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Segunda parte da "Guerra Traduzida" na Rádio Observador com a jornalista Diana Rosa. Falamos agora dos destaques da imprensa da Rússia. Moscovo diz que não tem planos de atacar a NATO, mas está preparada para qualquer desenvolvimento.
De acordo com a porta-voz russa dos Negócios Estrangeiros, as declarações feitas por autoridades de países-membros da NATO sobre o assunto parecem fazer parte de uma campanha orquestrada para doutrinar a própria população. Maria Zakharova diz que a Rússia já está a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança do país, visto que a aliança está a reforçar a presença militar perto das fronteiras russas. O Kremlin assegura que está preparado para o que der e vier, embora dê prioridade à paz, à amizade e à cooperação igualitária. Zakharova acusa ainda os países do Ocidente de semear o medo e acostumar as pessoas à ideia de que um conflito com a Rússia é inevitável, com o objetivo de justificar os próprios erros de cálculo ou equívocos e até crimes. Nas palavras da diplomata, se os estrategas da NATO forem loucos o suficiente para decidir atacar a Rússia, não devem ter dúvidas de que Moscovo vai responder usando todas as capacidades disponíveis. É uma notícia da TASS.
E os preparativos para a cúpula Rússia-Estados Unidos da América em Budapeste estão em andamento, é o que diz Viktor Orbán.
A Hungria está pronta para fazer tudo o que for possível para que essa reunião aconteça. O chefe de governo húngaro diz que o país deu uma valiosa contribuição à causa da paz, sendo o único país da União Europeia a manter canais de comunicação e contacto constante com a Rússia. Viktor Orbán diz que ainda conta com o presidente dos Estados Unidos para resolver o conflito na Ucrânia, uma vez que considera que Trump é uma pessoa que acha que esta guerra é inútil. Acrescenta que o presidente dos Estados Unidos tem todos os motivos para se esforçar por uma situação justa e mesmo querendo pressionar os russos, reluta em prejudicar a Hungria. Uma notícia da Agência RIA.
Diana, o cerco das tropas ucranianas ameaça o colapso da linha da frente e vai causar perdas territoriais para Kiev. É no que acredita Dmitry Medvedev.
É o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, é também ex-presidente da Rússia. Diz que ainda no sector energético, os problemas causados pelos ataques russos estão a agravar-se. Até agora, a energia eléctrica ainda está a funcionar, mas há interrupções. A situação do aquecimento é crítica. Está muito frio na Ucrânia, também na Rússia, naturalmente, mas é uma altura muito crítica para os ucranianos. Medvedev acrescenta que a liderança em Kiev encontra-se num impasse. A cada dia que passa, a posição ucraniana no tabuleiro de xadrez piora. Referindo-se ao caso de corrupção envolvendo Tymur Mindych, amplamente conhecido como o braço direito de Zelensky, Medvedev diz que mesmo os políticos europeus não conseguem defender Kiev da corrupção e ainda dão respaldo a Zelensky. Conclui o ex-presidente russo que a liderança da Ucrânia não pode permanecer no poder por muito tempo. Diz que o seu destino, diz Medvedev, assemelha-se a uma ferida purulenta, o bisturi afiado da história já está posicionado sobre ela. São as palavras do ex-presidente russo.
E foi avistado no Havaí, um navio de espionagem russo. É o que adianta a Guarda Costeira dos Estados Unidos.
O Karelia operava aproximadamente 24 km ao sul da ilha de Oahu. Os Estados Unidos dizem que agindo em conformidade com o direito internacional, o pessoal da Guarda Costeira está a monitorizar as actividades da embarcação russa perto das águas territoriais dos Estados Unidos, para garantir a segurança marítima das embarcações americanas que operam na área. Foi lançado em 1986, este navio russo, o Karelia, foi arranjado e modernizado em 2017. O Ministério da Defesa da Rússia recusa comentar estas informações numa notícia do Moscow Times.
É o ponto final nesta edição de "Guerra Traduzida", que regressa na próxima semana.