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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, um trabalho da jornalista Laura Figueiredo, onde agora olhamos para o outro lado do conflito, para os destaques da imprensa russa. O presidente russo considera que as novas sanções norte-americanas são um ato hostil e uma tentativa de pressão.
Ontem, Donald Trump anunciou novas sanções a empresas petrolíferas russas e cancelou o encontro previsto entre os dois chefes de Estado. Citado pela RIA Novosti, Vladimir Putin diz que a pressão norte-americana não afeta Moscovo e sublinha que também não abona a favor da relação entre os Estados Unidos e a Rússia. Hoje, no Congresso da Sociedade Geográfica Russa, o chefe de Estado reagiu às declarações de Donald Trump. Diz que nenhum país ou povo que se preze toma decisões desta forma. Ainda assim, Vladimir Putin diz que não prevê que as sanções norte-americanas tenham um impacto significativo na economia do país.
E ainda no tema das sanções. Entretanto, Laura, várias empresas chinesas já suspenderam a compra de gás russo a curto prazo, devido precisamente às sanções anunciadas por Donald Trump.
É o que dá conta o Moscow Times, que adianta que também algumas refinarias indianas planeiam reduzir as importações petrolíferas, como a Petro China ou a Sinopec, entre outras. Já decidiram parar de comprar petróleo vindo de Moscovo para evitar complicações no comércio internacional. Antes, na conferência de imprensa em Bruxelas, o presidente ucraniano tinha acusado a China de ajudar a Rússia e de não estar interessada na vitória da Ucrânia.
Ainda em destaque, Zelensky garante que a Ucrânia nunca usou mísseis de longo alcance norte-americanos para atacar a Rússia.
É o que avança o jornal russo KP. É um esclarecimento que chega depois de, há uns dias, Donald Trump ter dito que, pelo menos por enquanto, os Estados Unidos não vão fornecer mísseis Tomahawk à Ucrânia. Ainda assim, hoje Vladimir Putin falou sobre o tema. Diz o presidente russo que a entrega destes mísseis à Ucrânia pelos Estados Unidos seria uma tentativa de escalada da guerra e assegura que isso teria uma resposta devastadora da parte de Moscovo.
Victor Orbán diz que não vai deixar a União Europeia envolver a Hungria na guerra da Ucrânia.
De acordo com a agência russa TASS, o primeiro-ministro húngaro afirma que continua sem intenções de apoiar a Ucrânia. Em declarações em Budapeste, Victor Orbán garantiu que a Hungria não vai entregar o dinheiro nem as armas do país a Kiev e sublinha que jamais será arrastado para o conflito para defender a Ucrânia. O primeiro-ministro húngaro criticou ainda os líderes europeus, que continuam a aprovar pacotes de ajuda, e sublinha que se Bruxelas não tivesse dificultado os esforços de paz de Donald Trump, o conflito poderia já estar resolvido.
É o ponto final nesta revista de imprensa de quinta-feira, dia 23 de outubro, um trabalho da jornalista Laura Figueiredo.A "Guerra Traduzida" está de regresso amanhã.