Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, o programa em que trazemos as notícias que estão em destaque na imprensa russa e na imprensa ucraniana. Temos conosco a jornalista Diana Rosa. Diana, boa tarde.
Boa tarde.
Vais começar pelos jornais russos, até porque há essa notícia que marca a atualidade internacional. Donald Trump e Vladimir Putin vão estar frente a frente nos próximos dias.
Esta notícia avançada pela Agência RIA percorreu as páginas dos jornais de este a oeste. A Rússia e os Estados Unidos concordaram com o encontro entre os dois presidentes. Yuri Ushakov, assessor de Putin, diz que deve acontecer na próxima semana, terá sido uma iniciativa dos próprios Estados Unidos. As delegações dos dois países já começaram a trabalhar para essa reunião, mas é difícil prever quantos dias vão levar os preparativos. O local do encontro já está definido, mas ainda está em segredo. O mais provável é que aconteça em território neutro, mas esse é um anúncio que vai ser feito em breve. Putin, sabemos, sugere os Emirados Árabes Unidos. Sublinhar ainda que o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, lançou a ideia de uma reunião trilateral entre os presidentes e Volodymyr Zelensky, na quarta-feira, mas o Kremlin não teceu comentários acerca desta hipótese.
O encontro entre Vladimir Putin e Donald Trump nos próximos dias em destaque na imprensa russa. Foi preso um soldado norte-americano suspeito de tentar partilhar informações confidenciais com a Rússia acerca de material de guerra dos Estados Unidos.
Tem 22 anos, chama-se Taylor Adam Lee, foi preso no Texas, adianta o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, citado pelo jornal Medusa. Este soldado estaria a tentar passar informações secretas à Defesa Nacional da Rússia sobre a operação dos principais tanques de batalha norte-americanos. Os documentos do processo revelam que, ainda no mês passado, Taylor, que possuía uma autorização de segurança de alto nível, ofereceu-se para ajudar o Kremlin sempre que tivesse acesso a novos dados. Há poucos dias, este soldado norte-americano encontrou-se com alguém que acreditava ser um representante do governo russo e entregou-lhe um cartão de memória com várias informações. Terá depois tentado sabotar equipamentos de guerra numa base do Texas, no mesmo dia em que enviou uma mensagem a essa mesma pessoa em que escreveu: "Missão cumprida". Em troca, Taylor Adam Lee queria ter cidadania russa.
Já a Bielorrússia está alarmada com o que diz ser a atitude agressiva da Polónia e dos países bálticos.
É pelo menos o que diz o presidente do país, que considera que os estados vizinhos estão a exercer pressão de todos os lados. Para Alexander Lukashenko, a crispação vai além de assuntos internos, reflete-se principalmente no ambiente militar e político em torno da Bielorrússia. Estas declarações são avançadas pela agência bielorrussa Belta, e citadas pela TASS. Lukashenko acusa a Polónia e os países bálticos, como a Letónia e a Lituânia, de serem hostis em relação a Minsk e diz ter informações dos serviços secretos que comprovam isso mesmo. O líder bielorrusso espera que os serviços de informações do país sejam reforçados para aumentar a eficácia das secretas.
A imprensa russa diz que as tropas de Moscovo atacaram uma importante linha ferroviária na Ucrânia. Isto, Diana, na região de Dnipropetrovsk.
Informação saída hoje do Ministério Russo da Defesa. O ataque terá sido realizado com drones e mísseis que, diz a Rússia, infligiram uma derrota. Segundo Moscovo, foram atingidos um troço ferroviário que garante a transferência de armas e equipamentos militares para o Donbass, também pontos de controlo e aéreos de armazenamento para drones, atingidos também locais temporários de implantação de formações das Forças Armadas ucranianas e mercenários estrangeiros em mais de 130 zonas do país. A Rússia diz ainda que destruiu mísseis de cruzeiro Storm Shadow, de fabrico britânico, uma bomba aérea guiada, também um sistema de lançamento múltiplo de HIMARS, fabricado nos Estados Unidos, assim como 240 drones e um barco não tripulado na parte nordeste do Mar Negro.
E é com isto que fechamos a parte da imprensa russa. Voltamos já a seguir para a segunda parte da "Guerra Traduzida", com os destaques da imprensa ucraniana.