outros ucranianos ao mesmo tempo, possivelmente até em voos militares para a Ucrânia ou para a Polónia. Estão agora os Estados Unidos a organizar esse repatriamento, uma vez que os voos comerciais para a Ucrânia estão suspensos por causa da guerra. Kiev está disposta a aceitar deportados. Na verdade, até precisa. Diz que os Estados Unidos podem deportar quantos quiserem. É que estas pessoas, quando chegarem a Kiev, podem enfrentar uma mobilização forçada para a linha da frente. É certo é que as leis internacionais estabelecem que as pessoas não devem ser deportadas para locais onde possam enfrentar perseguição, tortura ou perigo extremo. As organizações de direitos humanos afirmam que os Estados Unidos estão a ultrapassar esses limites ao enviar pessoas para zonas de conflito, como o Sudão do Sul e agora, neste caso, a Ucrânia.

Diana, os serviços de informação da Ucrânia dizem que a Rússia quer colocar 12 mil norte-coreanos a produzir drones.

Drones capazes de realizar ataques profundos, avança o Kyiv Independent, que cita o canal de Telegram deste serviço. De acordo com as informações recolhidas, os trabalhadores vindos da Coreia do Norte devem ser enviados para a fábrica russa de Alabuga, responsável por produzir a maioria dos drones Shahed projetados pelo Irão.

Foram os destaques da imprensa ucraniana. Já voltamos a seguir para a segunda parte de "Guerra Traduzida".