Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Arranca agora mais uma edição da Guerra Traduzida para acompanhar toda a situação no Irão. Nos próximos minutos passamos em revista alguns dos destaques dos jornais do Médio Oriente, bem como dos Estados Unidos. A edição de hoje é do jornalista Carlos Pedro. Ora viva, Carlos.
Viva, Ricardo.
Inevitavelmente, na ordem do dia continua a estar o acordo assinado entre os Estados Unidos e o Irão, que foi anunciado pelos presidentes de ambos os países e já se notam alguns efeitos. Carlos, a Al Jazeera destaca, por exemplo, a descida nos preços do petróleo.
Tem sido uma montanha-russa e um sobe e desce, mas com a assinatura do memorando de entendimento, é provável que os preços estabilizem até uma natural descida. O petróleo Brent, referência para a Europa, caiu 2,3% hoje no continente asiático. Esta manhã, os contratos futuros do petróleo Brent para entrega em agosto estavam avaliados em pouco mais de US$ 77, apenas 7% acima do valor registrado antes do conflito iniciado a 28 de fevereiro. Os preços ainda subiram para valores acima dos US$ 80 ontem, com a ameaça de Trump para eventuais novos ataques, mas a assinatura formalizada do acordo acabou por baixar mesmo os preços. À Al Jazeera, o economista-chefe para o Japão da Oxford Economics acredita que os mercados vão continuar a responder positivamente a este passo dado rumo ao fim do conflito. Naohiro Yamaguchi aponta para um momento favorável aos mercados petrolíferos.
Sobretudo no Irão, o Wall Street Journal diz que hoje Teerão pode faturar mais de US$ 60 milhões em vendas anuais.
Isto com base nos níveis de produção de petróleo iraniano no contexto pré-guerra e com base também nos preços atuais. Já nesta semana, vários petroleiros iranianos carregados de petróleo deixaram o porto e cruzaram a linha do bloqueio naval dos Estados Unidos, um indício precoce da onda de exportações que está prevista. A promessa dos Estados Unidos de permitir que o Irão exporte petróleo começa a desmantelar as sanções impostas ao país islâmico há mais de uma década para isolar o regime e sufocar as respetivas ambições nucleares.
São efeitos do acordo já assinado e também em vigor. Ainda assim, amanhã norte-americanos e iranianos reúnem-se na cidade suíça de Bernstock. Prevê-se, Carlos, o início dos 60 dias estipulados para as negociações entre os dois países.
Sim, e aqui o repórter Osama bin Javaid, da Al Jazeera, aponta o alívio das sanções ao Irão como a questão mais crítica. Na véspera desse encontro, lança várias questões que precisam de resposta. A primeira é: que mecanismo será utilizado para o alívio das sanções ao Irão? Depois prossegue perguntando como o Irão terá acesso a esses fundos e se esses fundos serão transferidos diretamente para o Irão ou então o país poderá utilizá-los indiretamente. A última pergunta diz respeito à Agência Internacional de Energia Atómica. Pergunta se essa terá permissão para entrar em Teerão e monitorizar o enriquecimento de urânio no Irão. São questões para responder durante os próximos 60 dias até à finalização do acordo. Dizer ainda que este acordo foi também assinado pelo líder de outro país no Médio Oriente. Falamos do líder do Paquistão, país importante na mediação deste conflito. Também Shehbaz Sharif assinou o documento. O vídeo do momento está disponível no site do Observador, no live blog que acompanha os conflitos no mundo.
Vamos seguir com esta guerra traduzida e, Carlos, mantêm-se os ataques no sul do Líbano.
É uma notícia da Agência Nacional de Notícias do Líbano, precisamente. Diz que um ataque realizado por um drone israelita na cidade de Beit Ya'oun, na província de Nabatie, deixou duas pessoas feridas. Não esquecer que o Irão pediu a Israel para que terminasse com os conflitos contra Beirute, caso contrário, vai ser considerada esta uma violação do acordo de cessar-fogo.
No entanto, do lado israelita, não há preocupações, há, sim, uma certeza: se tiverem que dizer que não aos Estados Unidos, vão dizer.
E quem o diz é Amitai Chikli, ministro do governo de Netanyahu. Admite dúvidas em relação à retirada das tropas israelitas para a chamada Linha Azul, a fronteira não oficial demarcada pelas Nações Unidas que separa Israel do Líbano. Isto apesar da pressão dos Estados Unidos da América, Chikli diz mesmo que voltar a essa Linha Azul seria um fracasso. São declarações do ministro israelita à Rádio do Exército do país.
Também outro ministro israelita, desta feita, Gideon Sa'ar, anunciou esta manhã o corte total de relação com a chefe da diplomacia europeia.
Kaja Kallas. O corte foi anunciado pelo ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, que acusa Kaja Kallas de adotar uma postura obsessiva e de flagrante injustiça para com Telavive. É o que escreve o ministro na rede social X. Sa'ar critica Kallas por ter alegadamente comparado Israel à África do Sul durante o período do apartheid. Israel considera as declarações da alta representante europeia como uma calúnia de sangue.
Ponto final em mais um episódio da Guerra Traduzida Irão. Hoje contou com o jornalista Carlos Pedro.